terça-feira, agosto 25, 2009

El cuarteto de nos - Bipolar


Estou há uma semana pensando no que dizer sobre Bipolar, o novo cd do "El cuarteto de nos". A banda uruguaia é uma das minhas preferidas do rock castellano, desde que lançaram o genial "Raro" em 2006, e escutar algo novo deles é sempre muito bom.

Se o cd não tem tantos hits com o anterior, pelo menos as letras estão afiadas como nunca. Em Bipolar eles estão ainda mais existenciais, filosóficos, ácidos e debochados, como o nome do cd já adianta. Se você acha que esses temas não combinam com o rock é porque você não conhece esses caras, meu caro.

Foram várias minhas preferirdas. "Breve descripción de mi persona" é o retrato de um homem mediano que de tão comum chega a ser medíocre. Oi, tão falando de quem, hein?

La filantropía no está entre mis aficiones
tengo varias adicciones, y me hago cargo
no acepto sin embargo, si intentara adoctrinarme
yo quiero elegir con qué veneno envenenarme

"Nada me da satisfácion" é tão real que dá medo. Um tratado sobre a busca de algo verdadeiro para se sentir.

Busco una sorpresa que me vuele la cabeza
pero por mi naturaleza, nada me interesa
y si, se ve, no encuentro en que creer
pero no me resigno a ver la vida por tv

E fechando o cd com "Razones", onde concluimos que realmente esse cd é para pessoas com sérios problemas psicossociais como eu.

No soy fácil no, no estoy dócil no
no estoy cordial ni sensato, no tengo ninguna razão para estarlo

Ainda há a regravação do clássico hino do egocêntrismo "Me amo", com outro ritmo e um arranjo distinto.

A la luna me gustaría ir
para ver como es el mundo sin mi.
Me amo, como la tierra la sol.
Me amo, como Narciso soy
Me amo, dibujé un corazón
que dice "yo y yo"
Me amo

Aqui os caras no estúdio gravando "Nada me da satisfación".




5 comments:

Fernanda Briones disse...

Tulio, que história é essa da liberação tranquila da maconha em pequenas quantidades?!

Túlio disse...

Tenho que me informar melhor mas pelo que entendi é que tá meio LEGALIZE se você não estiver enchendo o saco de ninguém.

Em casa fechada, com um bando de amigos maconheiros tudo bem.

Num espaço público, cheio de crianças e vovôs, não!

Juliana Bragança disse...

vc nao tem doenças psicossociais, tem??

Leo Vinhas disse...

Musicalmente o disco me incomodou, achei muito Franz Ferdinand. Sei lá, esse lado dançante me parece um retrocesso - como em "Razones", por exemplo, que me lembra aqueles funk rock ingleses do começo dos anos 90.
Mas "Me Amo" é do caralho, assim como "Malherido" (puta poesia, hein?) e outras que já falei no meu blogue. Resumo geral: não amei, mas ouço direto. Vai entender.

Túlio disse...

El cuarteto de Nos é como pizza e sexo, caro Vinhas.

Mesmo quando é ruim é bom.

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