quarta-feira, abril 23, 2008

Charly García: lenda e louco.

A revista Rolling Stone argentina completou em abril 10 anos. Na edição de aniversário, entre muitas matérias históricas está uma entrevista atual com Charly Garcia.

Charly talvez seja a maior lenda do rock argentino. O cara fez parte da banda Sui Generis, que nos anos 70 foi uma das precursoras do rock em espanhol. Dominou as paradas dos anos 80 e início dos 90 nos países latinos com suas canções facilmente classificadas como hinos de uma geração.

Sempre que escuto suas músicas ou vejo alguma notícia sobre Charly Garcia é impossível não fazer uma comparação com Raul Seixas. Eles fizeram sucesso mais ou menos na mesma época, suas músicas se tornaram clássicos clichês das rodinhas de violões nos seus respectivos países e, colocando um do lado do outro, até podemos ver alguma semelhança física.

Suas últimas aparições na mídia sempre eram por causa de alguma briga com jornalista ou problemas durante seus shows. Os ingressos para os últimos shows do artista vinham com uma mensagem dizendo que só se garantiam os 10 primeiros minutos do concerto. Ou seja, é esperado que Charly García tenha um ataque de loucura, xingue o público e técnicos de som e abandone o palco.

A entrevista na Rolling Stone é o retrato de um artista que perdeu qualquer noção da realidade. A condição de vida do rockeiro é lamentável e suas declarações beiram a insanidade. O cara de bigode bicolor já beira os 60 anos e mora num apartamento de Palermo todo ferrado e despencando. Já mudou de nome por causa de uma briga com sua mãe, já brigou com o filho, quis fazer um show debaixo d'água, foi internado três vezes em clínicas psiquiátricas, foi proibido de pisar no Uruguai e já saiu para dar um "rolê" com um cadáver numa cadeira de rodas.

O principal problema de Charly Garcia é que ele ainda está vivo. Só morrendo é que se consegue ser eterno. Como o argentino ainda não fez isso, ele não é considerado um mito, mas sim um velho excêntrico.

7 comments:

apotamianos disse...

Los chicos daí gritam "Toca Chaaaaarly!" ?

giancarlo rufatto disse...

gosto do raul argentino, ja do raul brasileiro quero distancia.

ah pede pra algum vizinho teu se "vierne 3 am" regravada pelo paralamas no "hey nana" é dele. acho que é, é a melhor canção do paralamas ever.

giancarlo rufatto disse...

precisa não, o google, sempre ele, ja disse que é.


"Y llevas el caño a tu sien
apretando bien las muelas
y cierras los ojos y ves
todo el mar en primavera
bang, bang, bang
hojas muertas que caen,
siempre igual,
los que no pueden más
se van."

Visitante disse...

Eu tenho uma teoria que certos cantores deviam ter morrido jovens de overdose mesmo... qdo velhos ele fazem tanta merda que eu sinto vergonha por eles... o charly é um caso
pra pessoa que comentou aí em cima
procura seru giran viernes 3am no soulseek que vc acha a música.
seru blog é bem legal, aproveitei várias dicas qto estive em buenos aires
abraço

Anônimo disse...

Charly cansou há anos.

Talvez pelo excéntrico seja pareciddo com raul e só.

Charly é talento, porém, já cansou tudo mundo há anos. Sem ideias, sem a habilidade de se juntar músicos novos para se superar. Depois de "Filosofía Barata", acho que é do ano 90, já era.

Leo Carioca

Leo Vinhas disse...

Você se esqueceu de contar uma ótima dele: durante o Personal Fest do ano passado, Charly viu o show da Bjork e gostou tanto que no dia seguinte foi esperá-la no lobby do Faena Hotel. Completamente siderado, ele viu a islandesa descer e - sem fazer a menor idéioa de quem era o velhinho freak de bigode bicolor - sorrir para ele. Charly interpretou o sorriso como desrespeito, xingou Bijork em espanhol e inglês e jogou o copo de whisky, com gelo e tudo, na cantora. O copo passou a milimetros... do PÉ de Bjork.

Provando que, além do Raul, Charly tem semelhança com o Sr. Burns, dos Simpsons.

Anônimo disse...

viva charly!
el rey!

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