segunda-feira, janeiro 26, 2009

O fim.

Assisti esse fim de semana a um especial da FOX Sports sobre os campeões da Libertadores, com entrevistas e histórias contadas pelos jogadores. Peguei a parte do finalzinho dos anos 80 até a atualidade.

Obviamente eles ressaltaram mais os campeões argentinos, mas o que mais me chamou a atenção foi a maneira que as histórias eram contadas e os campeões exaltados.

Fiquei pensando na importância que tem o fim de uma história na maneira em que contamos um conto. É como aquela ex-namorada que você amou muito mas no final do namoro pisou na bola bonito. Você sempre vai lembrar dela pela cagada final, não pelos ótimos momentos que teve.

O futebol é a prova viva disso. Joguinhos furrecas se tornam batalhas campais só porque o adversário da final perdeu um pênalti decisivo. Foi assim, por exemplo, com o São Paulo que perdeu a Libertadores de 94 nos pênaltis e transformou o Velez Sarsfield em campeão. Por um mínimo detalhe, toda uma campanha é esquecida. Exatamente nos pênaltis também, que eles conseguiram o título bambi de 92. Porém dessa vez foram guerreiros e gladiadores e o goleiro Zetti um herói.

Também teve o Palmeiras de 99 campeão nos pênaltis com São Marcos, Felipão, Galeano e toda a turma. Em em 2000 ficou em vice porque perdeu nas mesmas penalidades. Mero detalhe que tornou toda uma campanha sensacional de lado. A glória e a imortalidade foram chutadas pra longe pelo Roque Júnior. O que não dizer do Fluminense de 2008 que ganhou jogos de quartas de final e semi-final de forma emocionante, viradas sensacionais e gols no último minuto, além de ter revertido um quadro desolador na final contra o LDU? O quão inesquecível não seria esse título se não fossem tão incompetentes na cobrança de penalidades? O história não perdoa. Ou melhor, o fim da história não perdoa.

Não importa se foi roubado e garfado num jogo final, não importa o quanto você gostou ou amou, o quanto suou para conseguir alguma coisa se você não a conseguir. O final é como um ditador que modifica sem misericórdia a maneira que você conta o passado

Afinal, o que é uma história se não um grande aquecimento e preparação para seu final?

2 comments:

frasista e alarmista disse...

Cara, primeiramente, parabéns atrasado pelo quinto lugar no scream & yell! =)

Segundamente, eu assisti a final da Liberta entre Florminense e LDU de Quito aí em Baires.

E te digo que o melhor de tudo foi: eu, rubro-negro, comemorei as arrancadas de Guerrón, a classe de Bolaños e as defesas milagrosas de Ceballos com minha namorada... equatoriana!

Y bueno, pra gente foi uma final memorável! hahaha

Acordei metade de Belgrano aos gritos borrachos de "Mengoooo! p***!" da janela do sétimo andar. hehe

abraço!

marcus

Bruno Silva disse...

O fim triste só desglorifica os fracos. Os grandes seguem glorificados. Na vitória ou na derrota.

Rivellino é rei da Fiel, sem nunca ter ganho um título pelo Corinthians.

Abraços!
Bruno Silva
http://ladobdocassete.blogspot.com

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