segunda-feira, dezembro 15, 2008

A maníaca da ilha

Em tempos de crise ainda existe gente que quer trabalhar de graça!

Faz umas duas semanas, um conhecido que trabalha na MTV, que está a apenas duas quadras da FOX, me contou um caso ao mesmo tempo engraçado e estranho. Uma menina invadiu a sede da empresa, dando um migué nos seguranças manés, e foi direto para uma ilha de edição onde começou a trabalhar. Diz ele que quando descobriram, ela foi expulsa e berrou um monte reclamando da injustiça, fazendo um puta escândalo. No dia seguinte tentou invadir de novo, mas dessa vez a segurança agiu.

Esse fim de semana foi a vez da FOX. A louca veio sábado, quando alguns editores estão cortando chamadas, falando que tinha sido mandada para fazer uns trabalhos extras. Entrou numa ilha para editar, começou a fumar e comer uns biscoitos. Quando ligaram pro chefe para confirmar essa história bizarra, afinal sempre avisam quando vem gente nova, descobriram que se tratava de uma desconhecida que logo foi convidada "gentilmente" para sair pelo povo da segurança.

Aos poucos vão aparecendo novas histórias e lendas. Já se sabe seu nome, Vanina, e que ela fez a mesma coisa no C5N, canal de notícias, e no América, canal aberto que fica na quadra do lado onde trabalho.

Trata-se de caso muito estranho. Uma serial workaholic que quer editar promos para todos os canais da cidade! Por que expulsaram a Vanina se ela queria trabalhar de graça???

sábado, dezembro 13, 2008

True Blood

True Blood. Taí uma série que para entender é preciso ver desde o primeiro capítulo. A história de vampiros e humanos que vivem lado a lado tem tantos pormenores que quem pegar o bonde andando não entende nada.

Os vampiros vivem em nossa sociedade e estão exigindo leis que os tratem como qualquer mortal. Eles são discriminados por boa parte das pessoas e recebem apoio das mais liberais. Até aí nada de mais, é bem o que acontece com os X-men, não?

São exatamente os pequenos detalhes da vida vampiresca em conjunto com os humanos numa cidade interior, cheia de rednecks, que chamam a atenção na série. Vamos a eles:

1. Os vampiros são muito bons de cama. Alguns humanos, chamados de vampbangers, tem taras com eles.
2. Quando um humano bebe sangue de vampiro, ele tem seus sentidos aguçados. Ouve melhor, cheira melhor e transa melhor. O "V-juice" é um viagra e suas propriedades, digamos terapêuticas, valem ouro.
3. Logo os humanos fazem armadilhas, com todos aqueles elementos mata-vampiro, para poder drenar o sangue e vendê-lo a muito dinheiro no mercado negro.
4. Sookie, a humana que se apaixona pelo vampiro mallandrão Bill, tem o estranho poder de ler a mente, menos dos dentuços.
5. Para que os vampiros possam viver em harmonia com os humanos existe no mercado um sangue sintético. Assim eles não tem que ficar chupando pescoços alheios. Muitos reclamam da qualidade e do gosto artificial, preferindo ainda o sangue de gente.

Parece um samba de criolo-doido criado pelo Alla Ball, mesmo criador de Six Feet Under e ganhador do Oscar de roteiro original por Beleza Americana, mas é interessantíssimo e muito bem produzido.

Sookie, a humana, é Anna Paquin, uma das atrizes dos X-men e o Bill é o Stephen Moyer, protagonista da ótima série NY-LON.

A série já terminou sua primeira temporada nos EUA e tem garantida a segunda. Estou ainda no terceiro capítulo, mas como curti tanto, logo logo chego ao 12!

Olhem aí o trailer com o que a imprensa americana anda dizendo:

Linha H


Falando em "subte" portenho, hoje pela primeira vez andei na Linha H, a amarelinha. É a mais nova de todas, foi inaugurada em outubro do ano passado o primeiro trajeto de 6 estações e continua uma parte em construção. O projeto diz que ela vai acabar no Retiro, ao lado do centro, passando pela Recoleta.

Como a parte inaugurada é numa parte da cidade que raramente vou, os bairros de Flores, Boedo e imediações, nunca precisei passar por aí. Pois bem, hoje fiz umas baldeações voltando de um Outlet lá na periferia e peguei a Línea H. O ponto final da parte construída é bem na Plaza Miserere, do lado do terminal de trens do Once. É a segunda parte mais feia da cidade, só perde para Constituición.

As estações são gigantescas e muito mais arejadas, sem dar aquela sensação de claustrofobia que muitas dão. Está tudo novinho ainda, bem limpo e quase cheirando a Veja Multi-uso. Mas como nada pode ser perfeito, os trens são velhos e usados anteriormente em outras linhas. A barulheira continua!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Infierno bajo tierra

O metrô de Buenos Aires é o mais antigo da América Latina. Direto escuto isso sendo dito com todo orgulho pela imprensa e pelos nativos portenhos. De fato a linha A, que começa embaixo da Casa Rosada e acompanha boa parte da Avenida de Mayo e depois a Rivadavia é um cartão postal único.

Mas o ser humano se acostuma e tudo aquilo que é bonito perde o encanto quando se torna comum.

Viajar de metrô aqui é o mais perto do inferno que você pode chegar. É embaixo da terra, lotado de gente (muitas vezes fedida) e não tem a mínima ventilação. Usar a linha C, que liga Retiro a Constituicion na hora do rush é emagrecimento na certa. É uma verdadeira sauna.

O serviço, subsidiado pelo governo, cobra ridículos 90 centavos dos passageiros e o serviço é de péssima qualidade. A maioria dos trens é do tempo do guaraná de rolha, a frequência dos serviços varia de acordo com o humor dos funcionários e a limpeza das estações e vagões é bem questionável. Além do mais existe todo um festival de pedintes e vendedores ambulantes, que por mais que você tenha compaixão, enchem o saco.

Hoje os funcionários, que tem salário muito maior que a maioria da população, resolveram fazer mais uma greve. Na verdade foi a interrupção do sistema. Um trem que geralmente vem de 5 a 6 minutos, veio a cada 15, e o inferno foi instalado. As estações que já são bem quentes no verão, alguns graus a mais do que a temperatura na rua, ficaram amontoadas de gente. Muita gente é igual a mais calor. Imagina o cheiro de murrinha que não ficou o lugar. Na superfície a cidade entrou em Chaos. Congestionamentos que trancavam cruzamentos, buzinaços

Felizmente desde que a empresa mudou de escritório não uso mais o "subte". Minha viagem de ida no 168 é religiosa. Buenos Aires é muito mais bonita e fresca na parte de cima.

Acabou o sonho

Depois de dançar no gelo, na água, patinar, dar piruetas no ar, bailar ao som de axé, rumba, tango e chachacha, chegou ao fim a edição 2008 de Bailando por um sueño, do hostess faztudoman Marcelo Tineli.

A ganhadora foi a Pampita, atriz e mega modelo que habita as fantasias de quase todos os homens argentinos. Para aqueles que perguntam da onde ela tirou esses curvas, saibam que a mãe dela é brasileira, de Santa Catarina.

Parabéns para Pampita e muito obrigado por colocar fim à tortura que é ter esse programa na TV.

* é bom ter a foto de uma mulher bonita para contrabalancear essas bundas moles argentinas do post anterior.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Protesto Bunda Mole!

Maurício Macri, ex-presidente do Boca Juniors, cumpriu hoje um ano como prefeito de Buenos Aires.

Manifestantes resolveram passar a mensagem "La ciudad no es tu empresa" de uma maneira não verbal. Pintaram as letras da frase em suas respectivas bundas e baixaram as calças em frente à prefeitura.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Um ano de Cris!

Hoje Cristina Kirchner completa 1 ano no poder da Argentina. E há muito o que comemorar!

Ela conseguiu criar uma crise com o campo, aumentar ainda mais a inflação, brigou com os aposentados e ainda estatizou o sistema de aposentadoria privada no país!

O Aires Buenos, sempre antenado com as últimas tendências da moda presidencial, desde o estilo militar de Hugo Chaves e Fidel Castro ao étnico-cool de Evo Morales, preparou um especial com os melhores modelitos da presidenta Argentina.

Modelo Verão.
Em altas temperaturas é preciso mostrar o corpo. Suar é coisa de pobre, por isso abusar de bracinhos para fora está permitido. Ideal para reuniões informais e para saborear um helado de dulce de leche.

Modelo Étnico

Uma homenagem à verdadeira Argentina. Lhamas e Alpacas, perfeitas para viagens invernais para as pronvíncias de Salta e Jujuy. Estilo e glamour, mas sem esquecer das origens.

Inverno Chic

Como em Buenos Aires não neva e uma temporada em Bariloche e San Martin de Los Andes não é coisa de presidenta, o modelo é recomendado para o inverno europeu. Com acabamento fino e sofisticado, seu uso pode ditar tendências na moda presidencial mundial.

Pink Panter

Feito sob medida para se destacar na multidão. Casa muito bem com inaugurações de grandes empresas, reuniões com empresários e investidores e, é claro, visitas à redação de blogs influentes como o Aires Buenos.

Argentino Presidencial

Com detalhes em tricô e cores patriotas, o modelo consegue ser imponente e humilde ao mesmo tempo. Para falar em cadeia nacional, discursos de 5 horas na Plaza de Mayo, cerimônia de posse e passeios com o Nestor. Perfeito para pegar no mastro em público.

Mas o que nós preferimos é o estilo sem maquiagem, que mostra que um dia a presidenta já foi um bombón!

Cris, aquela apertada que você deu na minha mão foi inesquecível! Te quiero!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Argentina Facts - versão 2

A primeira versão do Argentina Facts foi um sucesso, por isso eles voltaram.

Mais fatos irrefutáveis sobre a Argentina!

Argentina Facts nº 11
95% da música brasileira que toca nos bares brasileiros de Buenos Aires é um axé de 10 anos atrás. Os outros 5% são as músicas que fazem parte do primeiro cd do Só Pra Contrariar.

Argentina Facts nº 12
Aqui Paulinho Moska faz shows lotados e o jogador Silas é herói do San Lorenzo.

Argentina Facts nº 13
Paraguaios e peruanos são tratados como os nordestinos em São Paulo.

Argentina Facts nº 14
Argentinos não engordam. Todas as calorias ingeridas em carnes, sorvetes e media lunas são para alimentar o ego.

Argentina Facts nº 15
Segundo eles, toda brasileira é fácil e todo brasileiro é pegador.

Argentina Facts nº 16
Duas pessoas da cidade já me afirmaram que foram passar férias nas praias de Curitiba.

Argentina Facts nº 17
Em quase todos os estádios não existe placar e raramente se informa público e renda dos jogos.

Argentina Facts nº 18
Fiz gols em todas as peladas que joguei na Argentina. Repito: fiz gols em todas as peladas que joguei na Argentina.

Argentina Facts nº 19
O piquete é um esporte nacional patrocinado pelo governo e praticado por milhares de pessoas.

Argentina Facts nº 20
A crendice popular diz que falar "Menem" traz azar. É como ver um gato preto cruzando a rua. Assim o ex-presidente é conhecido como "El innombrable"

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Carne!


Muito se fala sobre a carne argentina e às vezes parece até exagero, mas posso afirmar que nem tudo foi dito.

A grande verdade é que a culinária argentina tem fama só pela sua carne. Particularmente não vejo nada demais nas massas e as pizzas daqui sofrem de uma tremenda crise criativa. Isso quer dizer: falta de variedade de sabores. É tudo queijo com alguma coisa e é isso. Nada de frango com catupiry, lombinho com champignon ou borda recheada de cheddar.

Uma vez, num jantar com uns americanos, ficamos conversando sobre como tudo é supervalorizado. O fato deles colocarem um pedaço de um animal morto sobre o carvão faz deles grandes mestres culinários? Não é tudo muito exagerado? Talvez.

O incrível é que em qualquer bodega de esquina você pode comer um sensacional pedaço de boi. Hoje mesmo, feriado na Argentina, fui andar pelo bairro e fui no Belen Cafe y Pizza. Pedi um bife de lomo a la pimienta com papas a la crema. Simplesmente sensacional. Um lugar caprichado, mas nada gourmet, muito de bairro e com uma localização um pouco feia até. Corrientes e Boulougne Sur Mer. O fim do Abasto, que não é lindo, e o começo do Once, que é bem judiado.

Outra coisa bastante diferente no momento de se alimentar é a questão do foco! Brasileiro curte um carnaval no prato e põe arroz, feijão, salada, carne, ovo, macarrão e, se estiver num restaurante por quilo, pode ainda colocar um sushi do lado de uma feijoada.

Aqui não. Aqui as pessoas tem foco! Se você for comer carne, é só isso que você vai ter. No máximo umas batatas ali do lado para acompanhar. Isso acaba gerando uma cultura de bifes abissais gigantescos que ocupam um prato inteiro e causam até certa vergonha. Mas aí você olha pro lado e vê um casal de velhinhos caquéticos mandando ver metade de um bezerro e tudo fica tranquilo.

domingo, dezembro 07, 2008

Sospechosamente Light

Se a alegria de pobre dura pouco, a tristeza do rico dura muito?

E a classe-média? Como fica o proletariado em relação a isso tudo? E os chineses e judeus que tem calendários diferentes?

Às vezes me preocupo com os dia arrastados, os minutos que não passam e as madrugadas eternas em claro. Segundo o ditado, sentir que o tempo não passa é sinônimo de pouca felicidade. Talvez estão faltando mais dias em que chego no final e penso "Como passou rápido!". Exatamente esses são os melhores, não?

Não tenho certeza. Vou ter que discordar.

Prefiro o que o Calamaro, o cara mais estáile do rock argentino, diz em "Mi Gin Tonic".

Hay días para quedarse a mirar,
hay días en que hay poco para ver,
hay días sospechosamente light,
hay un deseo que pido siempre que pasa un tren.

Fiquem aí com o clip:

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Top 5 cabelos de técnicos argentinos

O futebol argentino é conhecido mundialmente por 2 coisas: a raça de seus jogadores e suas mais varidas e ousadas propostas capilares.

Como analisar todos os jogadores dos 20 time da primeira divisão ficaria difícil, optei por um Top 5 de desastres capilares dos técnicos.

5. Carlos Ischia (Boca Juniors)
O cara não tem cabelo e até aí tudo bem. Mas a cara que ele faz de "Cordame de Notrecunda" é qualquer coisa de assustadora. Não deixaria minha sobrinha ver esse cara na tv pra evitar pesadelos e noites mal dormidas. Ele me lembra aquele cara que é derretido pelo ácido no final do Robocop. Uma das imagens mais traumáticas da minha infância.

4. Mostaza Merlo (Barcelona de Guayaquil)
O cara treina um time do Equador mas é argentino. Adivinhem porque chamam ele de Mostarda? Olha só a cor que ele pinta suas madeixas? Lembro que o nosso amável Emerson Leão pintou seu cabelo uma época, mas depois de um tempo desistiu e optou pelo grisalho natural. Boa, Leão. Já o Mostaza insiste no erro.

3. El "Turco" Mohammed (Colón)
Não é só o cabelo com luzes que chama atenção mas toda a composição do personagem. O cara simplesmente fuma charuto durante o jogo. Além do mais, sempre está com um terno estáile e, muitas vezes, com uma boina e um cachecol. O cara é fashion, meu povo!

2. Basile (Ex Seleção Argentina)

Não existe explicação, somente especulação. O que afinal ele coloca na cabeleira pra ela ficar retinha assim e ainda com aquele mullet no final milimetricamente ajeitado? Seria brilhantina? Algum produto da máfia. Só um exame de DNA para acabar com as dúvidas.

1. Gorosito (Novo técnico do River)
O cara é uma espécie de Biro-biro wannabe. Seus cabelos desregrados pululam em campo enquanto ele passa as orientações táticas. Um verdadeiro trendsetter da moda capilar futbolística do lado de cá do rio da Prata.

Especial Rock de Curitiba: 6 - Copacabana Club

Aproveitando o gancho que ontem foi publicada na Ilustrada da Folha uma bela nota sobre o Copacabana Club, aqui vai a entrevista com a Claudinha, a baterista do grupo.

Infelizmente, ao contrário das outras bandas entrevistadas pelo Aires Buenos, nunca vi um show deles. São do meu período pós-Curitiba. Mas mesmo tendo um ano de idade e lançado até agora só o EP "King of the night", conseguiram conquistar uma pequena legião de fãs admiradores não só na cidade. As músicas são do tipo que não deixam ninguém parado, extremamente acessíveis e com refrões poderosos, provando que o indie rock não é um gueto. Ele pode ser pop!

Na entrevista, a baterista Claudinha Bukowski fala de como surgiu a banda, do público de Curitiba, dos shows, blogs e sobre seu passado como cover da Meg White.

Música dançante não é sinônimo de axé, abadás e coreografias toscas, meu caros! Leiam!

1. De onde veio à idéia de formar uma banda com músicas dançantes? Como é ser uma banda assim em Curitiba, onde a ginga e a malemolência é quase zero?

A idéia de montar a banda veio de uma conversa do Alec com o Luli. O Alec tinha morado um tempo em Londres e voltou para Curitiba cheio de idéias, querendo montar uma banda com músicas animadas, coisas que funcionassem na pista. Então eles falaram comigo, Camila e Tile. Todos gostaram da idéia e depois de algum tempo (e muitos ensaios) a banda foi batizada de Copacabana Club. Olha, concordo que Curitiba não é a capital da ginga, mas o pessoal por aqui não deixa a desejar. Os shows do Copacabana são muito animados e agitados, e isso se deve tanto a banda quanto a empolgação do publico. Estamos mais preocupados em fazer o público pular e se divertir da pista e, com ou sem ginga, parece estar dando certo.

2. Você já participou do White Strippers e outras bandas. Na sua opinião o público curitibano ficou mais receptivo e os lugares para show melhoram nos últimos tempos? Rola um pequeno frenesi pelo Copacabana Club, não?

O público definitivamente está mais animado. Voltou a ter curiosidade de assistir shows, tanto de bandas locais como bandas de outros estados. Com relação aos lugares, infelizmente acredito que a situação continua a mesma, se não estiver pior. Ainda são poucos os bares em com uma boa infra-estrutura e os espaços de médio porte fecharam. Mas acredito que aos poucos, com o público mais animado e as bandas trazendo um pouco mais de retorno financeiro, os espaços para show terão condições de melhorar suas instalações e equipamentos. Já existem bares de Curitiba fazendo reformas se preparando para receber melhor as bandas. Torço para que os outros sigam o exemplo. As bandas, o público e os próprios estabelecimentos só tem a ganhar com isso. Eu não sei se eu chamaria a atual situação do Copacabana de “frenesi”, mas eu sei que o retorno que estamos tendo na mídia, blogs e principalmente com o público é algo que eu não tive com outras bandas. Estamos nos dedicando cada vez mais a banda para manter o mesmo ritmo de shows e trazer músicas novas para manter a animação e curiosidade do público.

3. Vocês tiveram uma ótima recepção na blogosfera brasileira, como foram recebidos aí na mídia tradicional de Curitiba?

A recepção dos blogs realmente nos surpreendeu. A mídia tradicional foi menos intensa que os blogs, mas ainda assim acho que foi acima do esperado. Principalmente em outras cidades. Fomos entrevistados pela Folha de Londrina assim que foi lançado o MySpace e quando fizemos o show em Florianópolis saíram matérias em 2 jornais e fomos entrevistados pro uma rádio local.

4. E vi que já andaram fazendo umas viagens pro rio. Foram pra outros lugares tb? Eles se surpreendem a ver uma banda tão diferente do que é eles consideram "música do sul"?

Estamos fazendo o possível para divulgar o Copacabana no maior número de cidades possível. Já tocamos no Rio de Janeiro, Florianópolis, em um festival em Santa Maria e no fim de novembro estivemos em São Paulo. Eu acho que o público que tem acompanhado a cena musical alternativa no Brasil nos últimos anos percebeu que está cada vez mais difícil “rotular” as regiões e esperar um determinado tipo de música específica de cada lugar do país. Acho que o público se surpreende com o Copacabana Club assim como se surpreende com outras bandas que surgiram recentemente, não pelo tipo de música ou pela região, mas pelo aparecimento de um número significativo de bandas de qualidade nos últimos anos dando maior “densidade” ao cenário alternativo.

5. Qual a importância do James pra banda?

Eu acredito que essa resposta seria diferente se você fizesse essa pergunta para cada um dos integrantes da banda. Pessoalmente, o James e as pessoas que eu conheci freqüentando o bar foram absolutamente fundamentais na minha decisão de me tornar DJ e depois baterista. Acho que todos concordariam que o bar foi essencial em diversos aspectos. Eu pelo menos conheci todos os integrantes do Copacabana Club lá. Também foi no James que o Alec e o Luli sentaram pra conversar sobre a banda, me convidaram pra ser baterista, e foi lá que realizamos o nosso primeiro show. Na minha opinião o Copacabana Club nasceu no James e sempre vai ter uma ligação muito especial com o bar.

6. Como as músicas foram compostas? Fale sobre mais sobre o papel de cada um na banda.

Todos participam na composição das músicas. Alguém surge com uma idéia inicial e todos começam a trabalhar em cima dessa idéia... e geralmente o resultado acaba ficando muito diferente do que havia sido imaginado no início, por isso acredito que a composição no Copabana é um processo coletivo. Já as letras são sempre da Camila ou do Alec.

7. Planos para novo cd, 2009, turnês???

Planos temos muitos, espero que a gente consiga realizar pelo menos a maior parte deles. Já temos convites para tocar em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis em 2009. Conversamos com o pessoal de outras cidades do Paraná (Londrina, Maringá e Ponta Grossa) e outros estados, acredito que boa parte dessa conversas deve resultar em shows do Copacabana Club em lugares que ainda não tivemos a oportunidade de tocar. Já voltamos para o estúdio, estamos gravando mais duas músicas. Esperamos conseguir gravar um CD completo, mas se for financeiramente inviável pelo menos mais um single já está garantido.

8. Pra finalizar, como era para você ser baterista de uma banda cover do white stripes, que tem uma baterista muito meia boca?

Na verdade, eu preciso confessar que era um alívio, hahahaha. O White Strippers foi minha primeira banda, no nosso primeiro show eu não tinha nem meia dúzia de aulas de bateria e tocava a apenas uns 4 ou 5 meses. Se fosse mais complicado do que aquilo, acho que eu teria desistido no meio do caminho. Eu fui tocar bateria por livre e espontânea pressão do meu melhor amigo que disse que eu era péssima no violão, hahahaha. Ele queria que eu tocasse bateria para a gente montar uma banda. Como não achamos mais ninguém que quisesse tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderíamos ser só os 2. Pra minha sorte e alegria, o Rafael Dal-Ri (vocal e guitarra no White Strippers) não só era genial como guitarrista (imagine o quanto ele tinha que ser genial pra segurar uma banda que a baterista só tinha 5 aulas!), mas também era inacreditavelmente paciente e sempre me deu o maior apoio enquanto eu era pra lá de mais ou menos. Ou seja, nós éramos o cover perfeito do White Stripes: o vocal e guitarra eram a banda em si, enquanto a bateria... bom, a bateria estava lá, hahahaha. Não temos tocado com muita freqüência, mas sempre ressuscitamos a banda quando temos algum convite para shows. Eu tenho um carinho enorme pelo White Strippers, jamais teria me tornado baterista sem a banda.

Myspace: http://www.myspace.com/copacabanaclubmusic
Blog da banda: http://www.copacabanaclub.blogspot.com/

E aqui o clip de Just do it no Poploaded do Ig.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Encontro na Casa Rosada

Ingrid, Cristina e Madonna juntas. Isso foi ontem na Casa Rosada.

Horas mais tarde seria anunciado o cancelamento do primeiro show de Madonna na Argentina.

O azar veio de quem?

terça-feira, dezembro 02, 2008

Cordilheira

Desde que o Daniel ficou hospedado aqui em casa faz umas semanas, por causa do Filba (Festival Internacional de Literatura de Buenos Aires), fiquei curioso para ler seu livro Cordilheira.

É o primeiro da coleção Amores Expressos, onde cada escritor foi mandado para uma parte do mundo para escrever uma histórias de amor. No caso de Cordilheira, o cenário da história é Buenos Aires e exatamente isso me chamava tanta atenção. Como um cara que não mora aqui retrataria a cidade?

No livro, Anita é uma escritora que acaba de terminar com o namorado e ainda se recupera do impacto do suicídio de uma amiga. No meio disso ela recebe um convite para promover seu livro em Buenos Aires e acaba conhecendo Holden, um fã de sua obra que tem um grupo de amigos que fazem parte de um tipo de seita literária bizarra. Ela está louca para engravidar e pensa que essa é a oportunidade ideal para isso.

Posso dizer que está tudo lá. O cara teve o dom de não cair em clichês sobre Buenos Aires e vai muito além, falando de lugares e coisas que os porteños realmente vivem, e não os turistas. Desde a descrição de um argentino intelectualóide típico, dos taxistas, dos locutórios, do lixo do lado do murinho da Costanera Sur, do bar do Roberto em Almagro, do bar do Gallego em Palermo, das ruas de San Telmo e da milonga La Catedral. Interessante é até reconhecer personagens como o bigodudo da Ugi's, pizzaria barateira há duas quadras daqui de casa, que coloca o orégano com a mesma mão que recolhe o dinheiro. Falando nisso, olha ele aí!

ugis

Um oscar para Kirsten Dunst

Por mais que digam que ela é uma versão loira cabeluda do Billy Corgan, sou fã da Kirsten Dunst. Chega a ser uma adoração adolescente, mas devemos nos permitir coisas assim.

Estou pensando em começar uma campanha chamada Um Oscar para Kirsten Dunst Já!

Recentemente ela entrou num Rehab para largar o álcool. Como eu quero te dar um abraço, Kirsten!

Aqui meus 5 personagens preferidos dela.

05 - Lux Lisbon - Virgens Suicidas (1999)


Foi com esse filme que ela começou a chamar atenção do cinema. Deixou de ser a menininha de covinha de Jumanji para se tornar aquela bela atriz adolescente que deixa corações ofegantes por onde passa.

04 - Mary Jane - Spiderman (2002)


Talvez o papel por qual ela é mais conhecida mundialmente. Aquele cena do beijo no final do filme se tornou um clássico. Mary Jane é apaixonante.

03 - Maria Antonieta (2007)

Um dos seus últimos filmes. Já consagrada mundialmente, ela participa dessa espécie de filme de época em ritmo de video clip indie, dirigido por Sofia Coppola, mesma diretora de Virgens Suicidas. Ela é uma vaca como rainha, mas tudo bem. Ela pode. Kirsten criando tendência no mundo da moda e tudo isso com essência de alfazemas dos campos franceses.

02 - Claire Colburn - Elizabethtown (2005)

Difícil deixar esse personagem em segundo lugar. Analisando friamente, Elizabethtown não é um filme bom. A história é chinfrim e o protagonista não é carismático, mas tem Kirsten no papel de Claire Colburn e isso basta. Uma personagem que é uma utopia de mulher. Linda, simpática, prestativa, com uma leve carência e disposta a mudar a vida do cara. Suspiro toda vez que revejo esse filme .

E claro, ela tem sempre uma frase de efeito na ponta da língua. Minha preferida é:

Trust me. Everybody is less mysterious than they think they are.

01 - Mary - Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004)

Mary ganha da Claire de Elizabethtown por pouco. Talvez pela cara que ela faz depois que descobre que já havia tentado antes apagar o "Doutor" do seu cérebro e voltou a se apaixonar. É qualquer coisa de partir o corazón. Dá vontade de atravessar a tela para estar com ela no filme nesse momento. Tentei umas duas vezes, mas acabei com um galo na testa.

Além do mais é um filme sensacional e, mesmo não tendo um papel importante, ela consegue ser relevante na história. I Love you, Mary!

A banda inglesa Daniel Flay & The Irreparable Guilt fez uma música em homenagem a minha musa. Uma pérola pop com violões, violinos, violoncelos com uma quebradeira no final. Só não concordo quando ele diz na última linha da música "Kirsten Dunst, you must be worth a million bucks".

Kirsten is priceless!

Kirsten Dunst - Daniel Flay & The Irreparable Guilt

Slowly, we are bad news - passing out in bars, drinking, driving and soulless, crying tears of love. What's happened to us?"

Do you still play guitar?" Like you thought I would give up.

"There are millions of people in this world, but in the end it all comes down to one."

- Kirsten Dunst, you must be worth a million bucks.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Uruguay 1 Brasil 1


O El Cuarteto de Nos é, de longe, a banda em lengua española que mais gosto.

Suas letras inteligentemente bizarras são ao mesmo tempo engraçadas e muito verdadeiras.

Já vi os caras ao vivo umas 4 vezes aqui em Buenos Aires desde que eles estouraram em 2006 como o cd Raro. Os shows são muito bons e é muito estranho já que os integrantes são uns velhacos e o público é bem mais jove.

Hoje baixei uma música das antigas deles que se chama Uruguai 1 Brasil 1, do cd El Tren Bala de 1996, e conta a história de um uruguaio que vai pra Porto Alegre ver um jogo de futebol entre sua seleção e a do Brasil.

A música, que não é das melhores deles, tem um ritmo de sambinha manco, e conta na letra que O Uruguai ganho a jogo, mas sua mulher o trai com um brasileiro.


Uruguay 1 Brasil 1 - El cuarteto de Nos

Yo me fui de vacaciones con mi novia a Porto Alegre
aprontamos las valijas y nos tomamos el TTL,
era día de partido, jugaba Uruguay-Brasil
pero llegamos tarde y no lo pude ver ni oir,
me bajé en la rodoviaria y a un tipo le pregunté:
"¿cómo salió el partido me pode decir vocé?

El brasilero lloraba así: "ganó Uruguai perdió Brasil".

Para Globo y Bandeirantes todo era una pesadilla
ganó Uruguay 1 a 0, en la hora y de rodilla.
A festejar con mi novia fui esa noche de roteiro
comimos camarones y chupamos Velho Barreiro,
pero tomé demasiado y creo que me emborraché
y mientras me iba cayendo me acordaba del tipo aquel.

El brasilero lloraba así: "ganó Uruguai perdió Brasil".
El brasilero lloró.

Me desperté al otro día, solo estaba en el hotel
y de lo que pasó esa noche nunca más yo me acordé,
en eso sentí unas risas, y a la ventana me asomé
y vi que era el brasilero a los besos con mi mujer.

La desgraciada gritaba así: "perdió Uruguay, ganó Brasil".


Me volví en la TTL con la cabeza gacha
pensando que la vida como el futbol da revancha
pero evaluando el resultado creo que tan mal no me fue
empate de visitante al fin y al cabo yo saqué.

Y cuando llegaba gritaba así: "empató Uruguay, empató Brasil".

El brasilero lloró.
Madurerira lloró.
El brasilero lloró.

domingo, novembro 30, 2008

14.825,7 coisas que odeio em você

Talvez a coisa que mais odeio em Buenos Aires, tirando o cu-doce das mulheres, os penteados, o calor, os taxistas, os ônibus velhos, o metrô, a pretensão artística, a falta de arroz quente, os poucos amigos, a antipatia das pessoas, a falta de moedas, os piqueteiros, os garçons, a inflação, o verão, os emos, os floggers, a moda dos anos 80, a cumbia, o pomelo, os canais de jornalismo, as filas, a burocracia geral, o Boca Juniors e o Marcelo Tineli, é a densidade demográfica desse lugar.

Só para ter uma idéia, segundo a Wikipedia, Buenos Aires tem 14.825,7 habitantes por quilômetro quadrado. São Paulo tem a metade: 7.175,4, Curitiba tem 4.111,9 e Santos 1.492,3. É muita gente pra pouco espaço, meu povo!

No supermercado, no shopping, no kiosco. Para onde quer que eu vá tem um monte gente. Tem um monte gente onde quer que eu vá. Andar pelas calçadas de algumas avenidas é como dirigir o carro na hora do rush. Você acelera, desacalera, ultrapassa, anda pelo acostamento, freia e muitas vezes tem até que parar para dar a preferência. Só que ao contrário do trânsito, não existem placas, pisca-pisca ou faixas preferenciais para os mais lentos.

Talvez isso seria uma boa idéia! Já presenciei vários xingamentos, freiadas bruscas e até algumas colisões nesse engarrafamento de gente. Fica aí a sugestão para os próximos governantes. Organizem o trânsito de gente nesse lugar!

In my place

Madrugada de Buenos Aires, fila de uma "náite".
Pessoas exageradamente arrumados numa fila, 90% homens. A nova moda entre roupas masculinas na Argentina é o decote. Sim, o ridículo não tem limite. É uma gola em V que deixa todos os pêlos a mostra.
Um cara sai da fila, põe o pinto pra fora e começa mijar tranquilamente do meu lado.
Definitivamente aquele lugar não era para mim.

Galeria de arte de Palermo, noite qualquer.
Pessoas discutem sobre algo inútil que não tem a mínima importância para nada e a influência que esse nada possa ter na sociedade. Penso que talvez eu deveria ter seguido os insistentes conselhos do meu pai e ter feito vestibular pra Direito. Pelo menos assim eu evitaria esse tipo de papo.
A arte ou a pseudo-arte não é para mim.

Blog de publicidade conhecido no mercado.
Discussões e comentários sobre um agência que entregou revistas congeladas para os assinantes como parte de uma ação de não sei qual cliente. Se eu pagasse a assinatura de uma revista e ela viesse congelada pelo correio isso ia me deixar muito puto.
Isso também não é para mim. A publicade é a arte do trocadilho.
Mas pera aí. Você não é publicitário ou algo assim?
Exatamente. Sou algo assim. Mas às vezes tem tanta discussão sem sentido e valorização de coisas que não entendo.

Lembrei daquela música do Pato Fu que diz Vai diminuindo a cidade / Vai aumentando a simpatia / Quanto menor a casinha / Mais sincero o bom dia

Show da Juana Molina, Planetário de Buenos Aires.

Cheiro forte de "marijuana" no ar. A cantora pede uma salva de palmas para a lua.
Todos aplaudem.
Hippies, gritos de legalize já, brincos de pena e filtro de sonhos também não são para mim.

Concluindo.
E nessas de saber exatamente o que não é para mim, vou percebendo que não tenho a mínima idéia daquilo que é.
Estou pensando em me tornar um escritor, de preferência daqueles famosos. Falando nisso estou adorando a biografia do Paulo Coelho.


sexta-feira, novembro 28, 2008

The Bobs.

Ontem saiu a votação do The BOBs, que é uma espécie de Oscar dos Blogs feito pela Deutsche Welle.

O prêmio para o melhor blog em português foi para o Querido leitor, da Rosana Hermann. Achei uma pena A Nova Corja, em que votei, não ter ganhado. Eles sim de verdade produzem conteúdo próprio e conseguem tornar o noticiário político uma coisa realmente interessante.

Já quem ganhou o de melhor em espanhol foi o Bestiaria, da argentina Carolina Aguirre. De tão famosos, seus textos já foram transformados em um livro com o mesmo nome. Confesso que nunca tinha ouvido falar sobre até ontem.

Interessante notar a grande diferença entre os dois blogs ganhadores. Enquanto o da brasileira é um apanhado de tudo, que repete as mesmas notícias de celebridade e últimos gadgets que estão na Folha, Ig, G1 e Uol, o da argentina é uma espécie de diário de solteira com todos os problemas e anseios de quem chegou nos seus 30 anos.

Ai que sono.......

5 filmes que deveriam ter mais fama

5. Eurotrip
Ok, esse filme não é nada digno de Oscar, mas de todas essas comédias adolescentes é uma das melhorzinhas.

Basicamente um bando de amigos fazendo um mochilão pela Europa. Várias piadas boas e outras nem tanto.

Além do mais há a participação do Matt Damon como um cantor de uma banda de rock e do Vinnie Jones, aquele malzão de Snatch, como um torcedor fanático do Manchester United.

4. Histórias Mínimas
Esse eu até entendo que seja pouco conhecido, afinal é argentino. De qualquer maneira, Histórias Mínimas é um clássico.

Três histórias que se cruzam. Um vovô que sai em busca do cachorro que fugiu porque está magoado com ele, um tiozão que leva um bolo de aniversário para o filho de sua pretendente e uma humilde mãe de família que vai participar de um concurso de tv. Tudo isso acontecendo na longínqua Patagônia, onde a modernidade demora a chegar.

O diretor Carlos Sorín é de longe o meu cineasta argentino preferido.

3. Bad Santa (Papai Noel às avessas)


Está aberta a temporada de caça aos tradutores de nome de filme. É incrível como eles se esforçam para deixar o título com cara de Sessão da Tarde.

Billy Bob Thornton é um bêbado, que junto com seu amigo anão, percorrem diferentes cidades roubando os shoppings onde eles trabalham como Papai Noel e duende.

Com cenas que beiram a surrealidade e diálogos engraçadíssimos, o filme é dirigido pelo Terry Zwigoof, um dos cineastas mais indies que já ouvi falar. Além dessa pérola cinematográfica do Bad Santa, o cara dirigiu Crumb, Art School Confidential e Ghost World. Nesse último, em que atua uma Scarlett Johansson pueril, o cara teve uma indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado.

2. Stay (A passagem)


Ewan Mcgregor, Naomi Watts e Ryan Gosling num filme dirigido pelo competente Marc Foster.

Esse filme sobre experiências pós morte, ou pré morte, tinha tudo pra ser um sucesso do tipo "Brilho Eterno" mas não foi. É bem do tipo que você sai do cinema pensando o que foi tudo aquilo e se não chega a nenhuma conclusão acha o filme uma bosta.

Simplesmente adoro a edição e a transição de cenas.

1. Love Liza

Philip Seymou Hoffman interpreta um cara que não tem coragem de ler a carta de suicídio que a sua mulher deixou.

Triste, freak e engraçado em certas maneiras. Ele acaba arrumando um amigo disfuncional e se viciando em cheirar gasolina.

Roteiro escrito pelo irmão do Hoffman e dirigido pelo Todd Louiso, o cara que interpreta o Dick em Alta Fidelidade.

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