Charlyne Yi é uma atriz engraçadinha que diz que nunca se apaixonou na vida. Nesse documentário, ela sai atrás de um monte de gente para tentar entender o que é essa coisa chamada amor, que em certas época parece mais como conto de fadas como o Papai Noel.
Ela vai recolhendo pelo Estados Unidos interessantes conclusões e causos com velhinhos, crianças, motoqueiros, casais gays, cientistas, ciganas e atores de Hollywood. Por ironia da vida, Charlyne acaba se apaixonando nesse trajeto e o que era para ser um documentário sobre o amor acaba sendo um documentário sobre ela.
Verdade ou não, é uma interessante e doce história para os corazones.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Paper Heart
domingo, novembro 22, 2009
We love Zooey
O que é essa Zooey Deschanel?
Musical dirigido pelo mesmo diretor de 500 days of Summer e onde atua o Joseph Gordon Levitt, também do filme. A música é "Why do you let me stay here" da banda She & Him, da qual nossa musa faz parte.
Zooey, I think you're just so pleasant, I'd like you for my own!
sábado, novembro 21, 2009
500 days of Summer
Teria tanto pra dizer desse filme, mas a frase "This is not a love story" presente no trailer já fala tudo.
Ótima trilha sonora com Smiths, Doves, Feist e a apaixonante Zooey Deschannel como Summer.
No início do filme uma frase diz "Essa história não foi baseada em nenhum acontecimento real. Qualquer semelhança é mera coincidência". Impossível não duvidar.
segunda-feira, setembro 28, 2009
"El secreto de sus ojos" no Oscar
"El secreto de sus ojos" foi o filme argentino escolhido para concorrer a uma indicação ao Oscar de Melhor filme estrangeiro.
Fica aqui minha torcida para o melhor filme argentinos dos últimos anos. Um clássico desde já!
Mas Ricardo Darín, um dos protagonistas do filme e praticamente uma "Fernanda Montenegro" do cine argentino, tá meio cagando e andando pra isso tudo. Mais no Diário Perfil.
segunda-feira, setembro 14, 2009
Jens, Drew e eu
O primeiro filme da Drew Barrymore como diretora, que tem um elenco com Ellen Page (a mocinha de Juno) e Juliete Lewis, vai ter na trilha sonora nada menos que o grande Jens Lekman.
O filme é da Fox Searchlight Pictures, que convenhamos sabe muito bem escolher seus filmes. Desde já muito bom!
Aqui o trailer:
E pelo que vi uma das músicas é a pérola "Your arms around me"
quarta-feira, setembro 09, 2009
Phoenix - 1901
Dessas 15 mil bandas do novo rock pós Strokes, o Phoenix é uma das poucas que vem fazendo um som que curto de verdade. Essas guitarras pausadas e metódicas, junto com o vocal agudão do Thomas Mars, marido da Sofia Coppola, são uma mistura interessante.
Os franceses, que cantam em inglês, lançaram recentemente o cd Wolfgang Amadeus Phoenix e "1901" é a segunda música de trabalho deles. Escutei pela primeira vez no trailer do filme "New York, I love you" e foi paixão a primeira vista pela canção e pelo filme.
Agora eles lançaram o clip de "1901", que joga bastante com a luz e as pausas da guitarra, assim como o som da bateria. Altamente recomendável!
Falling, falling, falling, falling!
quinta-feira, agosto 27, 2009
The Hangover
Porque às vezes tudo que você precisa é ver um filme babaca e nada pretensioso sobre três homens e uma despedida de solteiro em Las Vegas.
A cena onde eles acordam e vão descubrindo o tanto de coisa que tem no quarto deles é ótima, sem falar a participação do Mike Tyson.
Deu saudade de fazer merda em conjunto com meus amigos canalhas curitibanos e ter histórias bêbadas para contar. Será que esse tempo já era?
E quem afinal traduziu esse filme em espanhol para "¿Que pasó ayer?". Não sei se é pior que o título em português "Se beber não case".
segunda-feira, agosto 24, 2009
El secreto de sus ojos
Juan Jose Campanella, o mesmo diretor de O Filho da Noiva e O Clube de Lua está de volta com um novo filme: El secreto de tus ojos.
Em poucas palavras, é simplesmente um dos melhores filmes argentinos que já vi. Um elenco sensacional com lendas como Ricardo Darín e Guillermo Francella, uma história linda e dramática mas sem os clichês básicos argentinos: ditadura e crise de 2002, uma direção de arte primorosa, cenas impressionantes, personagens comoventes e um humor fino que consegue amenizar sem parecer inconveniente com toda tragédia da história.
É a história de um crime que nunca foi resolvido por um oficial de justiça e todas as memórias que isso traz pra ele, inclusive um velho e presente amor.
Há uma cena dentro de um estádio, na década de 70, num plano sequência de uma perseguição que é simplesmente uma maravilha do cinema. Saí embasbacado do Cinema do Abasto. Muito bom gosto. Nota 10 em todos os quesitos.
Quando esse filme aparecer num cinema brasileiro nem pense duas vezes. Veja! Mais de 500 mil argentinos já viram e tem tudo pra ser O filme do ano.
sexta-feira, julho 31, 2009
Pagafantas
Impossível não se identificar com o Pagafantas, filme que estreiou esse mês na Espanha.
Todo homem é, já foi ou será um Pagafantas nessa vida. O cara que paga a Fanta, mas não leva a menina. Também conhecido no Brasil como "Paga-lanche" ou em Curitiba como "Frischmans", em homenagem a loja que tem como slogan "O amigão".
É claro que o Pagafantas do filme é um grande exagero. Só pelo trailer dá pra ver o que o cara suportou pela paixonite. Um espanhol com cara de bobão que se apaixona por uma argentina nada estável que acabou de chegar na cidade.
Lembrando bastante essas comédias americanas do estilo "Virgem de 40 anos", Pagafantas está sendo um sucessinho na Espanha e espero muito que passe por aqui. Quero muto ver!
No ótimo site do filme há um link para a "Asociación de Ayuda al Pagafantas". Uma espécie de Alcóolicos Anônimos, mas de caras que não conseguem ficar coma menininha e se tornam amigos. Há vários testes de ajuda, dicas, canções, logos e um vídeo genial de uma reunião do grupo de pagafantas trocando experiências como:
- Olá, meu nome é Javier e há três dias não passeio com o cachorro da minha melhor amiga.
segunda-feira, junho 29, 2009
Os melhores trailers do mundo
Para um redator de chamadas como eu, é impossível não perder um bom tempo vendo uma lista com os 50 melhores trailers de todos os tempos.
Aqui separei 4 que me chamaram atenção.
Número 26: Velocidade Máxima (Speed)
Um filme comercial de ação comercial também pode ser inovador em um trailer. Narração básica, editada com as diferentes cenas de ação sem ordem cronológica, frases de efeito e uma e outra cena engraçadinha. Quem nunca viu o filme não sabe o que vem primeiro, o que vem depois, o que conclui uma coisa. Clássico!
Número 19: Corpo Fechado (Unbreakable)
Enquanto muitos filmes fazem um apanhado de cenas dos filmes, em "Corpo Fechado" temos quase que só uma cena, mixada com flashes do filme.
Número 14: Garden State
Para um filme indie, um trailer que é praticamente um video clip. Você não precisa ter um preview da história, basta senti-la. Cenas bonitas, engraçadinhas e impactantes que mostram um protagonista simpático e uma mocinha pra lá de atraente. Não precisa mais que isso!
Número 5: The Comedian
Um trailer que tira sarro dos trailers e não mostra nada do filme em questão. O pouco conhecido documentário de Jerry Seinfeld brinca com os narradores de trailers americanos e suas vozes e frases características. Gênio!
Número 1: Alien
Para um clássico de suspense, um trailer a altura. Um clima de tirar o fôlego e um slogan, In space no one can hear you scream, que entrou para a história.
Veja a lista completa no site IFC.
domingo, maio 10, 2009
El niño pez
Confesso que a cada filme argentino que vejo, menos tenho vontade de continuar dando chance pro cinema platense.
Aquela ideia que nós brasileiros temos de que o cinema argentino é super inteligente e sensacional é um tanto quanto enganosa. Anualmente, pouquíssimos são os lançamentos que realmente valem a pena.
Parece que há uma dificuldade de se encontrar um meio termo entre uma superprodução comercial e um filme pretensamente intelectual. Faltam aqueles filmes como os brasileiros Estômago e o Cheiro do Ralo, que preenchem exatamente essa faixa.
"El niño pez" é da mesma diretora de XXY, que contava a história de uma menina hermafrodita. A atriz também é a mesma, Ines Efron, que agora interpreta uma adolescente apaixonada pela sua empregada paraguaia e que acaba se envolvendo em vários crimes por causa desse amor proibido.
A atriz que interpreta a paraguaia, a Emme, está ótima no papel. O engraçado é que uma vez acompanhei uma gravação dela, que apresentava o programa Charged no FX, e ela chorou por não conseguir falar um simples texto decorado. O mundo dá voltas.
O problema do "El niño pez" é o mesmo do cinema argentino. Cinema feito pra meia dúzia de intelectualóides que vão ver duas meninas se beijando e falar que é puta filme polêmico e transgressor. Uma trama arrastada, uns diálogos meio tronhos e causados de uma vontade de dormir depois de 20 minutos de filme.
Pouca coisa acontece no começo e a coisa vai se arrastando por infindáveis minutos. Como dizia o meu professor de roteiro: se eu quero ver o lado entendiante e feio da "realidade" não vou pro cinema, mas basta ir na Costanera ver um tiozão fazendo um choripan.
domingo, abril 12, 2009
Gomorra

É muito raro eu ver um filme que não goste. Geralmente sempre leio as críticas, ouço os comentários dos chegados, vejo quem é o diretor, quais os atores para escolher o que ver. Mas de tempos em tempos a crítica me engana.
Gomorra é um caso típico. Um filme comentado em todo mundo, ganhador de vários prêmios, elogiado por toda crítica. Mas assistir a essa história no cinema foi uma verdadeira tortura.
O filme tem um caráter documental e aborda várias tramas, mostrando vidas e mortes de pessoas ligadas à máfia.
São cenas e mais cenas intercaladas sem muita ligação sobre si, sem uma ponte ou conexão mínima que seja. Uma direção medíocre que abusa dos closes e da câmera tremida que mais parece um misto de Olga, filme brasileiro onde só tem close, com Bruxa de Blair. A trilha sonora, que volta e meia cai em música popularescas dance da Itália é torturante.
A história não engata, você desconhece as razões e motivações da maioria dos personagens, assim como fica sem saber o que muitos a agirem de certa forma. Você não sente nada porque nenhum deles é trabalhado com mais profundidade.
A parte documental fica pelo fato de que a parte entediante, chata e menos interessante da realidade é a grande coqueluche do filme. Pra quê? Realismo? Para isso basta eu ir ali na esquina e ver dezenas de pessoas feias sem nenhuma perspectiva de melhora de vida. Até um documentário tem uma estrutura coerente, coisa que Gomorra passa longe.
Além do mais qual é a grande revelação do filme? A máfia é corrupta e mata qualquer um sem dó e piedade? Mas quem já não sabe disso? Ao contrário de Cidade de Deus ou Slumdog Millionaire, você não é levado para o interior de Nápoles, sua cultura e dia-a-dia. É apenas bombardeado com uma rajada de vida real, com quase nenhuma história ou drama.
Gomorra, a maior farsa do ano.
quarta-feira, março 25, 2009
O casamento dos Trapalhões.
Comprei esse DVD quando fui no Brasil no fim do ano passado. Talvez tenha sido o início da minha fase nostalgia que cada vez ataca mais forte. Só pra ter uma idéia outro dia fiquei assistindo capítulos de Changeman e achando tudo muito massa.
"O Casamento dos Trapalhões", de 1988, é um perfeito exemplo de filme que seria considerado completamente incorreto nos dias de hoje. Sorte que naquela época não tinha disso. Eu cresci assistindo Pica-pau e era fã do Mussum e não é por isso que eu vivia explodindo bombas e bebendo cachaça.
Vamos para uma rápida sinopse do filme:
Didi, Dedé, Mussum e Zacarias são quatro caipiras nojentos que vivem num sítio sozinhos. Didi vai para a cidade procurar uma noiva. Lá encontra Joana e foge com ela para o sítio.
Dedé, Mussum e Zacarias ficam com ciúmes e insistem para ter uma mulher. Na cidade, durante um show do Dominó, encontram moçoilas dispostas ao casamento e fogem com elas, provocando depois uma batalha com o delegado que pede a volta das mulheres para a cidade.
Vamos para 10 fatos politicamente incorreto do filme:
1. Logo no início do filme, quando os personagens são apresentados, Didi abre uma caixa de lembranças da família onde está guardado "dente-de-leite" do Zacarias e o "dente-de-café" do Mussum. Todos caem na gargalhada com a piada racista.
2. Didi vai a cidade à procura da mulher e praticamente rapta Joana, interpretada por Nadia Lippi, levando-a a força para o sítio. Os dois mal se conhecem e já vão se casar porque afinal ele precisa de uma mulher para passar, limpar e por ordem na casa. Machismo latente.
3. Na noite de núpcias, que é no mesmo dia que Didi conhece Joana, os outros três irmão fazem de tudo para ver o que acontece. Voyeurismo total!
4. José Abreu interpreta Expedito, o bandido da história que apenas implica com Didi porque ele é jeca e para isso promove uma guerra com bala e tudo. Tudo conta com a conivência do delegado da região. Detalhe: o vilão usa pochete o tempo todo.
5. Mussum aparece no filme no mínimo umas 4 vezes tomando cachaça, inclusive com a sua namorada, que obviamente adora um "mé". Alcoolismo claro!
6. O carro de Didi, uma pick-up caindo aos pedaços, não tem porta e tem os freios em péssimas condições. Certeza que seria barrado numa blitz por um policial rodoviário.
7. Nadia Lippi posou na Playboy antes de interpretar a heroína do filme.
8. No final do filme, quando Joana está prestes a dar a luz, os maus chegam em bando para aloprar o sítio e Didi deixa sua mulher passando mal de lado para poder lutar junto com o Dominó e os outros Trapalhões. Podiam ter morrido o filho e a mulher por culpa disso.
9. Os integrantes do Dominó usam todos um mullet violento e aparecem de cueca branca no filme.
10. As condições de vida dos quatro irmãos, no início do filme, são muito precárias. Convivem com cabras, porcos e galinhas, além de Didi coar café com a meia suja.
sábado, março 14, 2009
La ventana, de Carlos Sorin

Carlos Sorin, um dos meus cineastas argentinos preferidos (mais dele em outro post), lançou essa semana seu mais novo filme La Ventana.
Diferente dos seus outros filmes, esse não é um road movie. Mas a essência de suas histórias continua a mesma. Histórias e personagens simples, com planos e desejos que podem parecer banais, mas que significam muito para eles.
O curto filme, de mais ou menos uma hora e vinte, conta a história de Antônio que no fim da vida, é assistido por duas empregadas, preso em uma casa de um vilarejo longínquo da Argentina por seu preocupante estado de saúde. Seu filho pianista, muito famoso no exterior, vai o visitar. Todos os seus empregados ajeitam a casa para mostrar o melhor para o tal filho.
O grande trunfo dessa história sem pretensões é nos transportar totalmente para o clima e as vontades do idoso, louco para dar uma volta pelo campo, sonhando com amores passados, mas impedido pelos médicos de sair do quarto. Uma viagem até a simples horta se transforma numa verdadeira epopéia.
Não é o melhor filme de Carlos Sorin, os personagens simples dessa vez não são tão explorados e nem tão cativantes como antes, mas mesmo assim é uma das melhores facetas do cinema argentino.
Aqui um vídeo de uma entrevista pro La Nación.
terça-feira, março 10, 2009
Matinê
Descobri as vantagens das matinês no cinema do Abasto. Sem fila, sem gente boçal no cinema e, o melhor de tudo, é mais barato.
Nesse frenesi cinematográfico estou vendo de tudo um pouco:
Gran Torino
Velho Clint colocando ordem num bairro que é uma baderna. Filmaço. Engraçado ele ganhar em 2004 melhor filme e melhor diretor com "Million Dollar Babby", quando existem filmes muito superiores no seu portifólio.
He's not that into you
Comédia romântica de menininha que recebeu o nome em espanhol de "Simplemente no te quiere", que conta muitas verdades do mundo das conquistas. Elenco estelar com as beldades Jennifer Aniston, Scarlett Johansson, Jennifer Connelly.
Frost/Nixon
Um dos grandes filmes desse ano. Sabe construir um clima de tensão gigantesco em um episódio até então desconhecido para mim. Não é a toa que o cara que interpreta Nixon foi indicado a melhor ator.
Vicky Cristina Barcelona
Quando você vai ver um filme do Woody Allen você espera algo sensacional, coisa que esse filme não é.
Slumdog Millonaire
Ótimo filme, mas mesmo sendo tão bom não merecia tantos Oscars.
Benjamin Button
Pra mim o filme do ano. História única contada com muita propriedade.
Changeling
Em espanhol é O Substituto, em português é A Troca. Angelina Pitt Jolie mandando muito bem num dramão para chorar. Gostei bastante das interpretações de Amy Ryan (The Office), como uma louca, e Jeffrey Donovan (Burn Notice), como o grande calhorda da história.
La cámara oscura
Filme argentino que mostra uma mulher feiosa desde pequena e sua "descoberta" do amor, no fim do século passado em Buenos Aires. Lixo tóxico, lento. O pior dos clichês do cinema argentino
Religulous
Esse não vi no cinema, baixei mesmo. Bill Maher, um apresentador de talk show e comediante americano, juntou-se com o Larry Charles, ex-roteirista de Seinfeld e diretor de Borat, para fazer um documentário sobre religião. Maher é um ateu, mas tem suas dúvidas e isso que ele prega, dando a volta ao mundo entrevistando líderes religiosos e lugares santos. Há ótimos momentos, mas nada reflexivo que tente entender o porquê das religiões e como ela mudou a história do mundo e nos afeta até hoje. Bill Maher tem um ponto de vista e tentar afirmá-lo mostrando o lado mais ridículo da fé.
Fique com o trailer
quinta-feira, março 05, 2009
500 days of Summer
Taí um filme que promete. Zooey Deschannel, a atriz cantora indie da dupla She and Him, em uma comédia romântica cheia de referências musicais. O trailer, por exemplo, começa com uma referência aos Smiths.
É incrível como todo filme da Fox Searchlight Pictures consegue me chamar a atenção. Só pra ter uma idéia: Slumdog Millonaires, The Wrestler, Once, Little Miss Sunshine, Juno e The Savages são todos da mesma companhia.
Quero trabalhar lá um dia!
terça-feira, março 03, 2009
Slumdog portenho
Crianças moradoras da Villa 31, uma perigosa favela com cerca de 50 mil moradores que fica no bairro do Retiro em Buenos Aires, assistiram ao filme Slumdog Millonaire, grande ganhador do Oscar 2009.
Depois da exibição da película, o jornal Perfil conversou com eles sobre as impressões do filme e similaridades com a vida na favela:
"Si me gano un millón en un concurso de la tele ayudo a mis papás a arreglar la casa y me voy de vacaciones a Mar del Plata”
“Yo de acá sé todo, pero si me hacen preguntas de otros países no sé, es más difícil”
“Poné yutub” (Coloca o youtube)
Aqui o link da matéria.
segunda-feira, março 02, 2009
Rock na sétima arte
Muito legal essa iniciativa de se fazer um festival de cinema voltado somente para documentários de rock! É o In-Edit Cinzano que vai rolar esse fim de semana, de 6 a 8 de março, em alguns cinemas da cidade.
Para ver a programação, visite aqui. São vários clássicos. Desde Vinícius de Moraes, passando por The Police, visitando Babasónicos e chegando até clássicos como US vs. John Lennon.
Além disso, no sábado 7, tem o show do megaindie VHS or Beta. Pena que não vai dar pra ir. Estarei em outro show, o do Keane!
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Benjamin X Forrest
Odeio postar coisas que vi em trocentos lugares diferentes, mas dessa não pude escapar.
É ótima a comparação que esse vídeo faz das inúmeras similaridades entre Forrest Gump e Benjamin Button. Vi faz pouco o Benjamin Button e adorei. Filmão com personagens cativantes.
"É exatamente como Forrest Gump, só que sem Aids".
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Good dick
Confesso que gosto de comédias românticas, ainda mais quando elas são nada usuais e fora do padrão. "Good dick" é um clássico exemplo disso, de como há maneiras surpreendentes de contar o mesmo conto de "boy meets girl".
O filme, que recebeu uma indicação ao grande prêmio do júri de Sundance de 2008, é uma comédia de amor bizarra-indie que conta a história um carente atendente de locadora que se apaixona por uma garota depressiva com cara de fantasma, que é fiel consumidora de filmes pornôs.
O casal sem nome se aproximan graças às constantes tentativas e o comportamento stalker do rapaz, desenvolvendo uma relação bizarra de namorados e cúmplices, mas sem beijo ou sexo. Cada um se ajuda à sua maneira. Ela dá um teto pra ele, já ele ajuda a organizar a casa, fazer comida. Os dois se fazem companhia mutuamente, mesmo que isso signifique ver os vídeos pornôs preferidos de cada um. A moça tem sérios problemas psicológicos e o cara é um baita pegajoso, mas aos poucos vão se entendendo.
Não é de se esperar grandes gargalhadas, mas alguns momentos com os amigos atendentes da locadora até que salvam. A atriz que interpreta a depressiva tem uma cara de difunta zumbi que até fico na dúvida de até que parte aquilo é maquiagem mesmo. Por mais que se trate de sexo tão claramente e com diálogos bem engraçados, não há cenas fortes ou impróprias para menores em "Good Dick".
A dupla, além de protagonizar o filme, é responsável pela direção e produção bem low-profile porém honesta. Mariana Palka, a diretora e Jason Ritter, que atuou na finada série The Class, criaram juntos uma produtora e parece que as coisas estão indo muito bem pra eles.
Fiquem aí com o trailer de "Good Dick":
