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segunda-feira, setembro 22, 2008

Who killed Harry Houdini?

Um dos favoritos da casa, a banda I'm from Barcelona, acaba de lançar o seu segundo cd, com o título de "Who Killed Harry Houdini?".

Numa entrevista que fiz em maio com o vocalista da banda sueca de 29 integrantes, ele já adiantava que o novo cd estaria mais obscuro que o primeiro "Let me introduce my friends".

Em "Who Killed Harry Houdini?" a banda perde muito da sua alegria excessivamente irritante e, em algumas músicas, chega a namorar a melancolia. Mas no que perderam em felicidade, compensaram em densidade de letras, climas e melodia.

As composições continuam com aquela mescla de ingenuidade e ironia, porém os refrões são menos apoteóticos como antes. A voz agora é usada mais como um instrumento extra do que simplesmente para cantar, algo a la Beach Boys da escola musical do Brian Wilson.

Mesmo mais deprimidos, I'm from Barcelona continua valendo muito a pena. O segundo cd não é amor à primeira vista como o outro. É preciso umas duas ou três escutadas para eles me conquistarem de verdade. Minhas preferidas são a sombria "Music Killed me", "Andy" que tem um coralzão e um clima de arrepiar e "Headphones" com seu xilofone mortal e a letra que qualquer um que já pôs um fone de ouvido e esqueceu do mundo irá se identificar.

A primeira "música" com clip é Paperplanes, talvez a que mais se pareça ao primeiro cd.

I'm from Barcelona - Who Killed Harry Houdini está mais do que recomendado. Obrigatório!

Myspace: http://www.myspace.com/imfrombarcelona

terça-feira, julho 29, 2008

I'm from Barcelona - Britney.

Uma das minhas bandas preferidas, o I'm from Barcelona, conseguiu se superar e fez uma canção homenageando a Britney Spears.

Contagiante, feliz e irônica. Dê uma ouvida.

I'm From Barcelona - Britney


Found at bee mp3 search engine

Why did we care if good old Britney wants to shave her head?
Why did we care well I've been thinkin' you've been thinking too
They don't know a thing about you
I'm gonna get a tattoo
'Cause girl i want to look like you
Why did we care if good old Britney wants a new tattoo?
Why did we care?
'Cause i need one and you need something too

They don' tknow a thing about you
I'm gonna get a tattoo
'Cause girl i wanna look like you

Everything you got
I gotta get it to you
Can i get just a little of your attitude?

Não esqueçam da entrevistinha que fiz com eles faz uns 2 meses.

domingo, junho 15, 2008

Especial Música da Suécia: 5 - Entrevista com Lacrosse.


No quinto e último capítulo do especial Suécia, entrevistamos o Lacrosse. A banda faz o tipo de música feliz insuportável grudenta. É um indie pop de bueníssima qualidade, contagiante e grudento.


Em novembro de 2007 eles lançaram o primeiro cd chamado "This new year will be for you and me" e vem recebendo ótimas críticas. Lançaram um ótimo clip da música "You can say no forever" e são nome frequente nos festivais escandinavos e ingleses. 

As músicas alternam uma alegria contagiante com uma melancolia estranha cantada em melodias felizes. O resultado é doce e viciante. Ainda bem que não engorda.

Na entrevista, a vocalista Nina e o guitarrista Kristian esbanjam bom humor e falam de suas letras e, é claro, da Suécia.

1. Por que existem tantas bandas suecas populares? O que vocês ouviam quando eram pequenos e o que ouvem agora?


Enquando a gente crescia, havia duas bandas suecas que eram internacionalmente grandes: ABBA e Europe. Naturalmente escutávamos quase que só isso assim como todos os outros suecos. Uma das razões porque há tanta música boa agora na Suécia é porque a atitude convive com a inovação.


2. As bandas suecas que o mundo ouve são as mesmas que vocês ouvem?


Não, nenhuma exceto  o Oasis. Acho que eles são suecos.


3. Já ouviram falar de um festival brasileiro chamado Invasão Sueca?


Não, nunca ouvimos falar, mas existem vários festivais ao redor do mundo com essta temática sueca. Isso é bom para nós, suecos, porque já que estamos aquí na esquina do norte da Europa e é muito caro viajar para qualquer lugar. Nem preciso falar que adoraríamos ir tocar no Brasil. Isso está na nossa lista de “coisas divertidas que queremos conseguir com o Lacrosse”.


4. Como está a banda agora? Planos de novos cd’s depois de “This new year will be for you and me”? Como o público reage a vocês nos shows.


Estamos muito bem! Rickard, que toca o teclado, acaba de virar pai e estamos planejando novos shows e outro cd. Viajamos pela Europa neste inverno e primavera e agora estamos trabalhando em novas músicas para o segundo cd, além também fazer uma pequena turnê pela Inglaterra nessa verão.Quanto a reação do público, bem, é claro que eles ficam loucos quanto tocamos. Eles roubam nossas toallas e dançam, cantam, choram e se apaixonam.


5. O som de vocês tem uma alegria contagiante, espalha esperança mesmo quando as letras são tristes. Quem as compôs?


Eu (Nina) escrevi quase todas as letras e, sim, às vezes eles acabam saindo tristes, mesmo que o Kristian também escreve alguma das letras e elas também são tristes. Talvez nós sejamos pessoas tristes tentando nos animar um pouquino com melodias de ritmos felices e superar a melancolia.


6. O que é mais difícil escrever: músicas felizes ou tristes?


Não é uma competição. Geralmente, para gente, as músicas com as letras mais tristes são as que tem as melodias mais alegres e vice-versa.


7. “You can’t say no forever” temu m clip ótimo mas bem simples. Quem produziu? Todos aqueles ursinhos realmente viajaram o mundo?


Sim, os ursinhos viajaram por todo mundo. Menos para por um lugar que é o Brasil. Todos eles e a gente mal podem esperar para ir ao Brasil algum dia e tocar. Seria um sonho tornado realidade. Depois disso poderíamos parar de sonhar e tocar. Todos os objetivos atingidos!


8. Vocês conhecem alguma banda brasileira? Tem algum favorito?


Nos anos 90, o Kristian entrevistou o Sepultura. Maz Cavalera sentou e respondeu perguntas de jornalistas do norte da Europa no Roskilde Festival. Eles tinham acabado de lançar Roots e diziam que tinham encontrado uma nova inspiração e ritmos depois de viver na selva com os nativos. Mas a música para mim soava a mesma para mim.

Também conhecemos o Seu Jorge e o Bonde do Rolê.

Aqui o ótimo clip de "You can't say no forever". 

Mais no site da banda (www.lacrosse.nu) e

 no myspace.com/lacrossesthlm


1. Kristian Dahl, voz e guitarra
2. Tobias Henriksson, bateria
3. Nina Wähä, voz
4. Rickard Sjöberg, teclado
5. Robert Arlinder, baixo
6. Henrik Johansson, guitarra

segunda-feira, junho 09, 2008

Especial Música da Suécia: 4 - Entrevista com Detektivbyrån.

Na busca pelos contatos e emails de bandas suecas acabei me deparando com o Detektivbyrån, um trio instrumental de Gotemburgo.

Com um som bem inusitado e instrumentos raros, a banda traz uma proposta de um som freak doce, bizarremente meigo e lindamente nerd.

A apresentação no clássico festival Roskilde trouxe a banda para a cena independente européia e seus shows pela Europa estão cada vez mais frequentes. Agora, depois de lançaram um EP, eles preparam o novo CD, chamado e18, e planejam uma turnê pelos Estados Unidos.

O empresário teve a gentileza de me enviar dois EP's pelo correio, o que agradeço muito. No papo com Anders do Detektivbyrån, ele fala de música sueca e de como a musicalidade das crianças é incentivada no seu país, do som que fazem e de tudo que planejam para a frente.

1. Por que a música sueca é tão popular? Qual a explicação para isso?

Muitas crianças tem a grande oportunidade de explorar sua criatividade e musicalidade através das escolas de música que temos aqui mantidas pelo governo.
Durante o dia depois do colégio chato você pode ir para a escola de música e tocar qualquer instrumento que você queira. Ou cantar. Isso é muito popular, especialmente para música clássica, mas ainda mais para o pop, rock, jazz e coisas do tipo. Muitas das bandas independentes têm pelo menos um ou dois membros que freqüentaram as escolas de música. Mesmo se o vocalista é um poeta bêbado que mal toca a guitarra, talvez o baterista ou o cara do cello ou o guitarrista já foram para a escola de música em algum momento de suas vidas. Essa poderia ser uma razão para que a Suécia tenha essa reputação.
Eu mesmo tocava baixo nesse tipo de escola, por mais ou menos e certamente colaborou muito para minha vida atual como integrante do Detektivbyrån, mesmo que hoje seja uma coisa totalmente diferente musicalmente e espiritualmente.
Além disso temos esses invernos de bosta que nos forçam a ficar dentro de casa. E o que fazer além do que jogar cartar? Escrever uma ou duas canções.

2. A música que o mundo rotula como sueca é a mesma música escutada aí?

Olha, é difícil dizer já que não viajamos tanto pelo mundo. Na Alemanha e em outras partes da Europa, o ABBA ainda toca nos radios a toda hora e é claro que eles ainda são uma grande banda, mas você nunca vai escutá-los numa rádio sueca hoje em dia.

3. O som de vocês é muito único e singular. Como você definiria? Yan Tiersenn drogado em uma viagem pelo País de Gales?

Obrigado. Definimos como um pop instrumental, pling-plong ou acordeão e vibraphone sobre batidas estranhas. Estávamos bem sóbrios quando gravamos nosso cd, mesmo que isso pareça estranho é verdade.

4. O xilofone traz uma certa inocência a música de vocês. É intencional? Geralmente quais instrumentos vocês tocam?

Sempre estivemos em bandas guitarrentas antes. Nós três tocávamos bateria, baixo e guitarra. Mas aí um dia nos cansamos disso e compramos um acordeão e um glockenspiel (xilofone) e começamos a tocar nas ruas de Gotemburgo. Logo tocamos em clubes e festivais, coisa que nunca havia acontecido antes com nossas bandas guitarrentas. Adoramos o xilofone. Muitas vezes é melhor sussurrar do que gritar se você quer ser ouvido. O xilofone tem um som horrível quando você tenta tocar alto, então o resultado é que menos é mais.
Ninguém pode fugir do som dele. Poderia ser usado como instrumento de tortura se conhecessem seu poder. O segredo é tocar suavemente e amá-lo, isso se você quiser que ele ame você e seus amigos.

5. Por que a opção de não cantar?

Música instrumental fala mais do que mil palavras. Menos é mais. Eu falo demais o dia todo, então é bem relaxante calar a boca e tocar belos instrumentos junto com gente que gosto e que também não fala.

6. Onde vocês tem tocado? Como é a reação do público?

Tocamos nos maiores festivais suecos, em um grande festival dinamarquês chamado Roskilde, um festival de filmes em Riga/Letônia, em bares, ruas e clubes de Gotemburgo. Vamos logo logo para a Alemanha e nesse outono visitamos os Estados Unidos. Vai ser divertidíssimo já que nenhum de nós foi para lá antes.
Parece que nos entendem melhor ao vivo. Frequentemente recebemos uma ótima resposta em qualquer lugar que tocamos. Falamos durantes as músicas, às vezes até demais, e as pessoas gostam mesmo se isso é instrumental. Algo muito legal acontece quando você pega um instrumento pequeno em um palco para uma multidão de duas mil pessas, você não tem aquela pinta de frontmal cool e você não pede para as pessoas dançarem. Eles fazem isso de qualquer maneira já que somos gentis e tocamos um tipo de música que as pessoas não encontram em um palco a toda hora.

7. É muito interessante ver o making off da gravacao do disco no youtube. Quais instrumentos vocês tocam? Fale mais sobre esse cd, os nomes das músicas e as turnês.

Bom saber disso, obrigado. Nosso plano foi e sempre será tocar músicas com belas melodias e bonitos instrumentos, divertir-se num estúdio e fazer músicas que possamos tocar ao vivo.
Para esse cd compramos um vibrafone, que é tipo um xilofone gigante com pratos dentro que dão um som de vibrato único. Antes isso não era possível já que somente usávamos o xilofone, mas agora a família Pling-Plong está finalmente reunida e feliz. Usamos esse vibrafone em quase todas as músicas.
Também sampleamos músicas e as usamos no teclado. Já havíamos feito isso antes no EP Hemvägen, mas só em duas músicas. No novo cd, a caixinha de música é usada demais já que gostamos muito do som dela. Essa caixinha é o nosso menor som mas parece que é o que melhor atinge as pessoas. Você pode ouvir ele no começo da música E18 do EP.

Títulos :
Hemvägen = Caminho a casa
Nattöppet = Aberto à noite
Dansbanan = O Palácio da Música
Vänerhavet = Nome de grande lago da Suécia, um dos maiores da Europa. Crescemos numa cidadezinha perto desse lago e depois nos mudamos para Gotemburgo

8. Já ouviu falar de um festival chamado “Invasao sueca”?

Não, nunca ouvi falar mas parece ser muito legal. Adoraríamos ir aí e tocar.

9. Que tipo de musicas vocês ouvem? Gostam de algum musico brasileiro?

Pop, country, metal, eletrônica e valsa. Na verdade não escutamos nenhuma banda do Brasil, agora sinto um pouco de vergonha por isso.

Fiquei aí com um vídeo de uma apresentação deles ao vivo e o link pro myspace.
Um clássico!

quarta-feira, maio 28, 2008

Especial Música da Suécia: 3 - Entrevista com Eskobar

O poderoso trio do Eskobar já tem mais de 10 anos de vida e recentemente lançaram o seu quinto cd com o título de "Death in Athens".

São mega conhecidos na Europa e passeiam pela tênue linha que separa o pop do indie. Suas músicas, como toda banda sueca, possuem refrões marcantes.

Em 2002, com a música "Someone new" com participação de Heather Nova, la fama da banda ultrapassou a fronteira da comunidade européia. O coral Scala & Kolacny Brother, conhecido por suas versões de bandas como U2, The Cure e Nirvana, chegou a gravar "Someone new", confirmando o potencial pop do tema.

O guitarrista Frederick Zäll fala na entrevista sobre o último CD, a música de seu país, da fama que a banda e também comenta sua paixão pelo cinema.


Já ouviu falar do festival "Invasão sueca"?
Sim, nossos amigos do Hell on Wheels comentaram e seria uma grande honra tocar nele. Temos muito contato com os fãs brasileiros e seria muitoo legal tocar para eles.

Por que as bandas suecas são tão populares mundialmente? Você tem alguma teoria sociológica sobre isso?

Bom, existem muitas respostas para essa pergunta. Aqui algumas delas
- Suecos são muito fluentes no Inglês, o que significa que podemos escrever e cantar ótimas letras em inglês.
- Você pode aprender a tocar instrumentos na escola por um preço bem baixo e as salas de ensaio são muito baratas.
- A Suécia tem uma grande história musical graças a bandas como Abba e Roxette.

Existe um som que pode ser definido como sueco? As bandas que o mundo escuta são as mesmas escutadas na Suécia?


É mais fácil para os outros falar sobre o som da Suécia. Não sabemos definir bem porque estamos no meio de tudo. A maioria das bandas suecas conhecidas mundialmente também tem fama na Suécia, mas as mais conhecidas são as que cantam em sueco.

Como está o Eskobar agora?

Estamos muito bem. Vamos lançar nosso terceiro single "Flat Earth" na Escandinávia. Esperamos subir nas paradas com esse. Nosso disco "Death in Athens" acabou de ser lançado na Suiça e está indo muito bem. Também fechamos um ótimo acordo para Alemanha, Áustria, Holanda, Bélgica e Luxemburgo e o disco vai ser lançado por lá nesse outono.

Pode falar mais de "Death in Athens"? Qual a razão desse nome?

O título do álbum é uma história sobre nosso sucesso no passado. Vendemos muitos discos e como éramos muito jovens passamos tivemos uma fase difícil para superar essa fama. Tudo isso levou a uma megalomania e uma idéia de que éramos muito maior e influentes do que realmente éramos). Isso foi há 10 anos atrás, agora estamos muito melhores. Bom, falando em megalomania, começamos a buscar o significado histórico disso. Descobrimos que na Grécia Antiga, a megalomania era punida com a morte. Por isso batizamos o disco de "Death in Athens" (Morte em Atenas).

E as músicas "Halleluja New world", "Quiet world" e "Flat Earth"? O que significam?

Não quero explicar letras porque isso pode tirar o ponto de vista do ouvinte.

Halleluja New world é uma música sobre acordar e ver o mundo com olhos muito, muito diferentes. O verso é muito extranho e tropeçado e o refrão é exatamente o oposto. Uma canção que é diretamente um hit.

"Quiet world" é uma linda canção sobre nonsense e que sem ele é impossível viver. Conversar sobre o tempo está ok às vezes.

"Flat Earth" é o terceito single do disco. Foi composta no piano mas tocada como se fosse uma verdadeira canção punk. Fiquei martelando minhas mãos no piano nela. No disco ela foi produzida de uma maneira mais pop. Também achamos que seria divertido adicionar algumas influências óbvias (Queen - Scaramouche).

O clip vai ser lançado em algumas semanas e foi outra vez dirigido por mim. É uma sessão de fotos de um dia inteiro na minha vida numa charada

Seus últimos clips foram muito caprichados, com ótima direção e um belo visual. A banda gosta de filmar? É fã de cinema?

Muito obrigado. Faço direção de vídeos para a minha produtora Videoproduction Co Gifprod. Dirigi, produzi e editei nossos últimos 8 clips, incluindo Hallelujah New World. Gosto de filmá-los de maneiras menos tradicionais. Fazendo animações caseiras e fotos ao invés de simplesmente filmar em um palco. Tivemos um triste momento na história cinematográfica sueca quando Ingmar Bergman faleceu ano passado. Seus filmes são fenomenais.

O que você sabe do Brazil? Gosta de algum artista brasileiro? Seja sincero.
Sei que Brasília é a capital e que o Brasil é o país do samba, além de ser o maior país da América do Sul. Pessoalmente amo Sepultura, mas não tanto quanto Astrud Gilberto. Uma escolha frequente no ônibus de turnê.

Fiquem aí com o clip do último single lançado pelo Eskobar, Halleluja New world:

terça-feira, maio 27, 2008

Especial Música da Suécia: 2 - Entrevista com I'm from Barcelona

Eles formam uma das maiores bandas do indie rock atual, nada menos que 29 integrantes. Já foram tema de outros posts aqui no Aires Buenos.


Suas músicas são extremamente grudentas e seus refrões poderosíssimos contagiam qualquer um que ouse escutá-los. É praticamente impossível ficar inerte a essa música feliz cantada pelos sorridentes suecos do I'm from Barcelona.

No final de 2007 eles lançaram o primeiro cd da carreira "Let me introduce my friends" e começaram a dominação mundial. Viciei de uma maneira insana com suas músicas.

O simpático e bigodudo Emanuel Lundgren, vocalista, compositor e idealizador da banda, topou responder algumas perguntas sobre sua banda e a música de seu país. Ele fala dos problemas que uma banda de 29 pessoas pode ter e também conta uma piada sobre os noruegueses, seus vizinhos rivais.

1. Qual é a dos suecos? Por que vocês são tão bons em fazer músicas pop com refrões poderosos?

Acho que estamos entediados. Existe um monte de cidadezinhas aqui. Eu comecei a tocar violão e fazer músicas quando vivia numa cidadezinha de 800 habitantes.


2. Já ouviu falar no festival de bandas brasileiro chamado “Invasão Sueca”?

Não, nunca ouvi falar, mas realmente adoraria ir para o Brasil algum dia.


3.Quais são os planos da banda agora? Algum novo cd? Algo muda no tipo de música?

Estamos mixando o novo album agora e estou muito animado com isso. É o disco que queria ter feito inicialmente, mas não tinha tempo para isso. Dessa vez não será só verão, há muitas outras cores no novo álbum. 


4. O que você está ouvindo ultimamente?

Estou passando por uma fase agora que acho que é muito mais interessante ler sobre música do que ouvir. Recomendo muito o livro sobre o Neil Young chamado Shakey, e também a autobiografia de Tony Visconti.


5. Conhece alguna banda brasileira?

Gosto muito de Sepultura!


6. A música de vocês é terapêutica, traz uma alegria para quem escuta. O que você acha disso? Qual é mais difícil de compor: música alegre ou triste?

Não percebia na época que escrevi as músicas que alguém poderia ficar contente ao escutá-las. Apenas escrevi o que eu sentia. Talvez seja difícil compor uma canção feliz se você está triste ou vice-versa. Não sei mesmo.


7. Quais são os problemas de logística de uma banda com 29 membros?

Existe todo tipo de logística imaginável, mas no final vale a pena porque nos divertimos muito em nossas turnês. Mas difícilmente temos a mesma formação ao vivo porque todo mundo também tem um trabalho diário. É um verdadeiro quebra-cabeça preparar nossas turnês, pode ter certeza disso!


8. Quais são as chances da Suécia na Euro 2008?

Se você me perguntase isso quando eu tivesse 10 anos eu provavelmente poderia te responder.


9. Como os suecos vão para o supermercado? Com escadas porque lá os presos são muito altos.

Ouvi essa piada sem graça de uma norueguesa. Já escutou? Tem alguna piada sobre noruegueses.

É uma velha tradição. Noruegueses e suecos contam as mesmas piadas horríveis uns dos outros. Conheço uma: Como manter um norueguês ocupado o dia todo? Basta dar para ele um papel escrito “vire”e nos dois lados.


Fiquem aqui com o vídeo de Collection of Stamps do I'm from Barcelona:


segunda-feira, maio 26, 2008

Especial Música da Suécia: 1 - Intro

Desde pequeno sempre tive muita simpatia pela Suécia. É um país diferentemente igual ao Brasil.


A bandeira tem as mesmas cores, mas é diferente. Os times de futebol tem uniforme quase igual. Ambos países tem fama de ser terra de mulheres bonitas, mas elas são bem diferentes. E claro, Brasil e Suécia são conhecidos por sua música, que, quando colocadas lado a lado, são bem diferentes uma da outra.

Desde o ABBA em 1970, que os suecos são conhecidos como grandes exportadores de música. Nos anos 90 foi época do sucesso mundial do Roxette, além dos clássicos da dance music Ace of Base e Rednex.

De uns tempos pra cá uma nova geração de bandas suecas vem dominado o mundo da música independente. Jens Lekman, I'm from Barcelona, Lacrosse, Eskobar, The Hiver, Peter Bjorn and John, Kent, The Knife, Perro del Mar, Jose Gonzales, The Sounds: são bandas de vários gêneros distintos que mantém uma coisa em comum: uma pitadinha pop.

Conversei com algumas dessas bandas suecas para tentar entender o que de especial existe no gene desse povo e que esses grupos andam fazendo de novo. 

Confira aqui no blog a partir de amanhã entrevistas com o Eskobar, I'm from Barcelona, Lacrosse e Detektivbyrån.

Fiquem aqui com um vídeo do Detektivbyrån (Bureau de Detetives), a única das quatro bandas que não conhecia anteriormente. O som deles é uma espécie de Yan Tiersenn drogado numa viagem pelo sul do País de Gales. Vale a pena escutar!


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