Descobri as vantagens das matinês no cinema do Abasto. Sem fila, sem gente boçal no cinema e, o melhor de tudo, é mais barato.
Nesse frenesi cinematográfico estou vendo de tudo um pouco:
Gran Torino
Velho Clint colocando ordem num bairro que é uma baderna. Filmaço. Engraçado ele ganhar em 2004 melhor filme e melhor diretor com "Million Dollar Babby", quando existem filmes muito superiores no seu portifólio.
He's not that into you
Comédia romântica de menininha que recebeu o nome em espanhol de "Simplemente no te quiere", que conta muitas verdades do mundo das conquistas. Elenco estelar com as beldades Jennifer Aniston, Scarlett Johansson, Jennifer Connelly.
Frost/Nixon
Um dos grandes filmes desse ano. Sabe construir um clima de tensão gigantesco em um episódio até então desconhecido para mim. Não é a toa que o cara que interpreta Nixon foi indicado a melhor ator.
Vicky Cristina Barcelona
Quando você vai ver um filme do Woody Allen você espera algo sensacional, coisa que esse filme não é.
Slumdog Millonaire
Ótimo filme, mas mesmo sendo tão bom não merecia tantos Oscars.
Benjamin Button
Pra mim o filme do ano. História única contada com muita propriedade.
Changeling
Em espanhol é O Substituto, em português é A Troca. Angelina Pitt Jolie mandando muito bem num dramão para chorar. Gostei bastante das interpretações de Amy Ryan (The Office), como uma louca, e Jeffrey Donovan (Burn Notice), como o grande calhorda da história.
La cámara oscura
Filme argentino que mostra uma mulher feiosa desde pequena e sua "descoberta" do amor, no fim do século passado em Buenos Aires. Lixo tóxico, lento. O pior dos clichês do cinema argentino
Religulous
Esse não vi no cinema, baixei mesmo. Bill Maher, um apresentador de talk show e comediante americano, juntou-se com o Larry Charles, ex-roteirista de Seinfeld e diretor de Borat, para fazer um documentário sobre religião. Maher é um ateu, mas tem suas dúvidas e isso que ele prega, dando a volta ao mundo entrevistando líderes religiosos e lugares santos. Há ótimos momentos, mas nada reflexivo que tente entender o porquê das religiões e como ela mudou a história do mundo e nos afeta até hoje. Bill Maher tem um ponto de vista e tentar afirmá-lo mostrando o lado mais ridículo da fé.
Fique com o trailer
terça-feira, março 10, 2009
Matinê
sábado, março 07, 2009
Perón pedófilo, Evita vagaba.
O ex-presidente argentino é um ditador de pinto pequeno, que pega virgenzinhas e depois faz com que elas abortem. Já Evita é uma vadia que libera geral e ajuda os nazistas, tudo sob orientações do Papa. Buenos Aires é uma cidade que fede a fumaça de carros, cigarro, café, carne e dinheiro.
Tudo isso pode ser encontrado en "A quiet flame", um dos últimos livros do escocês Philip Kerr, lançado no ano passado.
Garantia de muita polêmica pela frente aqui por esses lados. Mais aqui.
sexta-feira, março 06, 2009
Camera Obscura - My Maudlin Career

O Camera Obscura acabou de lançar seu mais novo cd, chamado de "My Maudlin Career". Comparado aos anteriores como "Let's get out of this country", é um pouco mais sombrio, mas mesmo assim tem momentos mais UP como em "French Navy", a música que abre o cd
Dou aqui 5 razões para você gostar de "My Maudlin Career"
1. A vocalista
Nada é mais blasé que a voz da vocalista, Tracyanne Campbell. Ela tem um tom de quem parece que não está muito afim de cantar que encaixa muito bem nesse estilo pós Belle and Sebastian da banda.
2. Cordas e baterias "papa pa"
Arranjos de Violino e violoncello em quase todas as canções, construindo um clima único. Fora as baterias no mais clássico ritmo "papa pa, papa pa", que o batera do Los Hermanos sempre fazia. Para meio entendor, espeto de pau. A música "The sweetest thing" resume bem essas duas coisas.
3. Xilofones
Músicas com xilofones, como "Swans" desse cd, merecem atenção especial.
4. Aprenda sobre mulheres
A vocalista compõe a maioria das músicas e dá pra você tentar compreender esse mundo feminino. Só tentar, porque você nunca vai entender completamente. Frases como "I was criticized for letting you breake my heart" podem até soar legal, mas qual o sentido mesmo? Ou quando ela fala "I don´t think that I should see you again" em "Careless love" podem te ajudar a evitar levar um fora legal.
5. Não é Emo
Convenhamos, existe uma linha bem tênua entre o sentimentalismo e o Emo. Ouvir Camera Obscura é bem sentimentalóide, e às vezes é muito bom escutar algo assim. Melhor ainda quando isso não te transforma em um emo.
Dá pra ouvir algo aqui no site oficial da banda:
http://www.camera-obscura.net/
quinta-feira, março 05, 2009
Burbujas de amor
Fiquei muito decepcionado ao saber que o clássico do cancioneiro popular Borbulhas de Amor é apenas uma versão do nosso Fagner.
A original é do Juan Luis Guerra, um musico dominicano bem dos bregas, latinaço.
Veja aí o clip e cante junto: Quisiera ser un pez!
500 days of Summer
Taí um filme que promete. Zooey Deschannel, a atriz cantora indie da dupla She and Him, em uma comédia romântica cheia de referências musicais. O trailer, por exemplo, começa com uma referência aos Smiths.
É incrível como todo filme da Fox Searchlight Pictures consegue me chamar a atenção. Só pra ter uma idéia: Slumdog Millonaires, The Wrestler, Once, Little Miss Sunshine, Juno e The Savages são todos da mesma companhia.
Quero trabalhar lá um dia!
quarta-feira, março 04, 2009
terça-feira, março 03, 2009
Slumdog portenho
Crianças moradoras da Villa 31, uma perigosa favela com cerca de 50 mil moradores que fica no bairro do Retiro em Buenos Aires, assistiram ao filme Slumdog Millonaire, grande ganhador do Oscar 2009.
Depois da exibição da película, o jornal Perfil conversou com eles sobre as impressões do filme e similaridades com a vida na favela:
"Si me gano un millón en un concurso de la tele ayudo a mis papás a arreglar la casa y me voy de vacaciones a Mar del Plata”
“Yo de acá sé todo, pero si me hacen preguntas de otros países no sé, es más difícil”
“Poné yutub” (Coloca o youtube)
Aqui o link da matéria.
segunda-feira, março 02, 2009
Rock na sétima arte
Muito legal essa iniciativa de se fazer um festival de cinema voltado somente para documentários de rock! É o In-Edit Cinzano que vai rolar esse fim de semana, de 6 a 8 de março, em alguns cinemas da cidade.
Para ver a programação, visite aqui. São vários clássicos. Desde Vinícius de Moraes, passando por The Police, visitando Babasónicos e chegando até clássicos como US vs. John Lennon.
Além disso, no sábado 7, tem o show do megaindie VHS or Beta. Pena que não vai dar pra ir. Estarei em outro show, o do Keane!
domingo, março 01, 2009
Outra visão de Buenos Aires

De vez em nunca dou um tour por blogs de gringos vivendo em Buenos Aires. É interessante ver como as outras pessoas encaram a cidade e como as opiniões podem ser tão opostas da minha. A maioria é muito menos crítica e com um maravilhamento que nem sempre consigo entender.
Os blogs mais famosos em inglês são o Buenos Aires - City of faded elegance e o God Airs. Também tem o The Argentine Post, que é bem profissional, com entrevistas e várias notícias.
O Fabiano deu a dica do Taxi Gourmet, de uma jornalista americana que atualmente mora em Buenos Aires. A cada semana ela pega um táxi e pede pra que o taxista a leve para um restaurante novo, o qual ele frequenta. Os textos são ótimos e as dicas gourmet parecem ser de muito bom gosto, ideal para quem odeia o circuito moderninho de Palermo e Las Cañitas onde você paga mais pelo estilo do que pela comida.
A autora do blog foi tema de matéria da Folha, do The Washington Post, do La Nación, nesse último explica o projeto e fala que "El taxista porteño tienen un lado filosófico bastante pronunciado y opiniones bien formadas sobre política, economía, cultura y sociedad".
Concordo que os taxistas podem ter uma filosofia própria, mas dizer que eles tem opinões políticas bem formadas é um tanto quanto ingênuo. A maioria das opiniões políticas que ouvi, em minhas inúmeras viagens, foram de puro preconceito e radicalismo. Culpam os favelados, peruanos, bolivianos e propõe cada absurdo que nem dá pra escrever. Vai ver a moça pegou táxi apenas com aqueles sensatos! De qualque maneira, vale muito a pena a leitura desse blog.
sábado, fevereiro 28, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Mudança de direção
Uma das maiores qualidades do povo argentino é a capacidade de se que eles tem de se unir, protestar e fazer que sua voz seja ouvida.
Ano passado, no conflito dos agricultores contra o governo, milhares de pessoas saíram às ruas para manifestar uma opinião totalmente contrária ao governo. A presidenta engoliu com desgosto e sua medida impopular não foi aprovada.
O problema é que se protesta demais e por qualquer coisa, tenha as pessoas razão ou não. O pior é que e a pessoa ou instituição que teria que ouvir esse reclamo quase nunca o ouve de fato. Pessoas estão sem teto? Interrompe-se um viaduto. Um passageiro nervoso pelo metrô péssimo e fedido agride um funcionário? Para-se todo o sistema na cidade e milhões de pessoas são afetadas. Que tal chamar a polícia? O prefeito propões a implementação de faixas exclusivas para ônibus em uma avenida e quase se instala uma guerra entra táxis e coletivos.
Lembro que uma vez pessoas se juntaram às 3 da manhã para bater panela, protestando contra os constantes cortes de energia que aconteceram no verão. Faz sentido isso? Garanto que o gerente da companhia de luz estava bem longe com seu sono intacto. Eles só conseguiram acordar toda a vizinhança.
Hoje, a importante Av. Pueyrredon se tornou mão dupla em algumas quadras. Uma medida do governo para que o trânsito flua melhor. Obviamente um bando de gente saiu a protestar contra isso. Afinal, uma avenida virar mão dupla é algo que pode prejudicar a todos de maneiras várias, não? Não! Vão caçar serviço e arranjar coisa o que fazer!
Estou longe de ser a pessoa mais calma do mundo, mas parece que aqui todo mundo está sempre pronto a tacar uma pedra, pronto para um arranca-rabo. O taxista para o carro e desce para brigar no trânsito. O dono de um quiosco bate-boca se você não tem dinheiro trocado. O motorista do ônibus dá uma bronca porque no velhinho que, coitado, não tem agilidade na hora de colocar suas moedinhas na máquina. Tato, bom-senso? Tá em falta. Sabe como é, a crise!
Mais sobre a reclamação da mudança de direção aqui.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Only the names have been changed
Postar em uma quarta-feira de cinzas sobre um cd solo do vocalista do Stereophonics, que foi lançado de forma obscura em 2007, mostra toda minha ginga e folia.
Kelly Jones conseguiu fazer o que muitos músicos pensam em fazer, uma espécie de Alta Fidelidade para ouvir. Todos as 10 faixas do cd "Only the names have been changed" tem nomes de mulheres. Se são suas ex-namoradas ou demônios, ninguém sabe, mas garanto que depois de gravar isso ele deve ter se sentido mais leve.
Um cd para fãs, acima de tudo. São gravações bem low-profile, a maioria violão e voz, e com aquele tão característico vocal rasgado de Jones, com tímidos acompanhamentos de cordas e bateria.
Quem conhece Stereophonics já está familiarizado com as músicas onde se contam causos e parecem quase mini roteiros, com início, meio e fim. Em "Only names have been changed" a fórmula é quase a mesma, mas com um tema exclusivo: muchachas. Não são músicas apaixonadinhas, mas sim histórias, quase sempre reais, contadas e cantadas pelo Kelly Jones.
Um especial que a MTV inglesa fez com ele tem vários mini-clips com a explicação de cada tema e apresentação ao vivo.
Aqui o vídeo de "Katie", uma das melhores do cd. Para ver as outras, basta procurar no youtube.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
And the Oscar goes to...

- Indicado a melhor maquiagem de índices de inflação.
- Indicada a melhor comédia surrealista.
- Indicada pior atriz.
- Uma superprodução de Ivo Pitangui.
- Dirigida por Nestor Kirchner.
Achei aqui.
domingo, fevereiro 22, 2009
Pull the pin
Passou totalmente desapercebido por mim o lançamento do sexto disco inédito do Stereophonics, o "Pull the pin".
Lançado no final de 2007, o álbum recebeu mornas críticas e acabei deixando pra lá. Puta capa feia, pra que baixar? Besteira pura!
Das bandas do rock britânico dos 90, os Stereophonics foram um dos poucos que realmente evoluíram em alguma coisa, não ficando sempre no mesmo tipo de som. Coisa que não é pecado, muito pelo contrário. O Travis faz o mesmo tipo de som há eras e não significa que não gostamos.
Olhando para a discografia é possível ver uma clara diferença de som nos cd's. Começando roqueiros, indo para uma linha mas calma e acústica no segundo e terceiro álbum (com o mega hit Have a nice day), um quarto mais pesado e com poucos, mas belos, momentos calmos e um quinto cd que combinava perfeitamente guitarras e sintetizadores (a música Dakota explica perfeitamente isso).
Em Pull The Pin, Mr. Kelly Jones tirou um pouco o "pé" da guitarra (se é que existe essa expressão). Não esqueceu dos sintetizadores, mas deixou de lado um pouco e voltou a investir em melodias e linhas vocais que aproveitam muito bem sua tão característica voz rouca rasgada.
Depois desse cd eles ainda lançaram a coletânea "A decade in the sun", com algumas inéditas e outros grandes hits.
Aqui eles tocando "It means nothing", uma das músicas de Pull the pin, no Joos Holland. Um clássico. Detalhe: o atual baterista deles é argentino!
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Só lembrando...
... Que em Buenos Aires não tem feriado de carnaval. No máximo tem o que eles chamam de murgas, esses grupos folclóricos sem ritmo cheio de gente feia que invadem as ruas, principalmente do bairro Abasto, onde eu moro.
Sábado passado passei por uma delas e me deprimi. Falta muita melanina nessa ginga deles. O engraçado é que com tanta experiência em fazer panelaço, como é que eles ainda não adquiriram uma malemolência e uma batida mais cadenciada?
Ok, eu nunca gostei dessas bandas e também da música carnavalesca. Minhas experiências em Santos ou na famigerada Caiobanda, em Caiobá no Paraná, foram mais estudos antropológicos do que folia propriamente dita, mas.... um feriadinho de quase uma semana faz falta.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Feliz cumple, Cris!
Há 56 anos, em La Plata, Ofelia Wilhem, mulher de Eduardo Fernanez, dava a luz a uma mocinha chamada Cristina Elisabeth Fernandez.
Segundo consta era jogava muito bem truco e tinha uma qualidade especial para mentir. Nos anos 70, ela estudou direito e na faculdade conheceu seu grande e birolho amor, Nestor Kirchner.
Hoje, vários quilos de maquiagem depois, ela dirige com um bravatas sensacionais um país que enfrenta crise atrás de crise, mas segue firme!
Nunca esquecerei o dia em que segurei sua mão! Feliz cumple, amiga Cris!
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Buenos Aires Herald
O Buenos Aires Herald seria apenas outro dos vários jornais que circulam pela capital argentina se não fosse por um simples detalhe: ele é todo em inglês.
Fundado em 1876, o periódico vive até hoje, tendo atuações importantes na história do país. A principal delas, talvez, tenha sido seu papel contestador na época da ditadura. O Herald porteño perguntava pelos desaparecidos e enfurecia os militares com seus editoriais, ganhando notoriedade na sociedade pela suas denúncias de abuso dos direitos humanos.
Robert John Cox era um jornalista inglês que trabalhou no veículo como editor exatamente durante a ditadura. Largou tudo na Inglaterra e veio de mala e cuia para a Argentina, onde ficou até 1978 quando o governo finalmente o expulsou do país.
"Dirty secrets, Dirty war" é o livro lançado recentemente em inglês, escrito pelo seu filho David, com ajuda de cartas e o arquivo pessoal do jornalista. É uma espécia de biografia do editor, desde sua infância, a guerra da Coréia e sua chegada em Buenos Aires com 26 anos.
O Diário Perfil mostra uma parte do primeiro capítulo do livro, que ainda não foi lançado em espanhol.
Aqui o site oficial do ainda ativo, e bilíngue, Buenos Aires Herald.
E aí uma foto do cidadão hoje.
Mullets inspirados
Para quem achava que as bandas de rock brasileiras tinham um péssimo gosto para escolher seus nomes e era impossível achar coisa mais ridícula que Paralamas do Sucesso, Inimigos do Rei, Biquini Cavadão e Nenhum de Nós, aqui está a prova de que tudo sempre pode ser pior.
Uma lista com os piores nomes de bandas argentinas! Não é só o mullet que esses grupos tem de ridículo!
Patricio Rey y sus redonditos de Ricota
O que esperar de uma banda com os "redondinhos" de ricota. É algum queijo, quitute ou canapè?
Bersuit Vergabarat
Não fui atrás de entender a explicação do nome, mas de qualquer maneira é uma bomba. A versão de "O tempo não para" do Cazuza que eles fizeram é tão famosa que a maioria acha que eles mesmo a compuseram.
Babasónicos
A fama pode fazer você a se acostumar com um nome podre. O importante é se ater à primeira vez que você escutou esse nome: muito babaca!
D-mente
Trocadilho jaguara para provar que eles são do mal e contra o sistema.
Ella es tan cargosa
Ela é tão pesada. Pffff. Uma ode ao amor obeso.
Enanitos verdes
Típica banda que tocaria se rolasse um festival Psicodália em Buenos Aires. Anõezinhos verdes.
Intoxicados
Drogados? O incrível é que os integrantes da banda provam seu nome em todos os shows, o vocaliste é um bagaço humano.
Las pastillas del abuelo
Crianças de que idade inventaram isso?
Las pelotas
Outro nome de mal gosto. Por que por o nome de "As bolas" numa banda? Deve ser porque ela é um saco! Dã-dishhhhhhhh!
Los Auténticos decadentes
A pior banda da face da terra. Chiclete com banana com DNA de Cumbia. Uma mutação musical radioativa que caminha pelos pampas. Perto deles, Calypso é colírio pros ouvidos.
Los Maxilares de Perón
Perón tinha mais que um queixo?
Los Ratones Paranoicos
Para se vender como sujo e do povo, escolha RATO. Para passar a imagem de doidão, lisérgico e muito louco, adicione Paranóico.
Los Violadores
Um verdadeiro case de marketing. Como vender uma banda chamada "Os estupradores"?
* foto: Autenticos Decadentes mostrando todo seu visual descolado e vanguardista
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Seven Ages of Rock

A Vh1 Latina resolveu reprisar esse belíssimo documentário produzido pela BBC em 2007.
Como o nome diz, são sete capítulos, cada um deles discorrendo sobre uma "Era" do rock, com depoimentos de quase todos os nomes que fizeram uma diferença nesse mundo.
1. The Birth of rock
63 até 70. Jimi Hendrix, Rolling Stones, Beatles e companhia
2. White light, White heat
66 até 80. Pop-arte multimídia a experimentalismos de David Bowie, Velvet Underground, Pink Floyd e seus amigos
3. Blank Generation
73 até 80. O nascimento do punk em Nova York e Londres. Sex Pistols, Clash, Ramones, Television e etc.
4. Never Say die
70 até 1991. Lendas do Heavy Metal, desde Black Sabbath ao Iron Maiden, passando por Deep Purple e Metallica.
5. We are the champions
65 até 93. O nome é auto explicativo. Como bandas de estádio mudaram a cara do rocl. Queen, Bruce Springsteen, The Police, Dire Straits ao U2.
6. Left of the Dial
80 até 94. O nascimento do alternativo na terra do Uncle Sam. Esse capítulo dá um destaque especialíssimo ao Nirvana, Pixies e Rem, além da galerinha de Seattle
7. What the world is waiting for.
80 até 2007. O indie britânico, desde Stone Roses, dando ênfase na briguinha Oasis x Blur e o britrock do final dos 90, terminando em Libertines, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys e a internet.
Ontem me peguei vendo o último capítulo e fiquei abismado em certo momento. Mostram por vários segundos várias capas de discos de bandas da explosão britânica dos anos 90 e, bizarro, eu tinha todos os cd's. Oasis, Verve, Travis, Coldplay, Stereophonics, Manic Street Preachers e por aí vai...
Seven Ages of Rock é simplesmente obrigatório para qualquer ser vivente que diz gostar de rock, seja qual gênero for. Você descobre coisas inusitadas e ligações bizarras sobre como fatos históricos e econômicos influenciaram a música, além de reviver momentos e declarações dos seus mestres.
Se você buscar bem no youtube, acha vários pedaços do documentário.
Aqui o site oficial da BBC:
http://www.bbc.co.uk/music/sevenages/
Buenos Aires Crime Scene
Sábado passado vi duas pessoas serem assaltadas por uns piazões de rua na frente do Shopping Abasto. O guardinha do lugar nada fez, só observou. Faz um mês, um outro ladrãozinho afanou um velho no mesmo lugar e saiu correndo. Por sorte a polícia o pegou e, pela maneira que revistaram ele, deu pra sentir que ia rolar uns sopapos.
Nesse mesmo fim de semana, os sogros do Leonardo, que dividie o ap comigo, deixaram o carro do lado do meu prédio e quando voltaram o vidro estava quebrado e o rádio roubado.
Antes eu achava que era exagero essa onda de insegurança na cidade, mas agora olho muito bem pros lados quando estou andando.
Mas convenhamos que com carros desse naipe, a gente nem cria grandes expectativas para com a polícia portenha.


