segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Apparitions

Tranque bem sua porta e feche bem sua janela para evitar maiores sustos ao ver a Apparitions.

Transmitida no final do ano passado na BBC inglesa, a série de 6 capítulos conta a história de Jacob, um padre que está prestes a receber o cargo de exorcista-chefe pelo Vaticano.

Não sou muito fã de terror, mas Apparitions se tornou uma bela exceção. A história vai muito além de meros exorcismos, banhos de sangue e cheiro de enxofre. O suspense permeia todos os episódios e por isso mesmo os momentos de ação são tão chocantes. As cenas são fortes e o que antecede elas cria um clima assustador. O padre, antes de fazer seu serviço, precisa entender o plano do belzebu, pesquisar a história e comparar casos passados, para saber como melhor proceder. Quando ele descobre isso, aí asim que a coisa fica bizarra.


A produção e a fotografia são de altíssima qualidade e as interpretações, principalmente a do Martin Shaw, que dá vida ao exorcista, são primorosas. O roteiro, pelo menos para quem não curte muito esse gênero, tenta escapar dos clichês quando possível.

São inúmeros detalhes que vão desde a Madre Teresa, uma senhora de 70 anos que engravida, a burocracia eclesiástica, até histórias medievais mais escabrosas. São demônios de crianças abortadas, criminosos, vômitos de sangue, aparições, sombras no meio da noite e também alguns santos que incorporam nas pessoas menos prováveis.

Pelas dúvidas, eu assisti com a luz da sala acesa.

Chavez

Realmente não gosto do Chavez, ainda mais se for pra sempre.

Prefiro o Gomez.



Belíssimo clip de See the world, um verdadeiro clássico.

domingo, fevereiro 15, 2009

Estadão de Domingo


Matéria no Estadão desse domingo, 15/02, feita pelo Gustavo Miller, onde eu apareço.

Clique na imagem para aparecer maior e poder ler.

Reparem na frase sábia dita pela minha pessoa:
"É imcomparável ver e torcer por um jogo de futebol ao vivo. Torcer em uma gravação é uma coisa meio babaca".

El Living

Saí da minha caverna e caí noite passada no Living, um bar que sempre escutava falar mas ainda não tinha conhecido.

São dois grandes ambientes, com uma barra de bebidas cada um, onde a principal atração é o telão e as várias televisões de cada sala. Imagine uma discotecagem de clips, com alto e bom som e muitas mocinhas simpáticas.

Em um ambiente, o melhor do indie para as massas com clips e apresentações ao vivo daquelas bandas de sempre do gênero: Interpol, Morrisey, Franz Ferdinand, Oasis, Travis, REM. Já no outro, a clássica oitenteira que visita o trash aos grandes hits. Rolou de New order, a Erasure, Culture Club, Death or Alive e toda aquela gama de clips ridículos que permeiam a programação do canal a cabo VH1.

Não experimentei nada da comida e as bebidas parecem ter preço do nível da "náite" portenha. O lugar começa a encher só lá pelas 2h30 da manhã e inúmeros sofazões coloridos de couro estão lá para quem quiser descansar.

"El Living" fica numa região que não sei se é Barrio Norte ou Recoleta, na Calle Marcelo T. Alvear 1540, a uma quadra da Santa Fé.

Mais.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Mistérios Argentinos

Há 3 anos atrás, quando cheguei a esse país, tudo era novidade. Eram tantas informações e costumes novos a serem absorvidos que muita coisa ficou sem explicação. Eram os mistérios argentinos.

Um deles era o fato de alguns carros estacionados na rua terem uma garrafa no teto. Era estranho. Isso se repetia em várias partes da cidade, com vários tipos de garrafas, não importando se os carros eram velhos ou novos. Não podia ser uma simples coincidência, aquilo devia ter uma razão. Demorou uns 6 meses para me explicarem e outro mês para eu perceber que aquilo não era uma piada.

É simples. A garrafa significa que tal carro está a venda. A idéia é que ela chame a atenção, afinal uma coisa amarela dessas em cima de um veículo não passa despercebida mesmo. O problema é que nem todos esses carros com vasilhas no seu topo tem um cartaz explicando que eles estão à venda, com informações do modelo e o preço, por exemplo.

Não seria mais fácil um cartaz de "vende-se" com um telefone? Ou, se querem chamar atenção por que não colocam uma melancia no teto?

Mistérios, meus caros. Mistérios argentinos.

O Homem que não estava lá


Nada se cria, tudo se transforma. Talvez essa clássica frase de Lavoisier deveria ser revista em tempos de internet. Prova disso é o curioso caso de Masal Bugduv, o artilheiro invisível.

O renomado jornal inglês The Times publicou no começo do ano uma lista com as 50 maiores promessas do futebol atual, entre eles muitos brasileiros, como Hernanes, Thiago Silva e Miranda. (O nome do jogador já não está mais no ar)

Mas antes, no número 30 dessa lista estava um jogador da Moldávia.

30. Masal Bugduv (Olimpia Balti)

Moldova’s finest, the 16-year-old attacker has been strongly linked with a move to Arsenal, work permit permitting. And he’s been linked with plenty of other top clubs as well.

Masal apareceu em blogs há mais de um ano e vários rumores foram sendo publicados sobre a promessa do futebol da Moldávia, uma verdadeira pérola do leste europeu. Referência de notícias sobre ele, do jornal moldaviano Diario Mo Thon, falavam de sua técnica e de sua vontade de sair do país e disputar um campeonato competitivo. Outro detalhe: tal jornal nunca existiu.

Mesmo assim rumores começaram a pipocar que Arsenal e Chelsea estavam de olho no Masal, inclusive muitas declarações do próprio jogador. A página da wikipedia da seleção moldaviana confirmava a grande sensação como a esperança para a próxima copa. Daí para a lista cheia de credibilidade do The Times foi um pulo.

O fato é que Mosal Bugduv não existe. Além do mais, seu nome num dialeto irlandês significa "Meu pequeno jegue preto". Não importa, mesmo assim ele ficou em trigésimo lugar na lista do The Tomes. Fico só com pena dos jogadores que treinam diariamente e suam a camisa, mas mesmo assim não conseguiram ser melhores que o Mosal, o artilheiro invisível.

O site Soccerlens tem uma bela nota sobre o caso. Aqui. O The Guardian, outro jornal inglês, também comenta.

O site Goal.com também caiu na pegadinha do mallandro.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Argentine English 2



Prova cabal do Argentine English.

Maurício Macri, o prefeito de Buenos Aires, cantando "Somebody to love" do Queen em sua festa de aniversário.

Ênibôri fáin miii.. somebóri tu loooo

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Argentine English

Longe de mim querer dizer que nós brasileiros falamos tudo certinho em inglês, mas aqui na Argentina, meus caros, a coisa é bizarra.

Os caras tem sua própria maneira de falar inglês, juntando os sons próprios deles com palavras estrangeiras e tendo como resultado um idioma único: The argentine english.

Meu primeiro impacto foi quando cheguei para trabalhar na Latin3, uma agência de internet. Começaram a falar em xarrú e bégraum nas reuniões e eu ficava boiando. Depois fui descobrir que se tratava de Yahoo e Background. Desde então venho tentando me adaptar, aprendendo a cada dia as belezas e particularidades do Argentine English.
Negrito
Aqui umas dicas

- Toshóta = Toyota.
- Xim = Jeans.
- Bárguerquin = Burger King
- Rágbi = Rugby
- Prixon Break = Prison Break
- Nueva Chôrk = Nova York.
- Crínxis = Cream cheese
- Oássis = Oasis
- Trávis = Travis
- Brtn = Britney
- Rárró Cafe = Hard Rock Cafe
- Xim Xarmush = Jim Jarmush
- Bill Murrái = Bill Murray
- Máus = Mouse
- Bécá = Backup
- Chânqui = Yankee

Argentinas calientes

Uma entrevista afirma que as mulheres argentinas são as mais fogosas. Empatadas com elas no primeiro lugar estão as brasileiras, filipinas e italianas.

Além disso, a maioria delas respondeu que odeia metrossexuais.

Argentinas fogosas que odeiam metrossexuais? Onde?

Mais detalhes da pesquisa supercientífica feita pela Axe: aqui.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Benjamin X Forrest



Odeio postar coisas que vi em trocentos lugares diferentes, mas dessa não pude escapar.

É ótima a comparação que esse vídeo faz das inúmeras similaridades entre Forrest Gump e Benjamin Button. Vi faz pouco o Benjamin Button e adorei. Filmão com personagens cativantes.

"É exatamente como Forrest Gump, só que sem Aids".

Mad Men


Finalmente assisti alguns capítulos de Mad Men, a ultra-premiada série americana que retrata a vida de uma agência de publicidade dos anos 60.

Don Draper é o diretor de criação de uma agência em Nova York que é o gênio por trás de grandes campanhas da época. Junto dele toda uma equipe de redatores idiotas (me imaginei ali), um bando de secretárias no cio e clientes nada profissionais convivem numa época em que tantos comportamentos estavam mudando. Eram os sixties, baby!

Preconceito, machismo, racismo, falsidade e um mundo de aparências que parecia tão escancarado naqueles tempos. Ou talvez somos nós de agora que ficamos mais espertos e aprendemos a deixar as coisas mais escondidas.

O roteiro é de primeira, a direção de arte idem, assim como as atuações. Não é a toa que ultimamente essa série tem papado todos os prêmios que disputa. Não sei se é tão justo. Com quanta coisa por aí, eles não são tão acima da média dos outros, por exemplo. Não são de resolver pequenos casos por episódio, como CSI, ou de deixar o telespectador sem fôlego no final, como LOST. Estão exatamente no meio do caminho, isso se existir um.

Talvez quem trabalhe com comunicação e saiba como é o dia-a-dia nos tempos atuais goste mais. Todo o processo de se chegar a uma idéia anteriormente, por mais toscas que sejam, é muito interessante. O processo de arte, da gráfica e o visual é tão jurássico que me fez lembrar que faz menos de 15 anos quase ninguém usava computador direito.

Mesmo passando nos EUA em um canal obscuro como o AMC, o que resulta numa audiência baixíssima se comparada a grandes hits como House ou The Mentalist, Mad Men já se tornou pop. Afinal não é qualquer um que é parodiado nos Simpsons. Aqui eles parodiaram a abertura da série, trocando o personagen Don en queda para o Homer.

sábado, fevereiro 07, 2009

Curitiba Bizarra


Existe algo errado em Curitiba e não estou falando dos governantes. A quantidade de crimes bizarros acontecido na "capital social" é de assustar.

Quando me perguntam de onde sou digo que sou de lá, é pra encurtar a história. Afinal dizer que nasci num lugar, fui criado em outro, mas antes de vir pra Buenos Aires morei em outra cidade por 6 anos parece muito complicado. Mas afinal não é à toa. Quem me conhece ou lê um pouco desse blog pode perceber na paixão que tenho por essa cidade e o quanto falo bem dela. Mas esse lado obscuro da cidade cada vez mais me chama a atenção quando leio as últimas notícias da capital das araucárias.

Vamos à lista de crimes insólitos nesse último ano:

- Ontem, 6 de fevereiro, um homem foi encontrado com face arrancada devido à varias torturas na cara. Um corte profundo, de orelha a orelha passando por testa e queixo, que parecia digno de filmes trash como Jogos Mortais ou Hostel. Mais aqui

- Ainda em 2009, no comecinho do ano, uma mulher alugou um apartamento na 7 de Setembro, pegou as chaves na imobiliária e chegando no imóvel encontrou uma pessoa morta no banheiro. Mais aqui

- Em novembro encontram um corpo de uma menina de 9 anos dentro de uma mala, em plena rodoviária. Caso que comoveu o Brasil e comoveria ainda mais se já não tivessem tido o caso Isabella e o sequestro de Santo André. Mais aqui.

- Já em Julho de 2008 foi a vez de uma mulher tacar uma criança de 8 meses pela janela, em pleno centro de Curitiba. "Eu queria me livrar do pacote", disse a louca. Mais aqui.

- Em agosto não morreu ninguém mas uma mulher grávida simplesmente parou a Praça Osório, ameaçando se matar, disparando tiros e parando o trânsito de várias ruas. Depois a mulher ainda fugiu com o carro em disparada, furando o bloqueio da PM. Convenhamos, que bloqueiozinho bosta deve ter sido para uma mulher grávida louca, e não um criminoso experiente, ter furado. Mais aqui.

- Tem mais, descendo a serra um pouquinho teve mais. Em Caiobá, marginais atacaram um casal, matando um rapaz e estuprando a sua namorada, que sobreviveu mas ficou sem o movimento nas pernas. Mais.

É claro que não existem crimes normais, mas todos esses que citei aqui parecem ser piores ainda. Tem um teor de bizarrice e crueldade gigantesco. Parece que de alguma maneira nos acostumamos com o festival de crimes patrocinado pelo tráfico de drogas, que só nos chocamos de verdade quando algo sai desse ciclo.

Não entendo então o que há de errado nas pessoas e no curitibano, essa figura vendida sempre como antipática, mas que na verdade só gosta de estar quieto no seu canto, sem falsas amizades e conversas de boi dormir. Nada mais natural que aquela música "Cada um no seu quadrado" tenha sido gravada lá. Poucas coisas definem tão bem esse comportamento.

Mas o que isso tem a ver? Ou são só grandes coincidências? O fato é que ultimamente estou com medo de curitibano.

* A foto é do Cavalo Babão, um dos monumentos bizarros de Curitiba, localizado no Largo da Ordem.

A gente somos inútil

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Post de blogueiro

Vou fazer um post típico de blogueiro hype que fala de várias coisas divididas em itens. Tipo Lúcio Ribeiro, mas sem a música ruim.

*Lie to me
A série que é o novo sucesso da Fox americana é bem honesta. Já deixei de tentar entender como alguma coisa faz sucesso no mundo. Parece que não existem razões para o fracasso, já o sucesso é aleatório.

Enfim, Lie to Me parece uma mistura de Dr. House com um The Mentalist. Um cara rabugento que lê a face dos outros, detectando mentiras. Tudo muito mastigadinho, super didático. Parece até um curso para detectores de mentira. Os caras até congelam as imagens para enfatizar os detalhes e micro-expressões. Tim Roth, única cara conhecida e protagonista, dá show.

*Starsailor
Os conterrâneos do The Verve, ambos são de Wigan, estão com um cd novo. O que posso dizer é que é apenas outro álbum do Starsailor. Não sou nada contra bandas que encontram o seu som e sua fórmula e seguem com isso com competência. Essa busca eterna pelo novo me enche o saco.

Mas a cada disco novo dessas minhas bandas do coração vejo que o britrock que eu gosto está em coma, só faltando alguém desligar os aparelhos. Travis, Stereophonics, Manic Street Preachers, Doves, Cosmic Rough Riders e The Verve parecem estar rumo a um futuro onde só sobrarei eu de fã.

*Arabian's King
Para um órfão do Habib's e do Mister Sheik, essa lanchonete do Shopping Abasto é um dos poucos fast-foods árabes de Buenos Aires (mesmo que o conceito de "fast" aqui seja bem questionável). Ando devorando vários kebabs, sharwamas e outras coisas que não lembro como escreve. Fica só faltando um beirutão de rosbife com ovo e o famigerado kibe cru.

Recomendadíssimo para quem curte uma baixa gastronomia.

*Buenos Aliens
Não tenho certeza ainda se vai ser esse o nome do projeto, mas essa semana comecei a produzir umas músicas com a ajuda de um colega do trabalho. Vão ser 3 ou 4 canções, pelo menos por agora, gravadas e editadas sem pressa. A ideia é colocar algo de eletrônico nelas. Veremos!

Sinto uma falta danada de ter uma banda, tocar, ver as músicas nascendo e aquela coisa toda que acho tão terapêutica. Espero que isso ajude.

Aqui o clip de Tell me it's not over, o primeiro do cd All the plans do Starsailor.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Xica da Silva

A gente vai vivendo, acha que já viu de tudo nessa vida e é impossível se surpreender. Mas um belo dia vou dando um zapping na TV e vejo uma coisa bizarra. Simplesmente não acredito no que meus olhos veem. Fiquei até uns minutos no canal só para confirmar se era aquilo mesmo.

Sim, meus caros! Xica Da Silva, um clássico da teledramaturgia da Manchete, está passando dublado na Argentina, no Canal 9, um dos canais que mais passam novelas brasileiras.

Agora alguém me explica por que eles resolvem passar uma novela de 12 anos de idade em horário nobre?

O pior não é isso. Desde que vi Thaís de Araújo com aquela peruca branca estou pensando em acompanhar a novela só pra ver o capítulo especialísimo onde aparece a carismática e legislativa Cicciolina.

Só se liga no naipe da chamada especial que a Manchete fez na época! Histórico!

Comida com responsabilidade social

Foto de uma caixa da elegantíssima Ugi's, pizza que nos tempo áureos era vendida a 3,80 e hoje está 10 pesos + 50 centavos da caixa.

Se as pizzarias brasileiras copiassem essa ideia, transmitindo uma mensagem de paz, talvez nosso problema de violência urbana estaria resolvido.

Ugi's.
Sempre imitada, nunca igualada!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Especial Brian Griffin

Seguindo a linha das promos musicais para os personagens do Family Guy (Uma família da pesada), agora vai o do Brian. Dessa vez compomos uma jazz louco.



Veja os outros também:

Rock do Peter

Rap do Stewie

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Good dick

Confesso que gosto de comédias românticas, ainda mais quando elas são nada usuais e fora do padrão. "Good dick" é um clássico exemplo disso, de como há maneiras surpreendentes de contar o mesmo conto de "boy meets girl".

O filme, que recebeu uma indicação ao grande prêmio do júri de Sundance de 2008, é uma comédia de amor bizarra-indie que conta a história um carente atendente de locadora que se apaixona por uma garota depressiva com cara de fantasma, que é fiel consumidora de filmes pornôs.

O casal sem nome se aproximan graças às constantes tentativas e o comportamento stalker do rapaz, desenvolvendo uma relação bizarra de namorados e cúmplices, mas sem beijo ou sexo. Cada um se ajuda à sua maneira. Ela dá um teto pra ele, já ele ajuda a organizar a casa, fazer comida. Os dois se fazem companhia mutuamente, mesmo que isso signifique ver os vídeos pornôs preferidos de cada um. A moça tem sérios problemas psicológicos e o cara é um baita pegajoso, mas aos poucos vão se entendendo.

Não é de se esperar grandes gargalhadas, mas alguns momentos com os amigos atendentes da locadora até que salvam. A atriz que interpreta a depressiva tem uma cara de difunta zumbi que até fico na dúvida de até que parte aquilo é maquiagem mesmo. Por mais que se trate de sexo tão claramente e com diálogos bem engraçados, não há cenas fortes ou impróprias para menores em "Good Dick".

A dupla, além de protagonizar o filme, é responsável pela direção e produção bem low-profile porém honesta. Mariana Palka, a diretora e Jason Ritter, que atuou na finada série The Class, criaram juntos uma produtora e parece que as coisas estão indo muito bem pra eles.

Fiquem aí com o trailer de "Good Dick":

United States of Tara

Juntar um ótimo produtor, uma roteirista oscarizada e uma atriz que dá show de interpretação em uma série é quase garantia de sucesso, certo?

Humm.... Depende...

Infelizmente não é isso que aconteceu com United States of Tara, série produzida pelo Spielberg, com roteiros de Diablo Cody (Juno) e com Toni Collete como protagonista.

A história de Tara, uma dona de casa com múltiplas personalidades, parecia bem interessante no papel, mas o que vemos na tela é um apanhado de situações que não mostra muito a que veio. É pra rir, chorar, suspense, terror? Assisti dois episódios e não entendi qual era a motivação de tudo isso. As tramas não seguem e não deixam aquele gostinho de quero mais no fim.

Dependendo do humor, ela pode incorporar uma juvenil de 15 anos com roupas chocantes, uma dona de casa submissa com ares dos anos 50 ou até mesmo uma mulher macho com cara de caminhoneira que fará de tudo para defender sua filha, até encher de porrada seu namoradinho da escola.

A série, que é vendida como comédia, não tem graça nenhuma, ao menos se você curte rir da desgraça alheia. Os diálogos me pareceram pretensamente legais, num universo onde todo mundo tem uma saída rápida e descolada para qualquer situação no meio de tanta desgraça.

- Mamãe chegou?
- Sim.
- Mas qual delas?


United States of Tara é sim na verdade um baita drama. Algo como "Eu, eu mesmo e Irene" batido no liquidificador com "Desperate Housewives". Tara muda de personalidade sempre que encara uma situação difícil ou decepcionante e não sabe o que fazer. Ela não consegue balancear todos as emoções de cada cara e explode cada vez para um lado diferente. O pai, extremamente compreensivo, e o filho, que é um viadinho em potencial, parecem resignados e desistiram de se importar com as variações de vida de Tara. Sua filha, que está aos poucos descubrindo sua sexualidade, é de longe a mais descontente e humilhada com a atual situação da mãe.

Claro, que estamos apenas no início da trama. Mas se uma série não mostra de cara ao que ela veio, fica difícil tomar rumo depois. Quem sabe eles deveriam falar com a Glória Perez para ver como melhorar esse drama.

Tara incorporando Buck, um badass muthafacka!

domingo, fevereiro 01, 2009

El ocho


Os preços nesse país estão aumentando como se não houvesse amanhã. Comprovo isso sempre que tenho que ir ao aeroporto de Ezeiza, que esta a mais ou menos 50 km da capital.

Ir de táxi, em 2006, custava cerca de 40 pesos, hoje são 80. O táxi Ezeiza, preço único para toda a capital sem riscos de ser emgabelado pelo taxista, foi de 37 a 115 pesos. O Manuel Tienda León, serviço executivo de ônibus, de 17 foi para 40 pesos.

Imagine a pequena fortuna que é então ir levar alguém pra lá e depois voltar pra casa? Pois bem, hoje levei a minha irmã e para economizar resolvi voltar com o ônibus de linha 8, que até pouco tempo era universalmente conhecido por outro número: 86.

Custa 2 pesos e dura duas horas, na viagem mais sem objetivo que você pode fazer. O busão dá umas voltas bizarras pelos pequenos povoados que ficam na margem da estrada, num vai-vem sem nenhum sentido. São duas longas horas que você pode usar para fazer amizades, buscar seu eu interior e se conhecer melhor, tirar um cochilo ou simplesmente apreciar a belíssima paisagem de periferia pela janela.

Para matar o tédio da viagem, comprei uma Rolling Stone e terminei toda a revista uns 20 minutos antes de descer do busão.

É mais ou menos assim. Ou tu fica com a bunda quadrada de tanto tempo sentado no OCHO ou morre com no mínimo 80 pila no táxi.

Não dá pra sair ganhando.

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