terça-feira, novembro 10, 2009
De volta!
Mesmo num domingo chuvoso, mesmo não tendo ajuda do meu amigo que ia tocar junto comigo, o show no Guairinha em Curitiba, desse domingo dia 8, foi bem bom.
Lugar bonito, som bom, público legal e muita bobagem dita entre as músicas.
No mais ótimo rever tantos amigos no clássico Café Mafalda, poder jantar com a família, que veio de Santos pra ver o show, no sempre sensacional Spaghetto e comemorar o aniversário de uma amiga no Piola com um drink sensacional. Tipo de visita que faz bem de tempos em tempos, melhor ainda quando ela é paga por uma apresentação do Pagodeversions.
Engraçado que antes quando eu visitava a cidade, todo lugar me trazia algo na memória, uma história. Aquela esquina onde dei o primeiro beijo numa ex-namorada, o lugar onde toquei num show que agora não existe mais, a praça onde vomitei depois de uma vinhada, o restaurante que me alimentou no tempo de vacas magras e por aí vai. Nessas últimas visitas isso não aconteceu mais. Vai ver que depois de tanto tempo em Buenos Aires já tenho meu próprio repertório de histórias.
Aqui o vídeo da música que fechou o show.
* Segundo o Blogger esta é a milésima postagem do Aires Buenos. Um brinde!
quarta-feira, outubro 28, 2009
Quando ela tira o vestido
Clip mais que honesto dos curitibanos dos Sabonetes da música "Quando ela tira o vestido".
Já tá na hora de que alguma banda daquelas da Comunicação da UFPR chegue longe.
Sabonetes - Quando ela tira o Vestidos from Banda Sabonetes on Vimeo.
terça-feira, outubro 27, 2009
Hotel Avenida lança EP ao vivo

Os migões do Hotel Avenida lançaram ontem um EP ao vivo, com qualidade de gravação fodística, download gratuito com capas e letrinhas para gente cantar junto.
São seis faixas, sendo quatro composições da banda, e duas versões: “Nuvens de Lágrimas”, e “Meu abismo, meu abrigo”, do disco “Noite” (1998), de Lobão.
O lançamento faz parte do projeto “Acústico Mundo Livre”, dá curitibana Rádio Mundo Livre FM (93.9) e via internet (http://portal.rpc.com.br/mundolivrefm ).
A banda é um projeto dos comparsas Ivan Santos e Giancarlo Rufatto, que nas gravações foram acompanhados por Carlos Zubek (guitarra), Igor Ribeiro (baixo), Eduardo Patrício (bateria), e Alan Yokohama (bateria).
Os melhores momentos são "Zelo", que abre o EP de forma despretensiosa mas matadora e "Nas profundezas do Coração no Fundo do Copo", uma baladona sem refrão que ultrapassa os seis minutos de duração, com solinhos e um clima envolvente, que só afirma a capacidade da banda de fazer ótimas letras.
Você pode baixar aqui ou aqui.
O lançamento também acontece nos seguintes sites e blogs
http://giancarlorufatto.
http://aires-buenos.blogspot.
http://subtropicalia.
http://www.rockinpress.com.br/
http://www.innewmusicwetrust.
http://younghotelfoxtrot.
http://www.blogdovinhas.
terça-feira, setembro 08, 2009
Hotel avenida lança Cd ao vivo
O Hotel Avenida, uma das melhores novas bandas, mas de gente muito experiente, de Curitiba está lançando um Cd ao vivo. São as gravações do show da sétima edição do festival Rock de Inverno.
A união de Giancarlo Rufatto, o cara que compõe tanta música que faz parecer que é algo fácil, com o Ivan Santos, frontman do lendário Oaeoz, se tornou uma espécie de "All Star Band" já que reúne só grandes músicos da cidade.
Sobre o bootleg ao vivo, Ivan diz: "o legal é que justamente por não ser uma coisa planejada, tem todo aquele caráter de gravação ao vivo mesmo, com erros e acertos, e sem nenhum overdub ou pós edição. É o que é a banda ao vivo é pronto. Sem maquiagem.".
Eu, que ainda não vi os caras ao vivo, assino embaixo. As letras estão entre as melhores do que está sendo feito ultimamente por aí. "Eu não sou um bom lugar" e "Um centavo" são clássicos desde já!
Clique na foto abaixo para baixar o disco.
E aqui o Gian fala um pouco da banda e do cd.
1. Como surgiu a idéia do Hotel Avenida? Pq a parceria junto com o Ivan não foi "suficiente"?
O Ep que colocamos nossos nomes – meu e do Ivan na capa inicialmente se chamaria Hotel Avenida, mas acabou sendo usado para o projeto banda. O Ivan sempre falava que eu deveria ter uma banda pra tocar meus discos e como nossa parceria deu certo, chamamos os melhores caras que conhecíamos pra tocar junto e tcharam: Hotel Avenida. Funcionou muito bem com pouquíssimos ensaios e muitos integrantes se revezando, sete no total até agora.
2. Fale um pouco do bootleg e pq vcs decidiram lancá-lo como um cd.
Não é exatamente um cd, não foi planejado, mas o resultado de um show cru me agradou bastante. Não há produção que melhore uma canção ruim e de certa forma o oposto também vale não há gravação ruim que consiga estragar uma boa canção. Não que nossas canções sejam essa maravilha toda, as canções tem defeitos, errinhos e desafinadas como em todo show de verdade e é nisso que está a graça. Depois de tanto tempo gravando em casa sou totalmente a favor de só gravar ao vivo.
3. Como são as composições, como aparecem? Quem decide quem canta qual? Ect etc etc...
Não vou mentir, eu componho o tempo todo e tenho material pra uns três discos cheios (10 canções por álbum). Muitas das canções que a Hotel toca hoje já existiam há 2, 3, 5 anos, mas eram impossíveis de executar não fosse por uma banda como essa - o que explica o fato de querer gravar ao vivo. Também há nossas canções em parceria. Eu insisto em mudar o estilo das composições do Ivan, foi assim com “Um centavo” cuja melodia do Ivan e letra minha eram para uma balada. Eu acelerei e escrevi um texto com refrão sem métrica e o Ivan colocou o tempo de acordo com a voz dele – tanto que eu não consigo canta-la. Não tem muita manha pra isso, compor é mais ou menos como ir ao banheiro.
Eu brinco com duas coisas. coisa um: que o som da Hotel tem de ser atemporal, ser uma banda de canções a moda antiga, daquelas que se você arrancar tudo e deixar apenas a voz e melodia ainda é possível identifica-la. Coisa dois: a mensagem. Bandas de igreja são apenas coadjuvantes de uma mensagem maior. É uma banda que tem a função de ser mais celebração de um sentimento coletivo e isso tem de ser maior do que qualquer outra coisa.
5. Já lançaram o single e agora esse bootleg. Quando vai rolar o cd? O Hotel Avenida faz planos ou só deixa a vida levar?
Não sei te dizer, a gente lança esse bootleg, em outubro sai outro ao vivo desta vez pelo projeto da Mundo Livre Fm e talvez mais um EP solo meu, depois só Deus sabe. É muita coisa e tudo tem de ser pensado de outra forma hoje em dia. Um disco cheio ou algo com mais de 5 faixas é praticamente inviável em tempo de “ouça hoje, esqueça amanha” e sempre acaba-se perdendo alguma coisa. Minha opinião é que na maioria do casos a melhor canção está sempre entre as ultimas.
sexta-feira, setembro 04, 2009
Banda Gentileza e seu primeiro CD
O dia de ontem terminou muito bem com a notícia do lançamento do primeiro cd da "Banda Gentileza".
O Heitor, vocalista da banda e ex-calouro da faculdade, sempre chamou atenção desde que começou a se apresentar nos intervalos nos apoteóticos shows da lendária banda Buttertoffs. Eram grandes letras como "Abc" e "Dor", onde o cara só ficava falando "ai" a música toda. Acho que muitas vezes o intervalo chamava mais atenção que o nosso show.
Chegamos a ensaiar algumas vezes juntos, bem no comecinho, já que Johnz / Banda Gentileza era praticamente a troca do vocalista e um pouco mais de ginga. Pois bem, essa coisa que começou sem nenhuma pretensão acabou virando uma banda muito boa.
Começaram a chamar atenção também fora dos limites da capital anti-social, fazendo showzinhos e aparecendo em jornais por São Paulo. A coisa não ficou só na brasilidade, ganhou uns sopros e acabou flertando com alguma coisa balcânica ou húngara. Sabe lá o que seja isso!
Os caras investiram de forma muito inteligente no primeiro cd. São 12 faixas produzidas pelo Plínio Profeta, que já gravou uma penca de gente graúda e ganhou até Grammy. Sem puxação de saco posso dizer que é uma das melhores coisas que ouvi em português esse ano. Original e bem feito!
O link para baixar o cd está aqui. Minhas preferidas são a romântica "Piá de Prédio", a caipiresca "Teu capricho, meu despacho" e o hino à vagabundagem "Preguiça".
Fiz uma entrevista rápida com o Heitor e aqui está:
1. O que mudou no som de vocês depois do Plínio Profeta? Qual a principal diferença?
No som da banda em si mudou pouca coisa. Ele deu algumas ideias para usar alguns instrumentos que utilizávamos em músicas específicas (violino, viola caipira, concertina) também em outras faixas do disco. Com relação às músicas, ele deu uma mexida bacana. Inverteu alguns trechos de músicas, mudou um pouco a linha do baixo, da bateria, enxugou alguns excessos, deu algumas boas ideias. Como produção e gravação do disco foi muito muito bom. Ficamos muito satisfeitos e felizes com o resultado. Acho que a sonoridade da banda não mudou tanto justamente porque ele entrou no nosso espírito, conseguiu sacar muito bem a nossa proposta. Mas não tenho dúvidas de que o trabalho dele vai influenciar o nosso para o resto da vida da banda.
2. Como que nascem as letras da banda? Tá mais pros seus trocadilhos ilustrados da Bravo ou são relatos da vida curitiboca?
Duas letras são do Artur (O indcifrável mistério de Jorge Tadeu e 33B). Outra é do Jota - nosso ex-guitarista - (Piá de prédio). Normalmente a gente chega com uma ideia de letra e música já formatada para apresentar para a banda, que acaba sendo moldada por todos depois. As minhas letras costumam ser meio demoradas para ficarem prontas. Normalmente elas nascem de alguma frase ou ideia. Os trocadilhos acabam sendo uma boa saída, pois volta e meia eu acabo saindo da forma pra chegar no conteúdo. Sobre a vida curitiboca, já tem coisa demais escrita. Acho que influencia nossas letras numa escala muito pequena.
3. Alguma razão especial de mudar de "Heitor e Banda Gentileza" só pra "Banda Gentileza"?
"Heitor e Banda Gentileza" foi uma piada que acabou sendo levada a sério, ahaha. No começo, ela até se sustentava, mas logo todos da banda já estavam compondo e ajudando no processo criativo. Muitas vezes, minha opinião era a que menos valia. Desde então eu comecei uma campanha pela exclusão do "Heitor e" que, apesar de deixar o negócio mais engraçado, não refletia a realidade da banda. Agora, com o lançamento desse nosso primeiro álbum, chegamos à conclusão que seria o momento oportuno para seguir apenas como "Banda Gentileza", que no fim das contas sempre foi o modo como todo mundo chamou a banda.
4. Vocês investiram forte na gravação do cd e agora liberam tudo de graça na internet. Acham que é possível pra uma banda independente ganhar dinheiro com cd? Ou é só show? Ou estão cagando pra isso?
A gente vai prensar o CD com o objetivo principal de divulgar para os meios de comunicação, para os festivais, para tentar vender o nosso show, além de ter um produto bacana para oferecer aos que gostam de ter a mídia física. Mas a nossa ideia não é ganhar dinheiro com venda, já que o preço será R$5. Acreditamos que com uma série de shows poderemos reaver um pouco do investimento que fizemos. Não estamos contando com o fato de ganhar dinheiro, mas estamos fazendo o possível pra que isso aconteça. Enfim, foi uma aposta que fizemos e houve um momento que foi preciso mesmo cagar pro resultado financeiro.
5. Depois do Cd, qual o próximo passo. Vai rolar uma turnê de divulgação? Raul Gil?
Em 2010, cantaremos "Sempre quase" com o Didi e a Ivetinha no Criança Esperança. A Ivete eu não garanto, mas o resto pode anotar. Até lá, precisamos decidir se aceitamos o convite do Maquinaria ou do Planeta Terra. Sempre quis dividir o palco com o Deftones.
6. Mande um recado do coração para seus fãs .
TUM-TUM!
terça-feira, julho 21, 2009
Rock de Inverno 7 em Curitiba
Esse fim de semana, dia 24 e 25, em Curitiba acontece a sétima edição do Rock de Inverno, um dos festivais mais "tchans" do sul do mundo.
No line-up das bandas, que em todas edições sempre fez um ótimo apanhado da cena de curitibana e brasileira, vejo vários amigos e colegas como Hotel Avenida, Heitor e Banda Gentileza e Ruído/mm. Além de outros nomes proeminente da famigerada cena independente como Nevilton e Beto Só. Os convidados de luxo do festival são os paulistanos do Fellini, que comemoram 25 anos de idas e vindas da banda.
Participei do Rock de Inverno 5 em 2004 com o Johnz e lembro o quão sensacional foi estreiar com a banda num bom palco, com som de primeira, ao lado de bandas fodas e um público ótimo. É uma pena não poder aparecer por lá para ver, mas é recomendadíssimo para qualquer um que pode ir!
No site oficial do festival, que tá bem caprichado, dá pra ver toda a programação e escutar o som das bandas. http://www.rockdeinverno.com.br/
terça-feira, junho 23, 2009
Primeiro Single do Hotel Avenida

O Hotel Avenida, projeto iniciado por Giancarlo Rufato e Ivan Santos, lançou hoje seu primeiro single.
A união de dois dos melhores compositores curitibanos resultou em "Eu não sou um bom lugar", que se destaque pelo poderoso sax, tocado por Igor Ribeiro. Ainda se sente a mão de Gian, principalmente a linha melódia da voz, nas composições, mas a cozinha é totalmente diferente. O que era low-fi virou quase uma big band!
A banda também conta outros membros conhecidos da famigerada cena de Curitiba: Carlão Zubek, Rubens K e Eduardo Patrício.
Para comemorar o lançamento eles tocam essa quinta, dia 25, no James Bar. Também serão uma das atrações da sétima edição do Rock de Inverno, em julho.
Clique na capa do single e baixe já a música.
Ou confira o Myspace deles.
http://www.myspace.com/hotelavenida
Vale destacar a inteligência do grupo na hora de lançar o single. Um coletivo de blogs, inclusive o Aires Buenos, participou postando no mesmo dia.
Tramavirtual | Myspace | De inverno | Giancarlo Rufatto | Scream & Yell | INMWT | Bloodypop | Senhor F | Blog do CEL | Young hotel foxtrot | Mondo Bacana | Aires Buenos | Era uma vez eu | Culturanja | Meio desligado | Pistola D'água | Transitoriamente | Albert Nane | RKjazz | Rodrigo Carneiro | La Cucina | Josianne Ritz
segunda-feira, maio 04, 2009
Top 10 músicas do rock curitibano
Vendo tantas listas de música por aí, senti falta de uma sobre o rock de Curitiba.
Resolvi por a mão na massa. Pedi para 25 pessoas que entendem da cena local me mandassem uma lista com aquelas que consideram ser as melhores músicas do rock curitibano dos anos 00.
O critério de desempate foi a quantidade total de votos das bandas, somadas as menções de outras músicas.
Para baixar o TOP 10: http://www.zshare.net/download/59754930730c360d/
Esse foi o resultado:
1. Irís - Cachorro Magro (6 votos)
A banda do onipresente multi-instrumentista Igor Ribeiro foi a grande campeã da votação e não é para menos. Igor é um dos compositores mais talentosos da cidade, tendo participado de inúmeros projetos e grupos.
"Cachorro Magro" é uma baladona low fi, com uma vocal meio preguiçoso e uma letra simples, porém brutalmente direta, que alterna momentos calmos com explosões de guitarras. A canção ganhou uma interessante releitura do Terminal Guadalupe no cd "A marcha dos invisíveis". Pedi para que o Igor falasse um pouco da música:
"A letra é uma parceria minha com o rubens k. a música eu já tinha , pra uma outra letra em inglês, que foi descartada. O arranjo original era pouca coisa diferente, mas a música ja tava toda ali, só foi lapidada.
A gente não pensou muito quando estava fazendo. É sobre a vida vira-lata, marginal, sem muitas expectativas. A história de um cão vagando pelas ruas (um cão-humano) que se deixa levar pelo que acontecer a mercê da sorte ou azar. O que vier tá bom, sabe?"
2. Terminal Guadalupe - Burocracia Romântica (5 votos)
Talvez a banda independente de Curitiba mais conhecida no Brasil, o Terminal Guadalupe recentemente anunciou seu fim, mas pelo que tudo indica foi só uma pausa. Uma nova formação já esta a caminho sob a batuta do vocalista Dary Jr.
Burocracia Romântica é exatamente a canção que fez a banda nascer.
O próprio Dary explica melhor:
"O grande amor é aquele que não deu certo". Foi a partir da definição de Jamil Snege (1939-2003) que surgiu o conceito da canção "Burocracia Romântica", faixa-título do primeiro ábum do Terminal Guadalupe, trilha sonora de curta-metragem homônimo. Eu ouvi a frase da boca do próprio escritor, naquela que seria sua última grande entrevista, em 2002.
O tema da impossibilidade ou renúncia é recorrente nas relações afetivas, daí o motivo pelo qual - acredito - a música desperte alguma identificação. Assumir fraquezas, como a letra explicita, está longe de ser engodo ou irrelevante. É coragem mesmo. E é para poucos. Os versos se bastam. Imagem, sabemos todos, nada é"
3. Mosha - Spacemen (5 votos)
O Mosha é a mais perfeita tradução do britrock de qualidade feito em Curitiba. Um baixo poderoso, uma guitarra espacial a la The Edge, batidas seguras e linhas vocais que lembram desde Verve a Paul Weller.
Spacemen era puro "e-bow", um aparato que dá um efeito de prolongamento das notas. Seus acordes foram ouvidos desde o porão da banda no Jardim Social até terras inglesas, sendo trilha sonora da abertura do programa Ciclojam. A banda que deu uma pausa de 3 anos, voltou recentemente aos palcos com uma nova formação. Curitiba agradece.
4. Poléxia - Aos garotos de aluguel/Melhor assim (4 votos cada)
As duas canções empatadas em quarto lugar são prova cabal da qualidade e regularidade do grupo. Somando todas as canções mencionadas, a Poléxia foi de longe a banda mais votada de todas: 15 votos no total com 8 músicas diferentes indicadas pelo júri.
O quarteto de Rodrigo Lemos e companhia já lançou singles, gravou cd acústico, conseguiu ser um dos mais vendidos da FNAC e recentemente lançou seu segundo cd "A Força do Hábito", com faixas produzidas por John do Pato Fu e participação da Vanessa do Ludov. Nada mal.
Rodrigo Lemos fala sobre "Ao garotos de aluguel":
"É, provavelmente, a música mais ingênua que poderia ter saído naquela época (por volta de 2003). Eu, de fato, passei por essa situação que a canção narra e até hoje fico um pouco constrangido em admitir que tudo gira em torno de um refrão engraçado. Acho que é o que torna a música leve, no final das contas...".
5. Charme Chulo - Polaca Azeda (4 votos)
O grupo que junta Smiths com a roça pode ser acusado de qualquer coisa menos de não ter originalidade. O Rock caipira é a praia do Charme Chulo, que somando todos os votos recebidos foi a segunda banda mais mencionada pelos nossos jurados: 11 votos.
Polaca Azeda exprime exatamente isso. Já começa com uma viola sendo destroçada no começo para depois cair no maior fuzuê de indie com o pé no estábulo. Tião Carreiro nunca foi tão moderno!
6. Oaeoz - Dizem (4 votos)
É justo a música menos rock e mais singela do Oaeoz a mais votada da banda. Com uma letra sensacional de Rubens K, cordas e um dueto vocal certeiro de Ivan dos Santos com Edith de Camargo, "Dizem" exprime como poucos uma angústia da vida moderna sem cair em clichês e mesmice.
A banda que já tem 12 anos de carreira emplacou outras músicas na votação, sendo a terceira mais votada no total.
7. Wandula - Sad Days (4 votos)
"Sad Days" da poliglota banda Wandula é outra música que consegue ser rock sem ser muito guitarrenta. Liderados por Edith de Camargo, a banda já tocou até na Suiça. Possuem uma sonoridade única no país, que faz inveja qualquer Yann Tiersen.
8. Charme Chulo - Mazzaropi Incriminado (3 votos)
A segunda banda mais votada emplacou outra canção. Não é só o som e as roupas que são caipiras no Charme Chulo. A temática vai de Dalton Trevisa até Mazzaropi. Um clássico.
9. Ruído/mm - Praieira (3 votos)
Pra uma banda de música instrumental entrar na lista é porque os caras são bons mesmo. E não são só as 6 pessoas que votaram neles que dizem isso, mas toda a crítica que escolheu "A praia" como um dos melhores cd's de 2008.
10. Relespública - Nunca Mais / Bad Folks - Big White Chase (3 votos)
Empatados com 3 votos e 5 menções totais, ambas as bandas não poderiam ficar de fora. O Relespública é a que chegou mais longe no pequeno mundo alternativo curitibano, sendo até contratado por uma grande gravadora. Já o Bad Folks fez turnê até na Europa. Não é mole não.
Aqui a lista das 25 pessoas que votaram:
1. Ivan Santos (De Inverno /Oaeoz)
2. Abonico Smith (TVE/ Mondo Bacana)
3. Adriane Perin (Jornal do Estado)
4. Digão Duarte (Folha de Londrina)
5. Cristiano Castilho (Gazeta do Povo)
6. Guga Azevedo (Lumem / Subtropicália)
7. Rodrigo Lemos (Poléxia/ Sabonets)
8. Mariele Loyola (Cores D Flores / 91 Rock)
9. Giancarlo Rufatto (Hotel Avenida e solo)
10. Marcelo Urânia (blog Estranho Caminho)
11. Lielson Zeni (Colunista Bonde)
12. Claudinha Bukowski (Copacabana Club)
13. Heitor Humberto (Heitor e Banda Gentileza)
14. Rômulo Machado (Mosha)
15. Igor (Charme Chulo)
16. Túlio Pires Bragança (Aires Buenos/ex Johnz)
17. Leo Vinhas (jornalista)
18. Murilo Basso (Scream and Yell)
19. Neri Rosa (Último Volume)
20. Andre Sakr
21. Denis Pedroso (In new music we trust)
22. Marcelo Costa (IG / Scream and Yell)
23. Tiago Agostini (Rolling Stone)
24. Fernando Souza (blog do Fernando Souza)
25. Duda Schwab (jornalista)
* Esse Top 10 sai bem no dia do falecimento do Emerson Gus Macedo, guitarrista de bandas curitibanas como Loaded, Sofia e Góticos for fun. O Sofia ganhou exatamente um voto na enquete, justo o que eu dei para a belíssima música "Nada" que simplesmente acho demais. Lembro que um dia até conversei com ele sob a possibilidade do Johnz fazer um cover na época. Não era muito amigo do cara, mas bati altos papos no V.U. e nas Livrarias Curitiba com ele. Vai com Deus, rapaz.
quinta-feira, abril 16, 2009
Poléxia x Lorenza

Há dois dias falei do novo cd da Poléxia aqui. Interessante que ao começar a ler as críticas que fizeram o cd, achei essa menina Lorenza Pozza, que também é de Curitiba.
Lorenza faz versões acústicas e com uma cara mais MPB para algumas canções da Poléxia. O resultado é interessantíssimo. A guria tem uma baita voz e os arranjos, bem diferentes das versões originais, deram um clima bem diferente para as músicas.
No myspace dela, as versões da Poléxia, tem tem mais de 30 mil audições cada. Wow!
Onde foi que eu estava que não sabia da existência dessa guria? Na Argentina... só pode ser.
Seria ela uma Mallu Magalhães do bem? Lorenza, fique longe do Marcelo Camello!
http://www.myspace.com/lorenzapozza
Aqui o vídeo com uma versão de "Quando a luz se apaga"
quarta-feira, abril 15, 2009
Gazeta do Povo me envia mensagem subliminar

Nessa terça-feira, dia 14 de abril, fui surpreendido com a seguinte charge na Gazeta do Povo, maior jornal de Curitiba e do Paraná. Veja aqui também.
Seria uma mensagem subliminar para minha pessoa? O que isso significa? Por que o cartunista iria citar justo a emblemática instituição da Portuguesa Santista, clube que tanto amo?
E em tanto tempo morando em Curitiba nunca vi outra pessoa ostentar com orgulho o manto sagrado da Briosa. Cansei de usar minha camiseta da Briosa, sendo na faculdade, em casa ou até mesmo nos shows dos saudodos Buttertoffs, que segundo um garçom do bar Camorra, era a banda que mais levava mulher para aquele estabelecimento.
O fato é até o fim de 2005 era bem fácil encontrar um cidadão com a camiseta da Portuguesa Santista no centro de Curitiba.
segunda-feira, abril 13, 2009
Poléxia - A força do hábito
Para os desavisados, uma das minhas bandas favoritas de Curitiba de longa data, a Poléxia, disponibilizou por completo em seu myspace o seu segundo cd "A Força do Hábito".
Em outubro de 2008 fiz uma entrevista com o Rodrigo Lemos, frontman do grupo, onde ele já falava do novo disco. Dê uma lida aqui.
Minhas preferidas até agora são "O capa dura", "Você já teve mais cabelo", "O radar" e a belíssima "A balada da contramão".
http://www.myspace.com/thepolexia
terça-feira, março 17, 2009
Copacabana Club - Just do it!
Faz um tempo entrevistei a Claudinha (aqui), baterista da banda curitibana Copacabana Club. Eles ganharam destaque grande na blogosfera brasileña aí a fora e foram destaque na Ilustrada da Folha.
Esse aqui é o primeiro clip deles, com uma belíssima produção. A piazada caprichou.
Just Do It from copacabana club on Vimeo.
sábado, fevereiro 07, 2009
Curitiba Bizarra
Existe algo errado em Curitiba e não estou falando dos governantes. A quantidade de crimes bizarros acontecido na "capital social" é de assustar.
Quando me perguntam de onde sou digo que sou de lá, é pra encurtar a história. Afinal dizer que nasci num lugar, fui criado em outro, mas antes de vir pra Buenos Aires morei em outra cidade por 6 anos parece muito complicado. Mas afinal não é à toa. Quem me conhece ou lê um pouco desse blog pode perceber na paixão que tenho por essa cidade e o quanto falo bem dela. Mas esse lado obscuro da cidade cada vez mais me chama a atenção quando leio as últimas notícias da capital das araucárias.
Vamos à lista de crimes insólitos nesse último ano:
- Ontem, 6 de fevereiro, um homem foi encontrado com face arrancada devido à varias torturas na cara. Um corte profundo, de orelha a orelha passando por testa e queixo, que parecia digno de filmes trash como Jogos Mortais ou Hostel. Mais aqui
- Ainda em 2009, no comecinho do ano, uma mulher alugou um apartamento na 7 de Setembro, pegou as chaves na imobiliária e chegando no imóvel encontrou uma pessoa morta no banheiro. Mais aqui
- Em novembro encontram um corpo de uma menina de 9 anos dentro de uma mala, em plena rodoviária. Caso que comoveu o Brasil e comoveria ainda mais se já não tivessem tido o caso Isabella e o sequestro de Santo André. Mais aqui.
- Já em Julho de 2008 foi a vez de uma mulher tacar uma criança de 8 meses pela janela, em pleno centro de Curitiba. "Eu queria me livrar do pacote", disse a louca. Mais aqui.
- Em agosto não morreu ninguém mas uma mulher grávida simplesmente parou a Praça Osório, ameaçando se matar, disparando tiros e parando o trânsito de várias ruas. Depois a mulher ainda fugiu com o carro em disparada, furando o bloqueio da PM. Convenhamos, que bloqueiozinho bosta deve ter sido para uma mulher grávida louca, e não um criminoso experiente, ter furado. Mais aqui.
- Tem mais, descendo a serra um pouquinho teve mais. Em Caiobá, marginais atacaram um casal, matando um rapaz e estuprando a sua namorada, que sobreviveu mas ficou sem o movimento nas pernas. Mais.
É claro que não existem crimes normais, mas todos esses que citei aqui parecem ser piores ainda. Tem um teor de bizarrice e crueldade gigantesco. Parece que de alguma maneira nos acostumamos com o festival de crimes patrocinado pelo tráfico de drogas, que só nos chocamos de verdade quando algo sai desse ciclo.
Não entendo então o que há de errado nas pessoas e no curitibano, essa figura vendida sempre como antipática, mas que na verdade só gosta de estar quieto no seu canto, sem falsas amizades e conversas de boi dormir. Nada mais natural que aquela música "Cada um no seu quadrado" tenha sido gravada lá. Poucas coisas definem tão bem esse comportamento.
Mas o que isso tem a ver? Ou são só grandes coincidências? O fato é que ultimamente estou com medo de curitibano.
* A foto é do Cavalo Babão, um dos monumentos bizarros de Curitiba, localizado no Largo da Ordem.
sábado, janeiro 10, 2009
O Fantasma da Infância.
Taí mais um belo livro do Cristovão Tezza. Editado pela primeira vez em 1994, ele entrou na onda de relançamentos do livro do autor pela Editora Rocco.
Graças a minha semi-obsessão em ler todos os livros do autor, que com seus dois últimos livros "O fotógrafo" e "O filho eterno ganhou muitos prêmios e o reconhecimento mais do que merecido pela crítica e público, faltam poucos para terminar. "O ensaio da paixão" e "Aventura provisórias" estão na lista. Só tenho que comprar da próxima vez que estiver no Brasil.
"O fantasma da infância" tem duas histórias paralelas que aos poucos começam a fazer sentido em toda a trama. Em uma, um escritor (personagem recorrente dos livros do Tezza) responde um anúncio classificadoe acaba sendo sequestrado e mantido em cativeiro em uma luxuosa casa do Jardim Social em Curitiba. Na outra, um bem sucedido assessor político recebe a visita de um velho amigo, que conhece um lado obscuro do seu passado.
Os personagens de Tezza são sempre muito cultos, ou ao menos com aspirações intelectuais, e por isso acabamos lendo e vendo muitos insights e frases inteligentes que nos fazem ver e pensar coisas que sempre estiveram ali e fizeram sentido, mas nunca percebemos. Seria interessante ler o escritor falando de um cara ignorante e sem cultura, só pra ver do que ele é capaz!
Pra mim, um clássico.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Especial Rock de Curitiba: 6 - Copacabana Club
Aproveitando o gancho que ontem foi publicada na Ilustrada da Folha uma bela nota sobre o Copacabana Club, aqui vai a entrevista com a Claudinha, a baterista do grupo.
Infelizmente, ao contrário das outras bandas entrevistadas pelo Aires Buenos, nunca vi um show deles. São do meu período pós-Curitiba. Mas mesmo tendo um ano de idade e lançado até agora só o EP "King of the night", conseguiram conquistar uma pequena legião de fãs admiradores não só na cidade. As músicas são do tipo que não deixam ninguém parado, extremamente acessíveis e com refrões poderosos, provando que o indie rock não é um gueto. Ele pode ser pop!
Na entrevista, a baterista Claudinha Bukowski fala de como surgiu a banda, do público de Curitiba, dos shows, blogs e sobre seu passado como cover da Meg White.
Música dançante não é sinônimo de axé, abadás e coreografias toscas, meu caros! Leiam!
1. De onde veio à idéia de formar uma banda com músicas dançantes? Como é ser uma banda assim em Curitiba, onde a ginga e a malemolência é quase zero?
A idéia de montar a banda veio de uma conversa do Alec com o Luli. O Alec tinha morado um tempo em Londres e voltou para Curitiba cheio de idéias, querendo montar uma banda com músicas animadas, coisas que funcionassem na pista. Então eles falaram comigo, Camila e Tile. Todos gostaram da idéia e depois de algum tempo (e muitos ensaios) a banda foi batizada de Copacabana Club. Olha, concordo que Curitiba não é a capital da ginga, mas o pessoal por aqui não deixa a desejar. Os shows do Copacabana são muito animados e agitados, e isso se deve tanto a banda quanto a empolgação do publico. Estamos mais preocupados em fazer o público pular e se divertir da pista e, com ou sem ginga, parece estar dando certo.
2. Você já participou do White Strippers e outras bandas. Na sua opinião o público curitibano ficou mais receptivo e os lugares para show melhoram nos últimos tempos? Rola um pequeno frenesi pelo Copacabana Club, não?
O público definitivamente está mais animado. Voltou a ter curiosidade de assistir shows, tanto de bandas locais como bandas de outros estados. Com relação aos lugares, infelizmente acredito que a situação continua a mesma, se não estiver pior. Ainda são poucos os bares em com uma boa infra-estrutura e os espaços de médio porte fecharam. Mas acredito que aos poucos, com o público mais animado e as bandas trazendo um pouco mais de retorno financeiro, os espaços para show terão condições de melhorar suas instalações e equipamentos. Já existem bares de Curitiba fazendo reformas se preparando para receber melhor as bandas. Torço para que os outros sigam o exemplo. As bandas, o público e os próprios estabelecimentos só tem a ganhar com isso. Eu não sei se eu chamaria a atual situação do Copacabana de “frenesi”, mas eu sei que o retorno que estamos tendo na mídia, blogs e principalmente com o público é algo que eu não tive com outras bandas. Estamos nos dedicando cada vez mais a banda para manter o mesmo ritmo de shows e trazer músicas novas para manter a animação e curiosidade do público.
3. Vocês tiveram uma ótima recepção na blogosfera brasileira, como foram recebidos aí na mídia tradicional de Curitiba?
A recepção dos blogs realmente nos surpreendeu. A mídia tradicional foi menos intensa que os blogs, mas ainda assim acho que foi acima do esperado. Principalmente em outras cidades. Fomos entrevistados pela Folha de Londrina assim que foi lançado o MySpace e quando fizemos o show em Florianópolis saíram matérias em 2 jornais e fomos entrevistados pro uma rádio local.
4. E vi que já andaram fazendo umas viagens pro rio. Foram pra outros lugares tb? Eles se surpreendem a ver uma banda tão diferente do que é eles consideram "música do sul"?
Estamos fazendo o possível para divulgar o Copacabana no maior número de cidades possível. Já tocamos no Rio de Janeiro, Florianópolis, em um festival em Santa Maria e no fim de novembro estivemos em São Paulo. Eu acho que o público que tem acompanhado a cena musical alternativa no Brasil nos últimos anos percebeu que está cada vez mais difícil “rotular” as regiões e esperar um determinado tipo de música específica de cada lugar do país. Acho que o público se surpreende com o Copacabana Club assim como se surpreende com outras bandas que surgiram recentemente, não pelo tipo de música ou pela região, mas pelo aparecimento de um número significativo de bandas de qualidade nos últimos anos dando maior “densidade” ao cenário alternativo.
5. Qual a importância do James pra banda?
Eu acredito que essa resposta seria diferente se você fizesse essa pergunta para cada um dos integrantes da banda. Pessoalmente, o James e as pessoas que eu conheci freqüentando o bar foram absolutamente fundamentais na minha decisão de me tornar DJ e depois baterista. Acho que todos concordariam que o bar foi essencial em diversos aspectos. Eu pelo menos conheci todos os integrantes do Copacabana Club lá. Também foi no James que o Alec e o Luli sentaram pra conversar sobre a banda, me convidaram pra ser baterista, e foi lá que realizamos o nosso primeiro show. Na minha opinião o Copacabana Club nasceu no James e sempre vai ter uma ligação muito especial com o bar.
6. Como as músicas foram compostas? Fale sobre mais sobre o papel de cada um na banda.
Todos participam na composição das músicas. Alguém surge com uma idéia inicial e todos começam a trabalhar em cima dessa idéia... e geralmente o resultado acaba ficando muito diferente do que havia sido imaginado no início, por isso acredito que a composição no Copabana é um processo coletivo. Já as letras são sempre da Camila ou do Alec.
7. Planos para novo cd, 2009, turnês???
Planos temos muitos, espero que a gente consiga realizar pelo menos a maior parte deles. Já temos convites para tocar em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis em 2009. Conversamos com o pessoal de outras cidades do Paraná (Londrina, Maringá e Ponta Grossa) e outros estados, acredito que boa parte dessa conversas deve resultar em shows do Copacabana Club em lugares que ainda não tivemos a oportunidade de tocar. Já voltamos para o estúdio, estamos gravando mais duas músicas. Esperamos conseguir gravar um CD completo, mas se for financeiramente inviável pelo menos mais um single já está garantido.
8. Pra finalizar, como era para você ser baterista de uma banda cover do white stripes, que tem uma baterista muito meia boca?
Na verdade, eu preciso confessar que era um alívio, hahahaha. O White Strippers foi minha primeira banda, no nosso primeiro show eu não tinha nem meia dúzia de aulas de bateria e tocava a apenas uns 4 ou 5 meses. Se fosse mais complicado do que aquilo, acho que eu teria desistido no meio do caminho. Eu fui tocar bateria por livre e espontânea pressão do meu melhor amigo que disse que eu era péssima no violão, hahahaha. Ele queria que eu tocasse bateria para a gente montar uma banda. Como não achamos mais ninguém que quisesse tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderíamos ser só os 2. Pra minha sorte e alegria, o Rafael Dal-Ri (vocal e guitarra no White Strippers) não só era genial como guitarrista (imagine o quanto ele tinha que ser genial pra segurar uma banda que a baterista só tinha 5 aulas!), mas também era inacreditavelmente paciente e sempre me deu o maior apoio enquanto eu era pra lá de mais ou menos. Ou seja, nós éramos o cover perfeito do White Stripes: o vocal e guitarra eram a banda em si, enquanto a bateria... bom, a bateria estava lá, hahahaha. Não temos tocado com muita freqüência, mas sempre ressuscitamos a banda quando temos algum convite para shows. Eu tenho um carinho enorme pelo White Strippers, jamais teria me tornado baterista sem a banda.
Myspace: http://www.myspace.com/copacabanaclubmusic
Blog da banda: http://www.copacabanaclub.blogspot.com/
E aqui o clip de Just do it no Poploaded do Ig.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Especial Rock de Curitiba: 5 - Terminal Guadalupe

Foram matéria da Veja, ganharam prêmio Dynamite de melhor cd independente, lançaram cd em formatos inovadores como o SMD e pendrive, gravaram na Toca do Bandido, fizeram clip com um diretor de nome (Ricardo Spencer) e agora gravarão o próximo cd com o Roy Cicala, que já produziu desde Madonna a David Bowie. O fato é que esse quinteto sempre está investindo e sendo notícia no meio. Numa conversa com o vocalista Dary Jr. há uns 2 meses atrás, conversamos sobre o momento atual da banda banda e a sua estrutura de shows e mídia de Curitiba.
1. Você já tem um bom tempo de estrada, ou de via rápida, no rock de Curitiba. De 10 anos pra cá, o que progrediu? As bandas locais tem mais público, melhores lugares para tocar e mais respeito?
Nada. As bandas locais estão onde sempre estiveram: no limbo. Só há público em nichos específicos, como é o caso da turma que orbita em torno do hardcore melódico e do psychobilly. Casas abrem e fecham, mas poucas têm estrutura adequada e mal pagam um cachê mínimo de R$ 500,00.
2. A mídia da cidade e sua relacão com as bandas melhorou? Com myspace, orkut e youtube as bandas ainda precisam dela?
Existem ações isoladas. No geral, a mídia ainda insiste em ignorar a diversidade e a riqueza da música curitibana. Pelo que sei, a única iniciativa digna de nota é da Mundo Livre FM, que criou um projeto acústico - os grupos gravam, ao vivo, músicas nesse formato. Desconheço a audiência da emissora, mas louvo a atitude. Curioso é que, no show de lançamento do projeto, o diretor de programação da rádio mandou recado: queria que tocássemos quatro covers. Dei risada. Cover em um evento que se propõe a fortalecer bandas autorais? Foi a nossa vez de ignorar. No fundo, no fundo, é uma pena. My Space, Orkut e You Tube até ajudam, mas não têm a força de emissoras de rádio e televisão.
3. "Como despontar para o anonimato" já começa ironizando com o título do cd. O que muda musicalmente e nas letras desse cd em comparação com "A Marcha dos Invisíveis"? Como foi a produção do cd?
É um documento do que foi a turnê de divulgação do álbum "A Marcha dos Invisíveis". Entraram ainda músicas mais conhecidas de álbuns anteriores e versões definitivas de canções que não tínhamos lançado oficialmente, como "Torres Gêmeas" e "Megafone de Bagdá". Nós pegamos os melhores momentos dos shows que fizemos no Jokers Pub Cafe, de novembro de 2007 a abril de 2008, dentro do projeto "Terminal Guadalupe apresenta...", uma tentativa frustrada de formação de platéia. São as últimas gravações de Rubens K como baixista do TG. Tudo foi gravado em oito, dez canais, mas o resultado ficou muito bom.
4. E mudou muito musica do Terminal desde "Burocracia" até o dia de hoje? Amadureceram, perderam a inocência, entraram nas drogas? A entrada de outro guitarrista colocou mais peso nas músicas?
A banda está mais afiada. Tocamos melhor, ouvimos mais coisas. Somos caretas, mas não chatos. Envelhecemos com dignidade. A entrada de mais um integrante facilitou o uso de novos instrumentos e timbres. Talvez o som esteja mais pontuado por sutilezas, mesmo nos momentos mais pesados.
5. Vcs sempre de alguma maneira homenagearam o rock de curitiba com covers do Iris e Extromodos. Existe algum novo cover pensado?
Tocamos "Sal de Fruta", da Poléxia, em versão que o próprio autor da canção, Dudu, considera definitiva. Não sei se vamos gravar, mas gosto muito do arranjo.
6. Nos anos 90 o sonho das bandas era ser grande, ter clip na MTV e assinar um grande contrato. Hoje, com o que as bandas sonham?
Eu só quero ter a possibilidade de uma carreira produtiva e interessante. Se puder viver disso, tanto melhor. Não penso que seriam ruim ficar "grande". Aliás, trabalhamos nesse sentido. Tocamos em festivais importantes, nossos clipes rodam com relativa freqüência na MTV e estivemos a ponto de assinar com duas gravadoras. Falta encaixar o golpe. Talvez seja questão de tempo.
7. Vocês são uma das poucas bandas curitibanas que vivem de música. Isso é realmente possível na cidade ou é complexo de inferioridade dos curitibanos achar que isso é impossível?
Não vivemos totalmente do que ganhamos com a banda, mas nos orgulhamos do fato de não pagar para tocar. Honestamente, sinto que é impossível subsistir apenas com o trabalho artístico. Eu sou jornalista e isso ajuda a pagar as contas.
Inicialmente, "Como despontar para o anonimato" sai apenas em mp3.Vamos lançar tocadores personalizados, que podem ser vistos neste site, http://www.lpindie.com.br/mp5_
9. A banda começou como trilha sonora de um curta-metragem, certo? Como está a relacão com o cinema? Novos clipes, projetos audiovisuais?
Temos clipe recém-lançado. É "Recorte Médio-Oriental", dirigido por Rafael Gasparim, que tocou guitarra e baixo na minha antiga banda lorena foi embora..., em 2001-2002. Dá para assistir no You Tube. Integrantes de várias bandas curitibanas participaram.
Assista aí o clip.
quarta-feira, novembro 19, 2008
Jugá Limpio
Recentemente a prefeitura de Buenos Aires lançou a "Jugá Limpio", uma campanha de conscientização sobre a limpeza urbana. Domingo fui na feirinha de San Telmo e vi um grupo percussivo da prefeitura no maior estilo Olodum de branco fazendo uma batucada com coisas recicladas e cestos de plástico.
Como o Giancarlo comentou em seu blog Locutorio Bs As, é algo que lembra bastante o "Joga Bonito" da Nike. Todo mundo fica fazendo malabarismo com o lixo, uma percussão orgânica e uma estética bem parecida ao Joga Bonito.
Lembrei de cara daquela famosa propaganda "Você não é daqui, né?" da prefeitura de Curitiba. Nela o Oscar vê todos os "curitibanos" fazendo malabarismo para arremesar o lixo no lixo, mas ele erra quando chega a sua vez de jogar.
Agora fica a pergunta: Oscar inspirou o Joga Bonito?
quarta-feira, novembro 12, 2008
Poléxia - Você já teve mais cabelo
Os canalhas curitibanos do Poléxia num clip muito engraçado e bem produzido.
"Você já teve mais cabelo" é o primeiro clip do disco A Força do Hábito, que Rodrigo Lemos já havia antecipado na entrevista que deu ao blog.
sábado, novembro 08, 2008
Especial Rock de Curitiba: 4 - Oaeoz.

Oaeoz é uma das mais experiente bandas de Curitiba. Passaram por várias formações, com os melhores músicos da cidade, e traduzem muito bem em som e letras a vida na capital das estações-tubo.
Conheci a banda ao baixar o mp3 da música "Disco riscado" que começava dizendo "O telefone conspira, o cachorro do vizinho está contra mim". Foi fulminante.
Entre seus melhores trabalhos está "Às vezes céus", que tem uma sonoridade finíssima e sofisticada, intercalando momentos nervosos e tensos de guitarra com o lirismo de violoncelos, sempre com letras de causar inveja. Esse ano eles lançaram "Falsas baladas e outras canções da estrada" e o cd "Ao vivo na Grande Garagem que grava".
Com muito conhecimento de causa, Ivan Santos, o vocalista, compositor e idealizador do "Rock de Inverno" fala sobre os dois cd's lançados esse ano pela banda, sobre o rock curitibano de antes e agora, além de sua atuação como produtor cultural.
1. Houve um progresso nessa última década na cena musical de Curitiba? Há mais público e respeito "musical" para com as bandas?
Que houve progresso eu não tenho dúvida. Se a gente pensar em como eram as coisas nos anos 90 e como são hoje, é inegável que houve melhora. Hoje é muito mais fácil gravar um disco e disponibilizar ele para as pessoas. Uma banda como a Relespública levou quase dez anos para lançar um disco cheio, e hoje qualquer banda recém-formada tem disco. E com o avanço na internet, você tem muito mais canais divulgar isso e atingir o público.
Agora as dificuldades essenciais continuam as mesmas. A própria internet – que inicialmente era vista como uma espécie de panacéia para os independentes – tem alcance restrito em um país como o Brasil, onde grande parte da população não têm acesso ao mundo virtual. O grande público ainda continua se informando principalmente através do rádio e da televisão, e nesses meios, a inserção dos independentes é mínima, tanto aqui quanto no restante do País. Portanto, a gente continua tendo que matar um leão por dia, ou seja, tendo que trabalhar muito para conquistar espaço.
2. Há dez anos atrás a internet não ajudava tanto as bandas como hoje, mas sim os jornais, rádios e tvs. Atualmente a grande mídia de Curitiba dá atenção para as bandas?
A atenção que a grande mídia dá ao segmento independente tem altos e baixos ao longo do tempo. No começo dos anos 90, por exemplo, com o surgimento daquela geração 92 graus, Curitiba chegou a ser apontada como a “Seattle brasileira” pela revista Bizz. Depois houve outro pico lá por 2002/2003, quando uma série de coisas estavam acontecendo, como o Rock de Inverno trazendo duas dezenas de jornalistas de fora, incluindo MTV, etc, e com o surgimento também do CPF. Na mesma época o Jornal do Estado lançou uma coletânea com 18 bandas locais que fez o jornal esgotar nas bancas, e a Gazeta do Povo fez algo semelhante logo após, lançando quatro coletâneas com mais de 70 artistas, e que igualmente teve ótima saída.
Depois houve um refluxo pelo próprio encolhimento do mercado e a crise na indústria, a mudança no perfil dos meios de comunicação, esse espaço se retraiu. Tenho a impressão que atualmente há um novo crescimento no interesse dos mass media pelos independentes, até pela crise no mainstream, eles estão em busca de novos conteúdos, e a regionalização das programações é uma tendência inevitável. Alguns exemplos são iniciativas como o Lulapaluna, da RPC, ainda que forma incipiente, incluindo bandas locais; os acústicos da rádio Mundo Livre FM (também da RPC), a volta de uma coluna fixa na Gazeta do Povo para a música local.
Agora se isso vai vingar e vai se ampliar, só o tempo dirá. E para quem milita nesse meio, as formas alternativas de divulgação e difusão ainda são indispensáveis. Até porque muitos desses veículos alternativos, como o Último Volume, da rádio Lúmen, com seus 4 a 5 mil ouvintes só pelo rádio aberto, são opções tão boas quanto a grande mídia para se chegar até seu público.
3. Falemos do OAEOZ. No que "Falsas baladas" se distingue em produção e som de "Às vezes céu"? O som agora parece mais nervoso e guitarrento, com menos pianos e violino e com mais guitarra. Mudanças de formação afetaram o som da banda?
A diferença básica é que o “As vezes céu” foi gravado em um grande estúdio profissional, o Nicos, enquanto o “Falsas baladas...” foi gravado lá no estúdio da casa do Carlos Zubek, nosso guitarrista, onde a gente já ensaia há alguns anos. O que a gente “perdeu” em termos de recursos técnicos, ganhou em tempo para trabalhar a gravação, e principalmente a mixagem. Foi um grande aprendizado, já que inicialmente a gravação foi feita com a ajuda de um amigo, o Luigi Castel, e depois a mixagem foi assumida pelo Carlão. Com isso, o resultado ficou muito mais próximo do que é a banda ao vivo. E os próprios arranjos e composições ficaram mais enxutos. Ainda tem piano, violão, e violino, mas tudo colocado de uma forma mais concisa.
4. Sinto uma grande preocupação com as letras da banda, que nunca decepcionam. Existe algum escritor ou compositor em que você se espelha? Como surgem essas letras?
Eu sempre gostei de música com boas letras. E minhas referências, mais do que literárias, são mesmo de letristas que admiro como Lou Reed, Ian Curtis, Neil Young; ou no Brasil, de caras como Lobão, Renato Russo, Rubinho Troll (vocalista do Sexo Explícito/antiga banda do John, hoje guitarrista do Pato Fu). Eu também destacaria a influência de amigos e parceiros próximos, como Rubens K (Iris/Terminal Guadalupe), e Igor Ribeiro (Iris), e de artistas contemporâneos brasileiros, como o Beto Só (DF), e Olavo Rocha (Lestics/Gianoukas Papoulas).
Mas isso tudo é mais no plano “subconsciente”, porque na hora de escrever uma letra conta muito mais a intuição do momento ou a sugestão que vem da melodia ou de alguma coisa que você tá sentindo/vivendo. As letras do Oaeoz têm caráter pessoal e confessional, então eu não penso no que vou escrever antes, e muitas vezes só percebo sobre o que estou falando depois que está pronto.
5. Quais os planos depois desse cd? Algo novo planejado?
A idéia é a medida que surgirem oportunidades e convites, tocar ao vivo e mostrar essas músicas, mas a gente tá numa fase bem low profile, então no momento não temos nada oficialmente agendado ou planejado. Pessoalmente, eu estou produzindo um EP em parceria com o Giancarlo Rufatto, que deve sair ainda este ano.
6. Voltando a Curitiba. Por que será que nunca uma banda da cidade estourou pra grande mídia? Nos tempos atuais de myspace e youtube isso ainda é possível?
Eu poderia citar uma série de fatores culturais e geográficos, mas acho que o que acabou sendo determinante mesmo é a questão sorte. Aquela coisa da banda certa, no lugar certo, na hora certa.
Acho sim que isso pode acontecer hoje em dia, mas é preciso ter em mente que o paradigma que a gente tem de sucesso ainda é aquele dos anos 80, 90, de um artista que surgia aparentemente do nada e virava sucesso nacional ou internacional da noite pro dia. E hoje, cada vez mais você vê menos isso acontecer. Os artistas novos que fazem sucesso o fazem em nichos segmentados e não mais para o grande público em geral. Um exemplo é a Mallu Magalhães, que mesmo tendo frequentado todos os programas de TV aberta no Brasil continua sendo uma artista basicamente indie. Ou o próprio Bonde do Rolê, que é ignorado no Brasil e em Curitiba, mas é sucesso em Londres e toca em todos os festivais da Europa.
Essa coisa do grande artista milionário em seu olimpo andando de limusine e recebendo os tubos da gravadora é cada vez mais uma coisa do passado. As próprias gravadoras não investem mais em artistas novos, a não ser quando eles já têm uma base de fãs consolidada, ou seja, já estão prontos.
Então cada vez mais os artistas vão ter que construir suas carreiras de forma independente, procurando atingir o público com suas próprias estratégias, construindo um trabalho de médio e longo prazo. E pra isso, tanto faz ser de Curitiba ou de Itapecirica da Serra.
7. Sobre o selo e o Festival De Inverno, como foi o nascimento de tudo e o que aconteceu para que acabasse? Teremos um novo festival De Inverno ano que vem?
O selo surgiu porque a gente (OAEOZ) não tinha gravadora, então começou a lançar os próprios discos e os discos de amigos e bandas que a gente gostava então criamos um selo pra isso. E o festival surgiu da idéia de reunir bandas novas que a gente curtia em um evento pequeno, mas bem organizado, como forma de chamar a atenção para essa cena.
O que aconteceu foi que nós tivemos um problema grave em 2003, quando o Rock de Inverno 4 foi cancelado porque a casa (Diretoria Café) não tinha a documentação em ordem, e acabou sendo embargada logo após aquela ocorrência de um show no Jockey que terminou com pessoas mortas. Isso gerou uma briga entre o governo do Estado e a prefeitura, e nós acabamos pagando o pato.
Depois disso, a gente ainda fez o Rock de Inverno 5 e 6 em 2004 e 2005. Mas a partir daí resolvemos que só faríamos novamente se conseguíssemos um patrocínio que garantisse fazer a coisa sem tanto sacrifício pessoal, e com recursos que permitissem que o evento pudesse acontecer com uma estrutura melhor. Desde então, tivemos um projeto aprovado pela Lei Rouanet, mas que não conseguimos captar recursos. Inscrevemos outro projeto no edital da Petrobrás, mas não fomos selecionados. E agora estamos na expectativa do resultado do edital da Fundação Cultural para festivais independentes. Se tudo der certo teremos o Rock de Inverno 7 no ano que vem.
8. Quais bandas da cidade estão fazendo um som novo e digno de destaque?
Tem muita coisa boa por aí, sempre. Eu gostei muito de uma banda nova que conheci a pouco tempo, o Pão de Hamburguer, que apesar do nome engraçado faz um trabalho de altíssimo nível, muito bem resolvido tanto musicalmente quanto nas letras. Tem o Je Rêve Toi, duo que combina batidas eletrônicas, violino e guitarra. O Giancarlo Rufatto, um dos melhores compositores da nova geração. Tem o Folhetim Urbano, outra banda do Carlos Zubek, do OAEOZ, que está gravando um disco novo muito bom. E tem outras bandas já mais veteranas, mas que têm lançado bons novos trabalhos, como o ruído/mm, sem dúvida hoje um dos melhores e mais ativos combos da cidade.
9. Pra finalizar, pra você o que é um som genuinamente curitibano?
Acho que genuinamente curitibano é justamente essa diversidade, essa mistura de tribos, etnias e jeitos diferentes de se expressar que convivem no mesmo espaço. Então eu poderia citar coisas tão distintas como Wandula (ninguém faz o som que eles fazem no Brasil, e só poderia ser de Curitiba); ou o Maxixe Machine – um dos melhores textos do pop brasileiro atual, com uma ironia e mordacidade ímpar; o Charme Chulo, que sem dúvida construiu uma das carreiras mais prolíficas e de personalidade no rock brasileiro dos anos 00. Acho que a vantagem de Curitiba – se é que existe – é justamente não estar presa há nenhum estereótipo cultural, como o carioca, o gaúcho ou o baiano. Isso faz com que a gente possa ser tudo o que quiser e ainda assim, ser absolutamente a gente mesmo.
Mais aqui:Myspace - http://www.myspace.com/oaeoz
Blog De Inverno - http://deinverno.blogspot.com/
segunda-feira, outubro 27, 2008
Rápido e rasteiro
Little Joy
Gostei bastante do resultado da mistura de Rodrigo Amarante, Los Hermanos, com o Fabrizio Moretti dos Strokes. O cd do Little Joy é preguiçoso e despretensioso, coisa que faltou para o Marcelo Camelo, que sonha em ser o novo Dorival Caymmi.
Skank
Bem que tentei gostar do Estandarte, novo cd do Skank, mas foram poucas as músicas que me conquistaram. "Sutilmente", por exemplo, é Nando Reis demais pra mim. Ouvirei mais vezes só para não falarem que sou intolerante.
Rachel Yamagata
Não tem como não gostar. O cd "Elephants...Teeth Sinking Into Heart" começa matador e continua assim até o fim. A mulher é foda mesmo. Tem menos hits que o anterior, mas é questão de ouvir. Sabe como é, amor leva tempo.
Subtropicália
O jornalista/blogueiro/produtor/apresentador/piqueteiro curitibano Guga Azevedo criou o Subtropicália, uma ótima iniciativa de um blog sobre a tropicalidade de Curitiba. Fui convidado para inaugurar a seção "3 coisas" de lá. Confira!


