quinta-feira, junho 04, 2009

Beira de estrada

Quando pequeno me acostumei em férias viajantes para Minas Gerais e Espírito Santo. Com os pais morando longe de toda parentada, era a única época do ano que sobrava para visitar tios, tias, padrinhos, primos, avós e a estrada!

Nessas férias agora no Brasil pude matar um pouco a saudade (se é que eu sentia falta disso!) dessa vida de beira de estrada. Esse mundo tão simples, mas ao mesmo tempo cheio de detalhes surreais de gente, caminhoneiros, postos de gasolina, lanchonetes e infindáveis churrascarias, seja em qual BR você estiver. Fui rumo a Vila Velha, no Espírito Santo, junto com meu pai para visitar a família. Doze horas seguidas para ir, outras doze para voltar.

Engraçado notar aquele café com leite em copo americano ridiculamente quente, servido em todos os estabelecimentos beira de estrada. Não dá nem para beber e nem ao menos para segurar o bendito copo! Parece até uma prova de macheza. Quem é macho toma aquilo ali e não reclama! Afinal é só 1 real. Cala boca e queima a güela, cidadão!


Fora os infindáveis quitutes como doce-de-leite em barra, queijos Minas, inúmeras compotas, bananada, goiabada e qualquer "ada" que for possível. As marcas dos produtos são tão humildes que nem tentam enganar o consumidor. Nenhuma delas escreve em seus rótulos "a melhor do Brasil", mas sim "a melhor da região". A melhor do Triângulo Mineiro ou a Melhor no Norte Fluminense. Aprendam com essa humildade, publicitários porcos capitalistas! Não mintam e tenham uma freguesia leal.

Em Campos, no norte do estado do Rio, parei para comer um rodízio numa churrascaria bem kitsch. Olhei torto ao entrar, mas meu pai insistiu. O resultado foi um pedaço de fraldinha, outro de picanha e outra alcatra que colocam qualquer bife de chorizo portenho no chão. Fora a simpatia até em excesso dos garçons, levando aquela carnaiada mesa por mesa. Deveriam obrigar todo garçom argentino a fazer um estágio nessa churrascaria de beira de estrada para aprender que cliente não se trata, mas se mima!

E o que dizer então do Queijo Minas? É ou não é genial?

12 comments:

A DONA DO MUNDO disse...

Sabe o que eu acho genial?
Vc estar vivo e poder fazer tudo isso de volta, com o paizão, com as lembranças
um beijo
um final de semana supimpa


e afinal? o q vc faz em buenos aires?
tipo no dia a dia? em que trabalha?
gostaria de saber muitas coisas sobre a argentina, talvez no seu blog eu encontre isso!
tchauuu

claudemir disse...

Cara já viajei por outros países de carro, e a beira de estrada não muda muito não, mas em nehum outro lugar tinah Graal, um clássico da rota Curitiba São Paulo.

Marcela Paiva disse...

eu tbm sempre tive meus questionamentos com o copo de pingado.

Túlio disse...

Graal, tradição em preços altos e injustos numa estrada perto de você!

André Takeda disse...

Que clima bucólico! :)

Leo Carioca disse...

Sinto tudo isso, mas quando vou pra lá, pq também fazia essas viagens por Argentina de moleque com meus pais.

Juliana Cruz disse...

ai, vontade de comer esse queijo...

Juliana Bragança disse...

ah vai! essa viagens são mto legais! e eu sempre como pra caramba nesses restaurantes beira de estrada!

Anônimo disse...

Olá Tulio!
Quando vier ao Brasil, precisa ir prá Serra Negra, tem tudo e mais um pouco, e pasme: tem até graal, mais a gente passa de largo!
Saudades, tia Eula.

popdesign disse...

adoro essas tranqueiras de beira de estrada!

adélia jeveaux disse...

devo dizer que os queijos minas de Rio Pomba são absurdamente deliciosos, melhores que os de beira de estrada.

guilherme disse...

Acho que é bem óbvio que você não é o público-alvo destas churrascarias.

=)

Eu gosto de viajar pelas estradas brasileiras. Existem muitos lugares surreais por aí, e muitos estranhamente interessantes...

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