Os nomes eram tantos que acabou sendo um Top 6 com os meus diretores argentinos preferidos.
Podemos dizer que é uma diretora cerebral já que é um cinema bastante difícil, mesmo que sempre elogiado pela crítica. Seus principais filmes são “La niña santa”, “La Ciénaga” e “La mujer sin cabeza”, lançado esse ano. Por incrível que pareça tenho dvd de 2 deles, mesmo não sendo grande fã.

Diretor de “El Bonaerense”, “Família Rodante”, “Nacido y criado” e o mais recente “Leonera”. O cara curte mostrar a desesperança e a o lado mais podre da família. Muito dos seus personagens não tem objetivo nenhum na vida e há a sensação de estar vendo uma sucessão de fatos que não levam a lugar nenhum. O meu favorito é “Família rodante”, que mostra tios, primos e toda a patota se juntando a avó para uma viagem freak rumo ao interior. No decorrer da viagem são descobertas traições, paixões entre primos e outras podridões. Mesmo assim é divertidíssimo.
Despontou em 1999 com o filme "Mundo Grúa", que ainda não vi.

O cara por trás de todas as comédias românticas record de bilheteria do cinema argentino. Ele realmente tem o dom de conseguir atrair multidões. “Un novio para mi mujer” levou mais de 1 milhão de pessoas esse ano no cinema e, pensando que a Argentina tem 40 milhões de habitantes, é um baita número. “Quien dice que es fácil” e “No sos vos, soy yo”, que mesmo com o Diego Perreti, um narigudo feio pra caramba que no final do filme sempre acabava com uma menina, são muito divertidas.

Provavelmente o mais conhecido diretor argentino no Brasil já que são deles “O filho da noiva” e “O clube da lua”. É considerado cinema comercial aqui na Argentina e muitos acusam seus filmes de ter uma certa fórmula pré-pronta. O cara é um dos mais internacionais do país, já dirigiu alguns capítulos das séries House e Law and Order SVU.
Tem uma coisa com o Ricardo Darín, que é quase onipresente em seus filmes. Um dos meus preferidos é um chamado “El mismo amor, la misma lluvia”. Uma história de amor que atravessa uns anos.

Outro bem conhecido dos brasileiros. “O abraço partido” e “As leis da família” foram bem recebidos nos cinemas tupiniquins. Gosto muito como ele consegue fazer um belo drama de maneira original e sem forçar a barra. Seu último filme, “El nido vacío”, fala de um casal que começa a ter uma crise depois que seus filhos crescidos saem de casa. Gosto bastante de "O abraço partido" que mostra bastante como é a vida dos judeus do bairro do Once, aqui do lado do Abasto, onde moro.

De longe o meu preferido. O cara, que trabalho muito tempo com publicidade até se dedicar ao cinema, tem uma sensibilidade única em transformar histórias de gente comum em belíssimos filmes. “Historias mínimas” e “El camino de San Diego” mostram o lado mais bonito do ser humano, sem aquela desgraça que estamos cansados de ver nos jornais e até mesmo no cinema. Seus atores, muitas vezes, são pessoas do povo sem experiência alguma mas que dão um show na interpretação.
Há ainda o filme “El perro” que ainda não vi mas que todos falam muito bem. Além do mais, Sorín faz os filmes com orçamentos baratíssimos mas sem comprometer em nada o resultado final. Já “El camino de San Diego” é a saga de um humilde trabalhador de Corrientes e sua viagem rumo a Buenos Aires, tudo isso para entregar para Maradona um pedaço de árvore que todos dizem ter a cara do “Diez”.















