domingo, agosto 31, 2008

Un novio para mi mujer.

Tive que conferir esse sucesso de bilheteria do cinema argentino, que bateu até a super estréia de Batman, e que anda levando multidões ao cinemas do país. Tanto é verdade que a fila para entrar na sessão do Complexo INCAA da Plaza do Congreso dobrava a esquina! Nunca vi algo assim por aqui!


Un novio para mi mujer consegue ser genuinamente argentina sem cair nos clichês dos filmes locais. É ágil, despretensiosa e fala de um tema comum: o divórcio. Adrian Suar, no papel de El Tenso, está louco para se divorciar de Tana, interpretada por Valeria Bertuccelli. Como ele não consegue tocar no assunto da separação, sua saída é contratar um latin lover de terceira para seduzir sua mulher e assim facilitar as coisas.

Bertuccelli está ótima no papel da mulher neurótica que reclama de tudo e de todos. Ela rouba a cena com seus tiques e as opiniões ácidas que fica impossível não se identificar com a personagem. Ela possui um ódio mortal para com as pessoas que ela denomina "procura-coincidências", aquele povo que só porque é do mesmo signo que você ou cresceu na mesma cidade acha isso grandes coisa e alardeia pra todo mundo. É engraçado e real sem se tornar uma caricatura feita só para o espectador rir.

A atriz, que é casada na vida real com Vicentico, vocalista dos Fabulosos Cadillacs,  está roubando aos poucos o posto de Ricardo Darín como ator onipresente nos filmes argentinos. Só nos últimos dois anos, vi quatro filmes com ela: XXY, Mientras tanto, Lluvia e Un novio para mi mujer.

Não é a toa que está todo um frenesi para o filme. Recomendadíssimo!

Aqui o trailer da película:

11 comments:

LuRussa disse...

Legal !
somos colegas de blog agora.

Falando sobre seu post anterior, eu nunca gostei desse tal Brazilian Day em nenhum lugar do mundo que morei.Sei lá, as pessoas eram muito esquisitas, tipo, eu nunca teria amizade com elas se estivéssemos no Brasil, entende ?mas como estávamos longe de casa, a amizade já era meio que automática. Um lance estranho.Rolava tudo o que menos gosto no Brasil, samba, pagode,bundas, fantasias de carnaval,funk carioca e outras coisas que nunca fizeram parte da minha cultura .
É, acho que a esquisita sou eu.


Agora, assistir jogo de futebol com argentinos ao lado..ninguém merece !! rsrs..

bjos !
LuRussa
www.garotinharuiva.blogger.com.br

Ciana Lago disse...

ai quero veeeer!

Túlio disse...

Aproveita que nos cinemas do INCAA é só 4 pila! viva a recessão!

Lívia disse...

Putz, eu sofri pq o programa de rádio dela é apenas ficção! Eu escutaria SEMPRE, o máximo!

bjs

Mariana disse...

tô escondida.
=X

tati travisani disse...

que legal! quero ver!! acha que o momento do cinema argentino é melhor que o brasileiro? daqui tenho a impressão que sim...

Túlio disse...

Não sou especialista na área, mas é fato que o cinema argentinoleva muito mais gente, proporcionalmente, que o brasileiro.

aAinda sinto falta de boas histórias aqui e de um cinema voltado para o público mesmo, menos intelectualóide e mais acessível. Vejo uma qualidade técnica enorme, ótima direção, fotografia, atores e etc. Porém as histórias muitas vezes são um porre, arrastadíssimas, dramáticas demais e poucas vezes originais. Se compararmos os últimos títulos brasileiros como Tropa de Elite, O cheiro do ralo, o Ano que meus pais sairam de férias e Saneamento Básico por exemplo, vemos claramente que a originalidade brasileira é bem maior. De qualquer jeito ainda temos que evoluir muito e perder vários preconceitos para conseguir que o brasileiro realmente consuma seu cinema.

:D

Anônimo disse...

Concordo. Eu gosto juito do cinema brasileiro, mas sempre, muito cariocas (não sei como será em outras partes) falam com muito preconceito do cinema feito aqui.

Do cinema argentino, gosto de diretores como caetano essa camada do novo cinema que falava de coisas simples. desteo o cinema para "intelectuales de la calle corrientes" como "La Ciénaga" ou o cinema de suar. É verdade, faltam ideias.

André Ramiro disse...

podia passar aqui, né?

tati travisani disse...

é verdade, concordo. o cinema argentino parece abordar mais temas cotidianos, sem arriscar demais em linguagem, coisa que o brasileiro está fazendo. mas acho uma coisa ruim que está rolando aqui, produções e mais produções (feitas com a lei de incentivo) que não atingem o público, e muitas vezes nem estão interessadas em atingir! é meio como produção acadêmica: feita para os mesmos pares. mas tentarei assistir a película e pronto, é isso que importa!!

André Takeda disse...

Até queria ver o filme. Mas como sou um cara com problemas, me recuso a ver qualquer filme com a mulher do Vicentico. Primeiro pq é mulher do Vicentico e isso já é contra. Segundo pq as sobrancelhas dela me deixam nervoso. Sério. Mas parece interessante... será que já tem pirata?

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