segunda-feira, fevereiro 02, 2009

United States of Tara

Juntar um ótimo produtor, uma roteirista oscarizada e uma atriz que dá show de interpretação em uma série é quase garantia de sucesso, certo?

Humm.... Depende...

Infelizmente não é isso que aconteceu com United States of Tara, série produzida pelo Spielberg, com roteiros de Diablo Cody (Juno) e com Toni Collete como protagonista.

A história de Tara, uma dona de casa com múltiplas personalidades, parecia bem interessante no papel, mas o que vemos na tela é um apanhado de situações que não mostra muito a que veio. É pra rir, chorar, suspense, terror? Assisti dois episódios e não entendi qual era a motivação de tudo isso. As tramas não seguem e não deixam aquele gostinho de quero mais no fim.

Dependendo do humor, ela pode incorporar uma juvenil de 15 anos com roupas chocantes, uma dona de casa submissa com ares dos anos 50 ou até mesmo uma mulher macho com cara de caminhoneira que fará de tudo para defender sua filha, até encher de porrada seu namoradinho da escola.

A série, que é vendida como comédia, não tem graça nenhuma, ao menos se você curte rir da desgraça alheia. Os diálogos me pareceram pretensamente legais, num universo onde todo mundo tem uma saída rápida e descolada para qualquer situação no meio de tanta desgraça.

- Mamãe chegou?
- Sim.
- Mas qual delas?


United States of Tara é sim na verdade um baita drama. Algo como "Eu, eu mesmo e Irene" batido no liquidificador com "Desperate Housewives". Tara muda de personalidade sempre que encara uma situação difícil ou decepcionante e não sabe o que fazer. Ela não consegue balancear todos as emoções de cada cara e explode cada vez para um lado diferente. O pai, extremamente compreensivo, e o filho, que é um viadinho em potencial, parecem resignados e desistiram de se importar com as variações de vida de Tara. Sua filha, que está aos poucos descubrindo sua sexualidade, é de longe a mais descontente e humilhada com a atual situação da mãe.

Claro, que estamos apenas no início da trama. Mas se uma série não mostra de cara ao que ela veio, fica difícil tomar rumo depois. Quem sabe eles deveriam falar com a Glória Perez para ver como melhorar esse drama.

Tara incorporando Buck, um badass muthafacka!

5 comments:

misfit disse...

desculpa, mas eu preciso dizer isso: a palavra "viadinho" me deixou super-incofortável com esse post. dava pra falar que o guri é gay sem recorrer a um termo homofóbico.

Juliana Bragança disse...

todo mundo acha a toni collete mo gata e eu nao acho ela tdo isso, pra mim ela tem cara de homem!hauihaiu
bjos

Túlio disse...

Não concordo, mas até entendo que grandes jornais ou portais de internet tenham um patrulhamento do politicamente correto. Para isso acabaram criando uma série de palavras pasteurizadas que, teoricamente, não ofendem ninguém. Mas o que eu vejo é que ninguém usa essas palavras no dia-a-dia.

Ainda bem que temos os blogs, onde podemos escrever do modo mais próximo que falamos, por mais que as linguagens orais e escritas tenham sim suas diferenças.

A última coisa que vou fazer é um policiamento de palavras ou expressões que uso.

Viadinho ou homossexual, cego ou pessoa com deficiência visual, a interpretação vai de cada pessoa. Não quero ofender ninguém e nem fiz o blog para isso.

misfit disse...

bom, Túlio, que tu ache "normal" chamar alguém de viadinho fala muito sobre como tu encara a homossexualidade, eu acho. se bem que eu até te dou o benefício da dúvida, porque eu não sei quantos amigos gays tu tem, e como tu chama eles na intimidade: vai que tu é acostumado a chamar eles assim no dia-a-dia, por pura proximidade, e na hora de escrever acabou saindo essa palvra de tão natural que é no teu cotidiano? (por exemplo: uma das minhas melhores amigas é lésbica, e eu vivo chamando ela de "lésbica de merda" quando estamos juntas. mas sei lá, acho que não colocaria isso por escrito sem contexto por aí).

se não for esse o caso, então eu achei ofensivo sim. como diz o Alex Castro, quem sabe da ofensa é o ofendido. acredito que não seja tua intenção, porque como tu mesmo disse, teu blog não foi feito pra ofender ninguém e essa não é tua intenção. mas que ofende, ofende. e comparar "viadinho" com "cego" é forçação de barra, é fazer de conta que desconhece o peso semântico das duas palavras.

Fabiano Goldoni disse...

Eu curto rir da desgraçada alheia. mas só quando é ficção.

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